07 de Março de 2025 | Redação The Silver Economy Crédito: Vlada Karpovich – Pexels Especialistas discutem os desafios e oportunidades da maturidade feminina no Mês das Mulheres Março é o mês dedicado às mulheres, e a data é uma oportunidade para discutir temas fundamentais, entre eles, a longevidade feminina. Com o aumento da expectativa de vida, muitas mulheres chegam à maturidade enfrentando desafios que impactam diretamente sua autoestima e bem-estar, como a aposentadoria, a viuvez e a necessidade de redescobrir novos propósitos e hobbies. Segundo Jotta Junior, especialista em neurocomunicação e cofundador do canal Longidade, a forma como a mulher percebe e interpreta essas mudanças pode ser determinante para sua qualidade de vida. “O cérebro humano tem uma incrível capacidade de adaptação. Quando a mulher enxerga essa fase como um período de novas possibilidades, sua saúde mental e emocional se fortalecem, permitindo que ela viva com mais plenitude”, explica. O psicólogo Francisco Carlos Gomes, também cofundador do canal Longidade, ressalta que a construção de uma nova identidade na maturidade passa pelo autoconhecimento e pelo resgate de atividades que tragam prazer e satisfação. “A aposentadoria, por exemplo, pode ser vista como um encerramento, mas também como um recomeço. O mesmo vale para a viuvez. Ao invés de focar no que foi perdido, é importante olhar para as novas oportunidades, investir em atividades prazerosas e manter uma rede de apoio social ativa”, orienta. Além disso, a participação em grupos sociais, o envolvimento com novas experiências e até o aprendizado de habilidades inéditas são fatores que auxiliam na manutenção da autoestima. “A maturidade pode ser um período de florescimento, e não de encerramento de ciclos. Quando a mulher percebe que ainda tem muito a contribuir e aprender, ela se sente mais confiante e realizada”, conclui Jotta Junior. Para reforçar ainda mais uma boa longevidade, a saúde física também precisa de cuidados, portanto considera-se aqui a atenção a uma boa alimentação, rica frutas, verduras e alimentos saudáveis, menor consumo de ultraprocessados, sal e açúcar, aliado à prática de atividade física frequente.
Diabéticos no Carnaval: aprenda a aguentar a folia com segurança
04 de Março de 2025 | Redação The Silver Economy Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo. Cuidados simples com hidratação, alimentação e monitoramento da glicemia garantem um Carnaval seguro e sem preocupações Com o Carnaval vêm os dias de folia, bloquinhos, festas e viagens que tiram qualquer um da rotina. Para quem tem diabetes, principalmente do tipo 1, essa maratona exige ainda mais atenção à saúde, já que alimentação desregrada, desidratação e longas horas de festa podem impactar os níveis de glicose. Mas isso não significa que é preciso abrir mão da diversão; com alguns cuidados simples, é possível curtir o Carnaval com energia e sem preocupações. Manter-se hidratado, escolher bem os alimentos e monitorar a glicemia são algumas das principais recomendações. O Dr. Marcio Krakauer, cofundador e diretor médico executivo da G7med, separou essas e outras dicas para cuidar da saúde durante o período. Confira: Carregue uma identificação Pessoas com diabetes devem portar um cartão ou pulseira de identificação informando sua condição de saúde. Em casos de emergência, isso pode ser fundamental para um atendimento adequado, e, principalmente, seguro. Mantenha-se hidratado Nos dias de festas e de calor, o corpo perde líquidos e sais minerais. Para repor essa perda, é essencial beber bastante água, bebidas com baixo teor de carboidratos, água de coco e comer frutas ricas em água, como melancia e laranja. “O álcool não hidrata o organismo e ainda tem efeito diurético, aumentando a perda de líquidos por meio da urina. Por isso, quem bebe deve intercalar com água para evitar desidratação”, explica o médico, especialista em diabetes. Bebidas isotônicas também podem ajudar a repor minerais perdidos com o suor. Sucos naturais com alta concentração de carboidratos, como o suco de laranja, devem ser utilizados em casos de hipoglicemia, pois aumentam rapidamente a glicose no sangue. Planeje a alimentação Se passar o dia fora, leve lanches práticos e nutritivos, como castanhas, barrinhas de cereais e frutas secas ou naturais. Esses alimentos ajudam a manter a energia sem prejudicar a glicemia. “São opções fáceis de transportar, não precisam de refrigeração e evitam quedas bruscas de glicose”, orienta. Caso não seja possível levar comida, faça uma refeição equilibrada antes de sair de casa e prefira alimentos bem armazenados para evitar contaminação. Cuidado com a comida na praia Com o calor intenso, a atenção deve ser redobrada com os alimentos consumidos. Evite produtos expostos ao sol e preparos que contenham maionese ou ovos, pois exigem refrigeração adequada. “Prefira frutas, sucos naturais, água de coco, picolés de frutas, mix de castanhas e biscoitos integrais. Essas são opções mais seguras para altas temperaturas”, destaca o especialista. Cuidado com o consumo de álcool Caso haja liberação médica para consumir bebidas alcoólicas, é importante ter cautela. Beba em pequenas quantidades e monitore as taxas de glicose regularmente, pois o álcool pode aumentar o risco de hipoglicemia. Para evitar problemas, nunca beba de estômago vazio e intercale com água. “O consumo de bebidas alcóolicas deve ser feito com consciência e responsabilidade. A pessoa com DM1 (diabetes tipo 1) tem que tomar decisões em relação ao controle de sua glicemia e, para isso, precisa ter consciência plena do que está fazendo”, ressalta. Mantenha a rotina alimentar e monitore a glicemia Respeitar os horários das refeições ajuda a evitar oscilações na glicemia. Monitorar a glicose com mais frequência também é um fundamental. Para quem não usa sensor de monitoramento contínuo de glicose (CGM), basta medir a glicemia na ponta do dedo várias vezes ao dia, antes, durante e após a folia, especialmente para quem faz uso de insulina. Caso a glicemia esteja abaixo de 70mg/dL (hipoglicemia), consuma rapidamente uma fonte de açúcar, como balas ou suco de frutas com alto teor de carboidratos, e refaça a medição após 15 minutos. Se estiver acima de 180 mg/dL (hiperglicemia), hidrate-se e corrija a glicemia conforme a orientação de seu médico. Use roupas e calçados confortáveis Escolher roupas leves e sapatos confortáveis é essencial para quem tem diabetes, pois ajuda a evitar lesões nos pés, que podem demorar a cicatrizar e ocasionar outras doenças. Prefira tecidos que permitam a transpiração e calçados fechados para maior proteção. Proteja-se do sol O uso de protetor solar é indispensável para evitar queimaduras e desidratação. Reaplique o produto a cada duas horas, principalmente se estiver exposto ao sol por longos períodos.
5 cuidados com a saúde dos idosos que vão pegar a estrada no feriadão de Carnaval
03 de Março de 2025 | Redação The Silver Economy Confira dicas de saúde para pegar a estrada com segurança durante o período de Carnava com os profissionais da Faseh | Crédito: monkeybusinessimages Especialistas da Faseh orientam sobre atenção com a saúde física e emocional nos períodos de lazer e quebra de rotina Viajar é uma excelente forma de lazer e uma oportunidade de sair da rotina. Mas, para as pessoas idosas, isso exige cuidados específicos que garantam segurança e bem-estar durante o trajeto e a estadia. Durante o verão com feriados prolongados – como o Carnaval – muitas famílias se programam para viagens longas. No entanto, a atenção e cuidado com esse público deve ser maior. Luciana Latorre, enfermeira e especialista em Saúde Pública, coordenadora da Faseh, compartilha orientações valiosas sobre como preparar a viagem de forma segura e saudável. 1 – Check-up: Antes de embarcar, é fundamental que os idosos e seus acompanhantes assegurem-se que a saúde esteja em dia. “As consultas médicas e exames devem estar atualizados, e o cartão de vacina precisa ser revisado”, reforça Luciana. Também é importante levar os medicamentos de uso contínuo em quantidade suficiente para todo o período, junto com uma lista de contatos de emergência. Verificar se o transporte e o local de destino são adequados às necessidades específicas do idoso também ajuda a evitar imprevistos. 2 – Paradinha: Durante o trajeto, especialmente em viagens longas, algumas medidas podem amenizar o cansaço e desconforto. “Fazer pausas a cada uma ou duas horas, usar meias de compressão, manter-se hidratado e vestir roupas confortáveis são cuidados essenciais”, indica Luciana. Além disso, travesseiros de apoio para o pescoço e lombar também ajudam no conforto. 3 – Olha a água! A hidratação não pode ser negligenciada, mesmo com a preocupação de encontrar banheiros acessíveis. Segundo Luciana, a falta de água pode causar desidratação, tontura e mal-estar, além de aumentar o risco de infecções urinárias e problemas intestinais. “Programar paradas regulares durante a viagem é essencial para evitar esses problemas”, orienta. 4 – Comida no capricho: Outro ponto de atenção é a alimentação. “Evitar alimentos crus ou mal cozidos e priorizar refeições em locais bem avaliados pode prevenir infecções alimentares”, alerta a especialista. Lanches preparados em casa, como frutas e castanhas, são boas opções para evitar alimentos de procedência duvidosa, principalmente os vendidos na beira da estrada. 5 – Com ou sem emoção? Para além dos cuidados físicos, viajar também traz benefícios emocionais. “Sair da rotina pode aumentar a autoestima e promover a neuroplasticidade, essencial para a saúde cognitiva do idoso”, explica Welder Vicente, psicólogo da Faseh. Viajar proporciona novas experiências, reduz o estresse e estimula conexões sociais significativas, contribuindo para uma vida mais plena e satisfatória. Seguindo essas orientações, as viagens podem se tornar momentos de alegria, descanso e boas memórias para os idosos e seus acompanhantes.
Com bolos felpudos, empreendedora 60+ se reinventou na aposentadoria
28 de Fevereiro de 2025 | Larissa Gabriel Alvares Marcia Nogueira faz bolos personalizados sob encomenda em Curitiba | Créditos: Divulgação Aos 62 anos, Marcia Nogueira descobriu novos hobbies na culinária e começou seu próprio negócio em Curitiba Marcia Saporski Nogueira trabalhava há mais de 40 anos em marketing e publicidade, já foi redatora publicitária, produtora de conteúdo e consultora de projetos. A criação sempre foi um exercício constante em sua vida. Em 2022, recém aposentada, a ex-publicitária refletia sobre como aproveitar essa nova etapa: “Com a idade, acabou vindo o momento de encerrar as atividades, me aposentei. E de repente veio aquele vazio. Porque a gente tá acostumada a uma vida ativa, trabalhando e de repente, eu estava sentada no sofá, vendo séries todos os dias, porque não tinha mais o que fazer”, relata. Foi quando seu filho, Guilherme Saporski, e sua nora, Giovana Lopes, que já não moravam mais com Marcia, a presentearam com um curso de confeitaria buttercream, que davam aos bolos uma textura diferenciada e chamativa. “Nem pensar”, “sou bem mais acostumada a fazer pratos salgados”, foram algumas das justificativas de Marcia para adiar aquele curso, mas não teve jeito. Com a insistência da família, ela assistiu às aulas e confeitou seu primeiro bolo. Ao ver como a sogra tinha se saído em sua primeira tentativa, Giovana, decidiu postar uma foto do doce no Instagram, e de repente, Marcia tinha sua primeira encomenda. O hobby da confeiteira completa dois anos de empreendimento em abril, com pedidos sob demanda, ela faz cerca de quatro bolos por semana, atende eventos com mais de 50 pessoas e também ministra seus próprios cursos de confeitaria. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Marcia Nogueira | Confeitaria | Buttercream (@mn.confeiteira) Personalização A personalização é considerada um diferencial no negócio. A cada pedido recebido, Marcia faz reuniões com os clientes para entender os eventos e fazer uma decoração especial: “Os bolos tem um estilo próprio, um briefing prévio, são bolos únicos. Existe um estudo de cores e ocasiões. A clientela busca essa personalização”. Os nomes dos sabores são inusitados e disruptivos e demonstram a criatividade da confeiteira: mania de você (bolo branco, com recheio de mousse de leite ninho e mousse de Sonho de Valsa), coração apaixonado (bolo branco, com recheio de brigadeiro branco, geleia de morango e ganache de chocolate branco), embriagado de amor (bolo de cacau 100%, com recheio de brigadeiro de whisky, ganache de Nutella e brigadeiro branco) e outros mais. Atualmente, os bolos são feitos por Marcia e são entregues no município e na região metropolitana de Curitiba, sem delivery próprio. Marcia revela que seus planos de expansão não miram na abertura de lojas físicas ou contratação de funcionários. Neste 2025, a confeiteira pretende trazer novos sabores de bolo, novas técnicas, uma linha de sobremesas geladas, lembrancinhas gourmet personalizadas. Empreendedorismo na maturidade Para quem deseja empreender após os 60 anos, Marcia incentiva e diz que todas as experiências vividas são valiosas, e tem muito a acrescentar em novos projetos que virão pela frente. Ter motivação também é importante para continuar persistente nos objetivos: “O que vai te fazer feliz? O que você pode fazer para contribuir para a sociedade? Porque a gente envelhece, mas isso não significa que não vamos mais contribuir”, reflete Marcia. A empreendedora participa da criação de um projeto futuro que está em andamento: o MN Social na confeitaria, que visa ensinar pessoas de classe sociais mais baixas a empreenderem, não só por meio da confeitaria, mas com dicas e técnicas que possam capacitar e inspirar profissionais de diversas áreas.
Longevidade em festa: Seis alongamentos para curtir o bloquinho sem dores
28 de Fevereiro de 2025 | Redação The Silver Economy Para aproveitar a folia com disposição, é essencial preparar o corpo com exercícios simples que ajudam a manter a flexibilidade, a mobilidade e o equilíbrio | Crédito: Divulgação. Para os maduros que querem curtir o carnaval com energia e sem desconfortos, alongamentos antes de sair de casa podem ser fundamentais O Carnaval é um momento de alegria, e os bloquinhos de rua sempre recebem foliões de todas as idades. Para os maduros que querem curtir o carnaval com energia e sem desconfortos, alongamentos antes de sair de casa podem ser fundamentais. Além de ajudarem a evitar dores e lesões, os exercícios promovem mais disposição para dançar e aproveitar a folia com segurança. A prática regular de exercícios físicos proporciona entretenimento, garante melhoria da saúde física e pode ajudar a restabelecer o equilíbrio, consequentemente, prevenindo quedas — que, segundo a Sociedade Brasileira de Gerontologia e Geriatria, se tornou a sexta principal causa de mortes em pessoas idosas. De acordo com Bernardo Sampaio, fisioterapeuta e diretor clínico do ITC Vertebral de Guarulhos, atividades simples, como caminhadas dentro de casa, alongamentos e exercícios de fortalecimento muscular, podem fazer uma grande diferença na saúde e na qualidade de vida dos longevos. “Todo pequeno movimento conta, mas com cuidado. Afinal, os idosos não têm a mesma vitalidade de um jovem e sendo assim, precisam ter uma rotina de exercícios mensuradas e adaptadas às suas condições”, explica. Pensando nisso, Bernardo Sampaio, fisioterapeuta e diretor clínico do ITC Vertebral de Guarulhos, reuniu algumas dicas de alongamento para quem vai cair na folia neste carnaval: Alongamento do pescoço Manter a mobilidade do pescoço é importante para a postura e atividades como ler ou dirigir. Estique o pescoço, trazendo lentamente o queixo em direção ao peito e virando a cabeça de um lado para o outro. Mantenha cada posição por 15 segundos. Alongamento do ombro e do braço A mobilidade dos ombros é importante para manter a independência em atividades como vestir-se ou tirar itens da prateleira. Estique os ombros e os braços segurando uma toalha em uma mão sobre a cabeça e deixando-a cair atrás da cabeça e nas costas. Pegue a outra extremidade da toalha com a outra mão e puxe-a suavemente até sentir um alongamento. Alongamento do peito A má postura geralmente faz com que os músculos do peito fiquem tensos. O alongamento adequado pode ajudar a alongar esses músculos, ajudando na postura. Estique o peito estendendo os dois braços para o lado, com as palmas voltadas para a frente. Volte com as mãos até sentir um alongamento no peito e na frente dos braços. Se tiver dificuldade em segurar os braços, use uma parede. Coloque a mão na parede e dê um passo à frente até sentir um alongamento suave no peito. Mude para o outro lado. Não exagere. Alongamento do tornozelo A rigidez do tornozelo é frequentemente uma causa da falta de equilíbrio. Manter a flexibilidade do tornozelo é importante para atividades como caminhar e levantar e descer. Estique os tornozelos sentando-se em uma cadeira e lentamente movendo o pé para cima e para baixo e de um lado para o outro. Mantenha cada posição por 30 segundos e repita com o outro pé. Alongamento do quadril As pessoas idosas – especialmente as mulheres – frequentemente apresentam muita tensão nos quadris. Estique os quadris deitado de costas, trazendo um joelho para o lado do corpo. Descanse o pé contra a perna oposta e empurre suavemente o joelho dobrado até sentir um alongamento. Alongamento das costas Manter a mobilidade da coluna vertebral é importante para uma postura adequada. Estique a parte inferior das costas, deitado de costas, joelhos dobrados e pés juntos. Mantenha os pés apoiados no chão. Mantendo os joelhos juntos, abaixe as pernas para um lado, torcendo o tronco até sentir um alongamento. Segure e repita do outro lado. “É importante que os idosos realizem alongamentos pelo menos de duas a três vezes por semana, mas se existir alguma lesão muscular ou articular de cirurgia anterior é melhor contatar o médico ou fisioterapeuta para saber quais alongamentos são melhores para ele.”, finaliza o profissional.
Cresce a inflação entre os longevos, impactando o consumo e o ato de poupar
27 de Fevereiro de 2025 | Redação The Silver Economy Com os números indicando uma tendência contínua de aumento no custo de vida, grupos mais vulneráveis, como os idosos, são os mais afetados | Crédito: Divulgação De acordo o IPCA 50+, medido pelo Instituto de Longevidade MAG, a inflação para os longevos ficou acima da inflação geral em janeiro: 0,27% frente a 0,16% Em relatório recente divulgado pelo IBGE, a expectativa de inflação para 2025 subiu de 5,58% para 5,60%, 1,1 p.p. acima do teto da meta. Na última ata, o Copom assumiu que o cenário para a inflação de curto prazo está desfavorável, com destaque para a alta dos preços de alimentos, influenciados pela estiagem e o ciclo do boi, com tendência de propagação. Com os números indicando uma tendência contínua de aumento no custo de vida, grupos mais vulneráveis, como os idosos, são os mais afetados. Gleisson Rubin, diretor do Instituto de Longevidade MAG, destaca que a inflação corrói o poder de compra ao longo do tempo. “Com a inflação, o dinheiro perde valor, o que leva as pessoas a precisarem gastar mais para adquirir os mesmos bens e serviços”, explica. Para aqueles que buscam poupar e planejar a aposentadoria, o impacto da inflação é ainda mais considerável. “A inflação representa uma ameaça, pois os preços sobem de forma contínua. A situação torna mais difícil a construção de um patrimônio para o longo prazo, pois requer que os investimentos gerem retornos maiores a fim de preservar o poder de compra e ainda gerar algum dividendo”, ressalta Rubin. Neste mês, o Instituto divulgou o IPCA 50+ , revelando que a inflação para os maiores de 50 anos foi de 0,27% em janeiro, superando a média geral de 0,16%. O IPCA 50+ é calculado com base na mesma cesta de consumo usada para o IPCA, mas ponderada em proporção para o padrão de uma família chefiada por uma pessoa com 50 anos ou mais. “Os itens como saúde e cuidados pessoais têm um peso mais expressivo, representando 15,8% das despesas dos idosos, contra 13,5% para a população geral. Calibrando desta forma, chegamos a um resultado diferente para a inflação dos mais velhos.“, explica Rubin. Gastar no presente em vez de investir no futuro Em virtude da inflação persistente e acima das expectativas, todo o planejamento de longo prazo é prejudicado, principalmente quando se trata da poupança para a aposentadoria. Esta situação é ainda mais desafiadora no Brasil, que enfrenta um envelhecimento populacional acelerado e um sistema de Previdência pública em instabilidade. Com a diminuição da população jovem e o aumento de idosos dependentes de benefícios, a sustentabilidade do sistema previdenciário está sendo questionada. Em contrapartida, a poupança privada e o planejamento financeiro se tornam essenciais para garantir uma aposentadoria tranquila. No entanto, em um contexto inflacionário, poupar se torna uma tarefa árdua. O aumento dos preços força as famílias a priorizarem o consumo imediato, em detrimento do investimento para o futuro. “Sem um planejamento adequado e políticas econômicas eficazes, o Brasil corre o risco de criar uma geração de idosos sem poder de compra suficiente para manter um padrão de vida digno. Por isso, a educação financeira se torna ainda mais crucial, permitindo que cada brasileiro enfrente os desafios econômicos e se prepare financeiramente para o longo prazo”, finaliza Gleisson Rubin Guia da Longevidade Financeira O Instituto de Longevidade MAG tem como um de seus principais objetivos promover o desenvolvimento de um planejamento financeiro eficaz, visando garantir recursos suficientes para todas as fases da vida. O material gratuito oferecido pela instituição é estruturado em cinco pilares fundamentais para assegurar a estabilidade financeira: poupar mais, gastar de forma consciente, aumentar a renda, aprender a investir e proteger o patrimônio conquistado. Para mais detalhes, acesse: Link.
Inteligência artificial revoluciona cuidados geriátricos no Brasil
26 de Fevereiro de 2025 | Redação The Silver Economy A tecnologia auxilia na administração de medicamentos, monitoramento de sinais vitais e orientação sobre atividades diárias | Crédito: Kampus Production – Pexels Com o aumento significativo da população idosa, soluções tecnológicas impulsionadas por IA, como agentes de cuidados geriátricos, garantem bem-estar e segurança de forma dinâmica aos longevos O Brasil está passando por uma transição demográfica significativa. De acordo com o Censo Demográfico de 2022, o país tem 22,2 milhões de pessoas com 65 anos ou mais – um aumento de 57% em relação a 2010, quando esse número era de 14,1 milhões. Esse envelhecimento acelerado impõe desafios à saúde pública e reforça a necessidade de soluções inovadoras para garantir qualidade de vida e assistência adequada a esse público. Entre as doenças crônicas mais prevalentes nessa faixa etária está a hipertensão arterial, que afeta mais de 50% dos idosos. Quando não tratada corretamente, a condição pode levar a complicações graves, como AVC e infarto agudo do miocárdio. Além disso, doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, impactam a autonomia e exigem acompanhamento contínuo. Para enfrentar esses desafios, a PsycoAI, healthtech focada em soluções de inteligência artificial com tecnologia pioneira, desenvolveu um agente voltado aos cuidados geriátricos. A tecnologia auxilia na administração de medicamentos, monitoramento de sinais vitais e orientação sobre atividades diárias, além de identificar mudanças no comportamento ou na saúde do idoso e emitir alertas para cuidadores e familiares em tempo real. “Nosso objetivo é integrar tecnologia de ponta aos cuidados geriátricos, proporcionando mais segurança e qualidade de vida aos idosos, além de tranquilidade para seus familiares“, afirma Fabio Tiepolo, CEO da PsycoAI. “Com algoritmos avançados, o agente identifica padrões de comportamento, antecipa possíveis complicações e fornece alertas imediatos para uma intervenção eficaz“, explica. A ferramenta se destaca pelo monitoramento contínuo, que permite identificar precocemente qualquer alteração preocupante na saúde do paciente e facilitar um acompanhamento mais eficiente. Também contribui para a adesão ao tratamento medicamentoso, enviando lembretes para evitar esquecimentos e garantir a administração correta das doses. Outro diferencial da tecnologia é sua capacidade de estimular a independência do idoso, respeitando suas limitações e promovendo segurança. “Um paciente com diabetes pode receber lembretes para medir a glicemia e orientações sobre alimentação adequada, enquanto seus familiares são notificados sobre os resultados e possíveis necessidades de ajuste no tratamento“, complementa Fabio Tiepolo.
Universidade de São Caetano do Sul promove curso online gratuito de introdução à Gerontecnologia
25 de Fevereiro de 2025 | Larissa Gabriel Alvares Introdução à Gerontecnologia: Os potenciais e limites do mercado de gerontecnologia no Brasil – Créditos: Divulgação Especialistas, startups e pesquisadores renomados no mercado da economia prateada debatem soluções inovadoras, desafios e oportunidades da área em curso é 100% remoto que garante certificação A frente de pós-graduação da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) está promovendo um mini curso gratuito sobre gerontecnologia, com especialistas, startups e pesquisadores renomados no mercado da economia prateada, para debater soluções inovadoras, desafios e oportunidades da área. Composto por quatro aulas gravadas, uma live opcional e uma aula ao vivo de encerramento, o curso é 100% online e dá direito a certificação. As aulas gravadas podem ser vistas a qualquer momento, mas a palestra remota de encerramento acontece no dia 25/03, às 19h30. O curso é livre, sem necessidade de formação prévia. Os temas são destinados para profissionais de saúde, pesquisadores, empreendedores e interessados em descobrir como a tecnologia pode atuar como resposta aos desafios do envelhecimento, contribuindo para uma vida longa e ativa. Confira os convidados e os temas das aulas disponibilizadas: – Eliz Taddei, fundadora e CEO da Trevoo. Tema: O uso da tecnologia para quebrar preconceito e ajudar famílias e idosos a encontrarem a melhor opção de moradia e serviços. – Frederico Cohrs, doutor em ciência, membro do Comitê de Ética em Pesquisa da Escola Paulista de Ciências Médicas. Tema: Longevidade, Envelhecimento Humano e Construtos da Capacidade Intrínseca. – Roberto Martins, product Owner na Anglis, pós graduado em Gestão de Negócios pela FGV, consultor de TI. Tema: O uso da tecnologia no monitoramento remoto, passivo de pessoas idosas. – Fabiana Almeida, fisioterapeuta especialista em Ortopedia e Traumatologia. Fundadora e CEO da Techbalance. Tema: Tecnologia para Promoção da Saúde e Prevenção de Quedas. – Patricia Belchior, diretora do Laboratório do Centro de Pesquisa do Institut Universitaire de Gériatrie de Montréal (CRIUGM). Tema: (Live opcional em 20/03) Propostas de inovações e reflexões desenvolvidas no contexto canadense. – Maria de Mello, doutora em Ciências da Reabilitação e Geriatria, especialista e empreendedora em tecnologia assistiva. Temas: Introdução à Gerontecnologia / Seminário Final / Palestra ao vivo. Para se inscrever, basta acessar o site da USCS (link aqui). A iniciativa conta com o apoio da Morar Sênior, Casa Ranieri, Anglis, Techbalance, Conacare e Sistema Reação de Comunicação. Serviço: Data: Até 23/03;Modalidade: Remoto; Ingresso: Gratuito; Link de inscrição: Clique aqui.
Está em busca de emprego? Alelo abre 22 vagas em diversas áreas e níveis hierárquicos
24 de Fevereiro de 2025 | Redação The Silver Economy Alelo está com 22 vagas abertas em São Paulo, Paraná, Amazonas e Mato Grosso | Crédito: RDNE Stock project – Pexels As oportunidades são para diversas áreas como comercial, software, sistemas, marketing, finanças; além de banco de talentos afirmativo para pessoas transgênero, negras, PCDs, +50 e mulheres na tecnologia A Alelo, empresa especialista em benefícios, gestão de despesas corporativas e incentivos líder do mercado, oferece 22 vagas de emprego, entre CLT e estágio, nos estados de São Paulo, Paraná, Amazonas e Mato Grosso. As oportunidades são para diversas áreas como comercial, software, sistemas, marketing, finanças; além de banco de talentos afirmativo para pessoas transgênero, negras, PCDs, +50 e mulheres na tecnologia. Além de salário e bolsa-auxílio compatíveis aos cargos, a companhia oferece vale refeição e alimentação, benefícios de mobilidade (ajuda de custo, vale-transporte ou fretado), Gympass, seguro de vida, previdência privada, auxílio creche/babá, cartão Alelo Cultura e Natal, assistência médica e odontológica e ajuda de custo home office. Mais informações sobre posições e oportunidades, acesse o portal de vagas da Alelo ou LinkedIn.
18% das meninas nascidas em 2023 podem viver até os 100 anos, diz pesquisa
20 de Fevereiro de 2025 | Larissa Gabriel Alvares Uma pesquisa do Office for National Statistics (ONS) revelou que 18% das meninas nascidas em 2023 têm chances de chegar aos 100 anos. Para os meninos, esse percentual é de 11,5%. | Créditos: George Pak – Pexels ONS projeta aumento da expectativa de vida, mas desaceleração faz um alerta para melhorias no acesso à saúde e qualidade de vida Uma pesquisa do Office for National Statistics (ONS) revelou que 18% das meninas nascidas em 2023 têm chances de chegar aos 100 anos. Para os meninos, esse percentual é de 11,5%. O estudo acompanha as tendências da longevidade ao longo das décadas e indica que, em média, meninos nascidos em 2023 podem viver até 86,7 anos, e meninas até 90 anos. Para 2047, a expectativa sobe para 89,3 anos entre os homens e 92,2 anos entre as mulheres, embora esses números sejam inferiores às estimativas anteriores, apontando uma desaceleração na longevidade. O estudo também destaca o aumento na chamada expectativa de sobrevida, que mede quantos anos uma pessoa pode viver a partir de determinada idade. Em 2023, homens de 65 anos têm uma projeção de mais 19,8 anos, e mulheres, de 22,5 anos. Para aqueles que completarem 65 anos em 2047, a expectativa sobe para 21,8 anos entre os homens e 24,4 anos entre as mulheres. As projeções, baseadas em padrões históricos e tendências de mortalidade, mostram um crescimento médio da expectativa de vida de 1,1% ao ano para pessoas de zero a 90 anos. No entanto, esse ritmo é menor do que o previsto anteriormente, indicando um avanço mais lento na redução da mortalidade. Apesar dessa desaceleração, os dados confirmam uma tendência contínua de aumento da longevidade. O futuro das próximas gerações dependerá da evolução de fatores como acesso à saúde e qualidade de vida. Mulheres vivem mais que homens? Sim. Em uma matéria prévia postada no The Silver Economy, analisamos fatores que contribuem com a maior longevidade das mulheres em relação aos homens. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o fato de os homens se cuidarem menos, por se consultarem com médicos com menor frequência, e consumirem em média cinco vezes mais tabaco e álcool que as mulheres, contribui de forma efetiva para a redução da expectativa de vida masculina.