19 de Fevereiro de 2025 | Larissa Gabriel Alvares Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelam que o câncer de pele está entre os que mais atingem os brasileiros. | Créditos: Owonaro Preye – Pexels Hidratação, proteção solar e cuidados com pintas e manchas são a base do cuidado com a pele na maturidade Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelam que o câncer de pele está entre os tipos de câncer que mais atingem os brasileiros, com cerca de 175.760 casos novos a cada ano. Na maturidade, o cuidado com esse órgão deve ser redobrado. Medidas preventivas e consultas regulares com especialistas são essenciais para garantir a saúde da pele. Para explicar com mais detalhes e dar dicas para o cuidado com a pele na maturidade, a equipe do The Silver Economy entrevistou a Dra. Marcelle Nogueira (CRM-SP 137759 – RQE 54884), médica Dermatologista e coordenadora do departamento de geriatria da SBD. Pele seca e hidratação Com o desgaste das glândulas sebáceas, uma pele madura tende a reter menos hidratação com a chegada da longevidade, explica a doutora. Neste período, é importante aumentar a ingestão de água: o cálculo de quantos mls devem ser ingeridos por dia é feito multiplicando 50 ml pelo peso do corpo. A sensibilidade de sede também é reduzida, por isso “é necessário ingerir líquidos mesmo não estando com sede”. Além disso, usar cremes hidratantes, tanto no rosto quanto no corpo, pelo menos uma vez por dia auxiliam no processo de cuidado. Proteção solar Para proteção solar, Marcelle indica o uso de um protetor com o fator de proteção 30, no mínimo, sempre que for exposto ao sol. O couro cabeludo também necessita de proteção contra a radiação ultravioleta, neste caso, são indicadas barreiras físicas de proteção, como chapéus e bonés. Muitas vezes, a reposição de vitamina D, para ter uma aderência mais efetiva e rápida pelo corpo, precisa ser feita oralmente, de modo que a pele fique protegida de exposições contínuas ao sol. A doutora reitera a importância de um acompanhamento médico para o caso. Atenção a manchas e pintas Manchas e pintas também devem ser checadas, a profissional indica uma consulta com o dermatologista ao menos uma vez por ano, para realizar um procedimento chamado “padrão de pintas”, no qual as marcas na pele do longevo são avaliadas. As manchas mais comuns que aparecem na maturidade são pequenas e avermelhadas. Marcelle explica que esses traumas na pele são normais, pois são vasos de sangue fragilizados, que normalmente ocorrem pela sensibilidade da pele madura com traumas como batidas leves. Não é necessária preocupação com essas pintas, no entanto, a dermatologista aconselha evitar esses traumas. Já manchas escuras, que crescem principalmente quando expostas ao sol, devem ser avaliadas com antecedência por um profissional capacitado. É preciso ter atenção a esses tipos de manchas. SBD alerta para os três tipos mais comuns de câncer de pele Segundo a SBD, os três tipos mais comuns de câncer de pele são o carcinoma basocelular, o carcinoma escamoso e o melanoma. O carcinoma basocelular representa cerca de 70% dos casos. Ele costuma aparecer em áreas expostas ao sol, como o rosto e o pescoço, e embora cresça lentamente e raramente se espalhe para outras partes do corpo, deve ser tratado para evitar danos mais profundos à pele. O carcinoma escamoso, responsável por cerca de 20% dos casos, é mais agressivo e pode se espalhar se não for tratado. Ele geralmente surge em áreas expostas ao sol e pode se manifestar como lesões ásperas ou feridas que não cicatrizam. Já o melanoma, embora seja o menos comum, com cerca de 4% dos casos, é o mais perigoso, responsável pela maioria das mortes relacionadas ao câncer de pele. O melanoma pode surgir a partir de pintas já existentes ou como novas manchas de aparência irregular, e o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura.
Pesquisa busca pacientes e cuidadores para entender os desafios da hemofilia no Brasil
17 de Fevereiro de 2025 | Redação The Silver Economy A hemofilia é um distúrbio genético e hereditário que afeta a coagulação do sangue | Crédito: StockerThings/GettyImages O intuito da coleta de dados é identificar os gargalos existentes na jornada dessa condição rara e dar visibilidade aos impactos emocionais, físicos e sociais que ela provoca A ABRAPHEM – Associação Brasileira de Pessoas com Hemofilia, em uma parceria com a Supera Consultoria em Projetos Estratégicos, ATS e Pesquisas em Saúde e a Roche Farma Brasil, está conduzindo uma pesquisa inédita que busca compreender os desafios enfrentados por pacientes com hemofilia e seus cuidadores no Brasil. A pesquisa busca diversos perfis de pacientes, tanto com hemofilia A ou B, além de cuidadores de pessoas com a condição, para responder às questões disponíveis e outras informações sobre a iniciativa no site oficial. De acordo com Mariana Battazza, presidente da ABRAPHEM, o intuito dessa coleta de dados é identificar os gargalos existentes na jornada dessa condição rara e dar visibilidade aos impactos emocionais, físicos e sociais que ela provoca. “Esperamos que essa pesquisa traga percepções valiosas para melhorar tanto o diagnóstico quanto o tratamento e a qualidade de vida desses pacientes e de seus familiares, além de proporcionar uma visão mais detalhada das dificuldades enfrentadas no cotidiano dos pacientes”, explica. Os dados coletados serão utilizados em futuras publicações, materiais educativos e iniciativas de conscientização em eventos e na mídia e os resultados permitirão avanços em diversas áreas, incluindo a melhoria do acesso ao tratamento por meio da identificação de barreiras e propostas de soluções eficazes. Também serão utilizados para advogar por políticas públicas mais eficientes, fortalecendo campanhas e ampliando os direitos dos pacientes. Além disso, espera-se promover a humanização do atendimento, com foco em uma abordagem mais empática e individualizada, fomentando a educação e conscientização entre os profissionais de saúde e a sociedade sobre as especificidades da hemofilia. A participação de todos é essencial para fortalecer a voz da comunidade das pessoas com hemofilia no Brasil. Pesquisa: Jornada do Paciente com Hemofilia A e B no Brasil; Disponível em: https://jornadahemofilia.com.br/ Público: Pacientes com hemofilia A ou B e todas as idades e cuidadores de pessoas com diagnóstico de hemofilia A e B; Participação do público: De 4 de janeiro até 28 de fevereiro; Realização: Supera Consultoria em Projetos Estratégicos, ATS e Pesquisas em Saúde; Apoio: ABRAPHEM; Financiamento: Roche Farma Brasil.
Fran Winandy e a luta contra o etarismo no mercado de trabalho: desafios e soluções para uma inclusão real
13 de Fevereiro de 2025 | Amanda Albela Fran Winandy – Crédito: Divulgação Despontando como um dos grandes nomes da longevidade, Fran Winandy busca diariamente gerar mais conscientização e diálogo nas empresas, por meio de sua expertise em mais de 30 anos de atuação na área de Recursos Humanos. Conversamos com ela sobre sua visão e o papo rendeu insights interessantíssimos, confira abaixo: O preconceito etário é uma das barreiras mais silenciosas e persistentes dentro das organizações. Para Fran Winandy, essa temática sempre esteve presente em sua trajetória. Inicialmente, o tema veio como um desafio em sua própria carreira, mas, ao longo dos anos, se transformou no seu principal campo de atuação. Desde 2014, Fran direcionou sua expertise em diversidade para a consultoria e mentoria de empresas que buscam estruturar políticas de inclusão etária. Hoje à frente de sua própria consultoria, ela desenvolve projetos personalizados para corporações que querem promover a intergeracionalidade no ambiente de trabalho. O desafio das empresas diante da diversidade etária Segundo Fran, a maioria das iniciativas de inclusão etária no Brasil são conduzidas por multinacionais, que já possuem esse tipo de política implementada em suas matrizes. No entanto, o mercado nacional ainda é resistente. Algumas empresas utilizam o tema apenas como uma “moda” passageira, sem realmente desenvolver estratégias efetivas de inclusão. “A diversidade etária costuma ser o último pilar a ser trabalhado dentro das organizações, depois de gênero, raça e orientação sexual, justamente porque muitas vezes, a questão da idade é uma junção entre as demais diferenças”, explica a especialista. Para ela, a inclusão de profissionais mais velhos no mercado de trabalho não pode ser uma ação pontual, mas sim um processo estruturado e de longo prazo. Projetos que transformam Os programas desenvolvidos por Fran são desenhados para integrar todas as gerações presentes na empresa. “A diversidade etária abraça todas as outras diversidades. Precisamos olhar para interseccionalidades, como mulheres negras idosas, e entender se as lideranças estão preparadas para lidar com esses perfis”, destaca. Ela também alerta para a necessidade de preparação da liderança para valorizar e gerir equipes intergeracionais. “A geração Z busca mais relacionamento interpessoal e tem dificuldades de se entrosar no modelo 100% presencial. Já os baby boomers estavam confortáveis no híbrido, mas ainda são apegados ao modelo presencial em função da maior sensação de controle que este permite”, analisa. Essas diferenças podem ser conciliadas quando há um trabalho efetivo de empatia e inclusão. A barreira invisível do etarismo Um dos grandes desafios para combater o preconceito etário é a existência de crenças limitantes de ambos os lados. “Os mais jovens tendem a enxergar os mais velhos como lentos, teimosos e desatualizados. Já os mais velhos, por sua vez, vêm os mais jovens como rasos, ansiosos e sem comprometimento”, pontua Fran. Essas percepções distorcidas precisam ser desconstruídas para que haja uma real colaboração entre as gerações. Outro problema é a falta de políticas claras para a questão etária. “Se uma empresa não tem normas que garantam oportunidades equitativas para profissionais de diferentes idades, o preconceito se perpetua de forma estrutural”, afirma. Para Fran, diversidade não é apenas contratar pessoas de diferentes idades, mas garantir que essas pessoas tenham um ambiente seguro e inclusivo para crescer profissionalmente. Inclusão real e pertencimento A consultora resume a diferença entre diversidade, inclusão e pertencimento com uma analogia simples: “Diversidade é ter pessoas de diferentes idades sentadas à mesa. Inclusão é permitir que elas conversem. Pertencimento é garantir que suas vozes sejam ouvidas e valorizadas”. O etarismo ainda é um desafio estrutural dentro do mercado de trabalho, mas com iniciativas consistentes e lideranças preparadas, é possível transformar esse cenário. A experiência e o conhecimento dos profissionais mais velhos são ativos valiosos, e a integração entre gerações pode trazer ganhos significativos em produtividade, inovação e rentabilidade para as organizações.
‘Dona Rosinha’: filme sobre abandono de idosos pré-estreia no Sesc Consolação nesta quarta-feira,12, às 19h
10 de Fevereiro de 2025 | Larissa Gabriel Alvares Dona Rosinha pré-estreia no Sesc Consolação nesta quarta-feira (12/02) | Créditos: Divulgação As atrizes Laura Cardoso e Bianca Rinaldi estrelam o filme que fomenta o debate sobre a importância do cuidado e do respeito à pessoa idosa. A sessão de pré-estreia será gratuita e aberta ao público O filme “Dona Rosinha”, estrelado pelas renomadas atrizes Laura Cardoso e Bianca Rinaldi, aborda um grave problema social que afeta milhares de famílias no Brasil: o abandono de idosos. Com um roteiro escrito por Kk Araújo e Marcelo Gomes, a trama inspirada em um fato real narrado pela avó de Marcelo conta a comovente história de Rosinha, que foi abandonada pela filha em um ponto de ônibus de uma pequena cidade do interior. Confira o trailer abaixo: Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Dona Rosinha (@donarosinha.ofilme) A pré-estreia da obra contemplada pela Lei Paulo Gustavo, acontece no dia 12 de fevereiro, às 19h, no Sesc Consolação, com uma sessão aberta ao público. “Dona Rosinha” apresenta um retrato impactante de uma questão urgente: o abandono de idosos, que aumentou alarmantes 855% em 2023, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Nos primeiros meses de 2024, quase 20.000 denúncias de abandono foram registradas, um crescimento evidente em comparação aos 2.092 casos do mesmo período em 2022. Além do abandono, o filme também aborda outras violações enfrentadas por idosos, como negligência, violência psicológica e física, refletindo o aumento preocupante desses problemas em todo o país. O elenco conta ainda com as atrizes Natallia Rodrigues, Sofia Fornazari e Rafaela Puopolo. Após a exibição de “Dona Rosinha” haverá um bate papo com o elenco. A noite é uma grande oportunidade para acender o debate sobre uma questão tão importante e delicada. Trabalho Social com Pessoas Idosas Em 1963, o Sesc criou o Trabalho Social com Pessoas Idosas, um programa que busca promover a sociabilização e o pensamento sobre a longevidade, com o intuito de contribuir para o bem-estar, estimular a autonomia e o fortalecimento do protagonismo das pessoas idosas. O Sesc promove a reafirmação do papel das pessoas idosas no contexto social, propondo atividades que melhoram a qualidade de vida das pessoas nessa faixa etária, a partir de uma programação completa que envolve as áreas da saúde, lazer, cultura e educação. O protagonismo e o foco do programa são das pessoas idosas, que incentivam e reinventam as práticas sociais e tecnológicas. O TSPI busca reconhecer a diversidade e as potências do envelhecer. O Trabalho Social com Pessoas Idosas é voltado para pessoas com 60 anos ou mais, além de interessados pela temática, desde estudantes, a pesquisadores/pesquisadoras e pessoas que convivem com idosos/idosas. As ações são divididas principalmente em três eixos: arte e expressão, corpo e movimento, sociedade e cidadania. Dentre os principais objetivos do programa estão o estímulo à autonomia, quebra de preconceitos e estereótipos, o convívio intergeracional e a promoção da saúde. A programação é composta por apresentações e vivências nas mais variadas linguagens artísticas, oficinas, cursos, rodas de conversa, debates, palestras e uma gama extensa de ações, sempre visando os objetivos do programa. Além da programação, o Sesc realiza a publicação da Revista Mais60, periódico que aborda questões contemporâneas do envelhecimento por meio de artigos científicos, resenhas, relatos de experiência e entrevistas. Onde assistir Dona Rosinha? O filme estará disponível online de 13 a 20 de fevereiro, em um link a ser publicado no Instagram do filme (@donarosinha.ofilme). Serviço: DONA ROSINHA Data: 12 de fevereiro de 2025. Horário: 19h. Local: Teatro Anchieta – Sesc Consolação (280 lugares) – R. Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque Ingressos: Gratuito | Ingressos disponíveis no dia da pré-estreia – no portal, a partir das 12h, ou nas bilheterias das unidades do Sesc SP, a partir das 14h. Direção: Kk Araújo e Marcelo Gomes, 2023, Brasil, 50 min. Elenco: Laura Cardoso, Bianca Rinaldi, Natallia Rodrigues, Sofia Fornazari e Rafaela Puopolo. Classificação etária indicativa: Livre Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
Aprender Sem Fim retorna com nova temporada no Canal Futura
07 de Fevereiro de 2025 | Redação The Silver Economy Créditos: Divulgação Apresentada e criada pelo comunicador Marcus Faustini, cada um dos cinco episódios traz reflexões descomplicadas sobre longevidade e inclusão das pessoas com mais de 50 anos na sociedade A série “Aprender Sem Fim” estreiou sua segunda temporada ontem (06) no Canal Futura. Apresentada e criada pelo comunicador Marcus Faustini, cada um dos cinco episódios traz reflexões descomplicadas sobre longevidade e inclusão das pessoas com mais de 50 anos na sociedade. Nesta temporada, as conversas enriquecedoras e inspiradoras abordam temas como vida, trabalho, cultura, religião afrobrasileira, redes sociais e a relação entre arte e longevidade. A série também estará disponível gratuitamente no Globoplay. O primeiro episódio trouxe Carmo Dalla Vecchia e Edney Silvestre para um bate-papo sobre vida, trabalho e família. Na semana seguinte (13 de fevereiro), Luiz Antônio Simas e Dorina discutem como a cultura popular pode auxiliar na chegada à longevidade. No dia 20 de fevereiro, Helena Theodoro e Sol Miranda refletem sobre religião afrobrasileira, representatividade negra e estruturas sociais. Já em 27 de fevereiro, Thiago Gomide e Ivana Bentes analisam a longevidade e seu pertencimento diante das redes sociais. O episódio que encerra a temporada (dia 6 de março), Hermes Frederico e Bruce Gomlevsky exploram a relação entre arte e longevidade, destacando a importância da cultura ao longo da vida. “A nova temporada do videocast é divertida e delicada. O elenco foi muito bem escolhido pelo Faustini. Temos grandes nomes das Artes e da Academia que trouxeram respostas essenciais sobre como a longevidade se relaciona com a qualidade de vida. E quais escolhas podemos fazer para sermos mais plenos e felizes na fase madura”, afirma Rian Cordova, Coordenador de Conteúdo do Canal Futura. “Aprender Sem Fim” é um convite para um olhar mais inclusivo e reflexivo sobre o envelhecimento no Brasil, um país que, nas próximas décadas, terá uma população cada vez mais envelhecida. Segundo Marcus Faustini, “é uma jornada de aprendizado e inspiração, trazendo histórias que podem transformar a forma como enxergamos a longevidade“. “Trazer questões relacionadas a saúde e ao bem-estar da população está entre as prioridades do Cabal Futura”, destaca a supervisora do Canal, Mariana Seivalos. “Dar visibilidade a Terceira Idade deveria ser uma preocupação de todos nós. Aprender sem fim debate a longevidade com leveza e sabedoria”. Imperdível, complementa Mariana. O programa será exibido no Canal Futura, com horários alternativos nas quintas-feiras, às 3h15, sextas-feiras, às 20h, domingos, às 5h e 11h30, segundas-feiras, às 14h30 e 00h, e quartas-feiras, às 13h. https://youtu.be/OQWCta9_LQY?feature=shared
Já fez as resoluções para 2025? 5 estratégias para impulsionar sua carreira e estudos
04 de Fevereiro de 2025 | Redação The Silver Economy Iniciar um novo conhecimento ou uma meta educacional, como aprender um idioma, é extremamente positivo para o cérebro | Créditos: The Coach Space – Pexels De acordo com uma pesquisa da Universidade de Scranton, nos Estados Unidos, apenas 8% das pessoas atingem seus objetivos de Ano Novo Com a chegada de 2025, muitos brasileiros estão determinados a dar um novo rumo às suas vidas, seja investindo em uma nova carreira, aprimorando habilidades ou na retomada dos estudos. No entanto, cumprir essas metas pode ser desafiador. Estudos indicam que apenas uma pequena parcela da população consegue manter suas resoluções ao longo do ano: de acordo com uma pesquisa da Universidade de Scranton, nos Estados Unidos, apenas 8% das pessoas atingem seus objetivos de Ano Novo. Para Bruna Kristensen, Gerente Pedagógica da Rockfeller Language, definir metas de aprendizado pode ser especialmente benéfico. “Iniciar um novo conhecimento ou uma meta educacional, como aprender um idioma, é extremamente positivo para o cérebro. Além de estimular a memória e o raciocínio, esses desafios contribuem para a confiança pessoal e para a construção de um futuro profissional mais sólido.” Para aumentar as chances de sucesso com as resoluções, a especialista sugere algumas metas e estratégias para consegui-las: 1- Aprimorar conhecimentos e iniciar um curso de inglês: dominar um novo idioma amplia horizontes culturais e profissionais, que oferece melhores oportunidades no mercado de trabalho. Escolha um curso de idiomas que ofereça aulas práticas e foco em situações reais. Reserve um horário fixo na sua rotina para estudar, pratique diariamente com aplicativos ou plataformas online e complemente com atividades como assistir filmes, ouvir músicas e podcasts em inglês. 2- Investir em uma nova especialização ou graduação: o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo, e aprimorar conhecimentos técnicos e acadêmicos pode ser um diferencial. Aposte em uma área de interesse alinhada aos seus objetivos profissionais e busque cursos de especialização, pós-graduação ou certificações. Muitas instituições oferecem opções online e flexíveis para facilitar o aprendizado. 3- Desenvolver habilidades digitais: com a crescente transformação digital, conhecimentos em tecnologia são cada vez mais valorizados. Se deseja crescer na carreira, aprenda sobre análise de dados, inteligência artificial, programação ou marketing digital. 4- QI: Indicação ainda é tudo: ter uma rede de contatos sólida pode abrir portas para oportunidades de trabalho e crescimento profissional. Participe de eventos, conferências e workshops da sua área de atuação, conecte-se com profissionais pelo LinkedIn e mantenha contato com colegas e mentores. O networking bem-feito pode ser decisivo para novas oportunidades. 5- Melhorar a gestão do tempo e produtividade: organizar a rotina de estudos e trabalho de forma eficiente pode aumentar a produtividade e reduzir o estresse. Utilize ferramentas como planners, calendários digitais e aplicativos de organização para estabelecer metas diárias e semanais. Definir prioridades e evitar procrastinação são passos essenciais para alcançar seus objetivos em 2025.
Universidade incentiva longevidade ativa e mente saudável em Minas Gerais
04 de Fevereiro de 2025 | Redação The Silver Economy Créditos: Divulgação Centro Universitário UniArnaldo oferece aulas, minicursos e atividades para incentivar um estilo de vida com mais saúde e participativo para pessoas a partir de 50 anos. As inscrições estão abertas para o 1º semestre de 2025 Manter a mente ativa e continuar adquirindo novos conhecimentos é essencial para uma vida longa e saudável. Assim, garantem os especialistas em ciências humanas que se dedicam em descobrir, cada vez mais, novas alternativas para não apenas prolongar a existência, mas melhorar a qualidade dos anos vividos, preservando funcionalidades e cognição. Alinhado a esse propósito, o Centro Universitário Arnaldo Janssen – UniArnaldo, oferece o Programa Arnaldo 50+ Universidade Aberta para a Maturidade, uma iniciativa de extensão vinculada ao curso de Psicologia, lançada em 2024, voltada para pessoas com mais de 50 anos e sem limite máximo de idade. O Programa Arnaldo 50+ se estrutura a partir de cinco eixos principais: Promoção da Saúde e Estilos de Vida Saudáveis, Educação Continuada, Interação Social e Intergeracional, Inclusão Digital e Desenvolvimento de Habilidades Artísticas e Culturais. As disciplinas oferecidas vão desde Canto/Coral, Dança Livre, Espanhol e Inglês Básico, Gastronomia, Pintura, Memórias em Cena, Psicologia, Saúde e Longevidade, Tai Chi Chuan, Xadrez 50+ e Tecnologia sem Medo, entre outras. Além disso, o programa prevê três projetos intergeracionais, voltados para toda a comunidade, abordando temas como Comunicação Não Violenta, Estilo de Vida e Mindfulness e Saúde e Espiritualidade. “Nós temos um conjunto de atividades, hoje são 22 disciplinas, que pensam a integralidade do cuidado da vida (dimensões físicas, psíquicas e sociais) de modo a promover a saúde nessas diferentes áreas”, explica a psicóloga e coordenadora do curso Renata Mafra Giffoni. Para a coordenadora, a liberdade de escolha das disciplinas que os alunos têm, coloca a curiosidade como guia e reflete a diversidade de interesses dos participantes. “Nosso objetivo é proporcionar um aprendizado contínuo, prazeroso e significativo, promovendo o princípio do aprender por prazer, a manutenção da mente ativa, a interação social e a troca cultural”, destaca a professora. Relatos de alunos e docentes Créditos: Divulgação Inspirado no conceito de envelhecimento saudável, defendido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o programa Arnaldo 50+ enfatiza a importância da participação contínua das gerações na sociedade, incentivando o movimento corporal, a expressão artística e o engajamento social. Dessa forma, os alunos do Arnaldo 50+ não apenas adquirem novos conhecimentos, mas também se tornam agentes ativos na construção de uma cidade mais inclusiva e participativa. Para Maristella Drumond Fernandes Cota, aluna do Arnaldo 50+, o programa é uma oportunidade de demonstrar que eles não deixaram de ter autonomia da própria vida. “A nossa capacidade pode ir muito além do que eu achava que podíamos”, relata. Além do aprendizado acadêmico, os participantes do Arnaldo 50+ têm a oportunidade de interagir com alunos do Colégio e de outros cursos do Centro Universitário, fortalecendo laços entre gerações e contribuindo para um ambiente de aprendizado enriquecedor para todos. “Hoje nós temos papos com nossos netos adolescentes sobre coisas que aprendemos aqui, como informática, mídias sociais e tá sendo muito gratificante. É uma vida nova”, declara Maristella ao lado do marido José, que também é aluno do programa. A professora Rafaella Antunes, que ministra a disciplina Prevenção de Queda: Corpo em Movimento, relata que recebe constantemente feedbacks positivos: “Meus alunos comentam sobre a melhora no equilíbrio ao andar, maior segurança ao subir e descer escadas e a facilidade e segurança em realizar as atividades do dia a dia”, compartilha. A coordenadora do Programa Arnaldo 50+ Universidade Aberta para a Maturidade, psicóloga Renata Mafra Giffoni, finaliza reforçando a importância do cuidado com a vida: “Precisamos pensar no envelhecimento das pessoas, dos seus corpos, de suas vidas, da sociedade, como um patrimônio. As pessoas são um patrimônio e merecem ser bem cuidadas.” As aulas ocorrem às segundas, quartas e sextas-feiras, das 14h às 17h40, acompanhando o calendário acadêmico do UniArnaldo. Inscrições e informações As inscrições estão abertas e devem ser feitas presencialmente no Centro Universitário Arnaldo, localizado na Praça Arnaldo Janssen, 200, Funcionários, Belo Horizonte – MG. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h, e às quartas-feiras, das 10h às 13h. As aulas ocorrem às segundas, quartas e sextas-feiras, das 14h às 17h40, acompanhando o calendário acadêmico do UniArnaldo. Mais informações pelos telefones: (31) 99773-9091 (Fabiana), (31) 99828-5493 (Flávia) e (31) 99391-1115 (Karla).
A Relevância das decisões recentes no direito previdenciário brasileiro
03 de Fevereiro de 2025 | Por Rafael Gabarra* Rafael Gabarra, advogado especialista em previdência social | Crédito: Divulgação O direito previdenciário no Brasil, responsável por proteger milhões de trabalhadores e aposentados, tem sido impactado por decisões judiciais que trazem implicações significativas para a sociedade. Entre os assuntos mais debatidos estão a “Revisão da Vida Toda” e a relação entre decisões trabalhistas e a revisão de benefícios. Essas questões evidenciam a complexidade do sistema e a necessidade de uma abordagem criteriosa. A “Revisão da Vida Toda” e o fim de uma expectativa Uma das teses mais discutidas nos últimos anos no âmbito previdenciário foi a “Revisão da Vida Toda”, que dava aos segurados do INSS a possibilidade de recalcular seus benefícios considerando todas as contribuições realizadas ao longo de sua vida laboral, incluindo as anteriores a julho de 1994. Por muito tempo, essa revisão foi considerada uma solução para corrigir injustiças, especialmente para aqueles que tiveram altos salários antes do Plano Real. Contudo, a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de negar a aplicação dessa tese frustrou as expectativas de muitos segurados. A corte optou por manter a regra de transição introduzida pela Lei nº 9.876/1999, que limita os cálculos às contribuições realizadas após a implementação do plano econômico. Essa decisão foi tomada em nome da segurança jurídica e da sustentabilidade do sistema previdenciário, mas não deixa de levantar questionamentos sobre os impactos individuais para segurados que poderiam se beneficiar da revisão. Decisões trabalhistas e o impacto nos benefícios Outro ponto de destaque são os reflexos das decisões trabalhistas no cálculo dos benefícios previdenciários. Muitos trabalhadores conseguem, na Justiça do Trabalho, o reconhecimento de vínculos empregatícios ou verbas salariais que não foram contabilizados corretamente. Isso pode gerar efeitos diretos no valor de suas aposentadorias ou pensões. Profissionais de setores como saúde e educação, por exemplo, frequentemente buscam o reconhecimento de períodos especiais ou vínculos omitidos. Esse tipo de revisão pode corrigir distorções históricas e garantir benefícios mais justos. Contudo, o caminho para alcançar essas revisões é complexo e depende de uma análise técnica minuciosa. Um olhar técnico sobre os desafios Como advogado especializado em direito previdenciário, vejo essas questões como uma demonstração da constante evolução do sistema. As decisões judiciais devem ser analisadas não apenas pelo impacto jurídico, mas também pela repercussão social que podem gerar. No caso da “Revisão da Vida Toda”, embora a decisão do STF traga segurança jurídica, também evidencia a necessidade de aprimorar as normas que regulam o sistema previdenciário. A busca por justiça não pode ser um fardo exclusivo dos segurados, que, em muitos casos, enfrentam dificuldades para compreender as regras e acessar seus direitos. A importância da advocacia previdenciária Nesse cenário, o papel do advogado previdenciário é fundamental. Nosso trabalho vai além de interpretar normas e decisões judiciais; ele envolve a orientação estratégica dos segurados, considerando suas particularidades e a complexidade do sistema. Meu compromisso é com a defesa dos direitos previdenciários de cada cliente, buscando alternativas viáveis dentro das normas vigentes e enfrentando os desafios impostos pelas mudanças no entendimento dos tribunais. O direito previdenciário é, antes de tudo, uma área que lida com a dignidade humana. Por isso, é essencial que as decisões judiciais sejam tomadas com equilíbrio, garantindo a sustentabilidade do sistema sem ignorar as necessidades dos segurados. Estamos vivendo um momento crucial para o direito previdenciário no Brasil. Cabe a nós, advogados e cidadãos, continuar debatendo e propondo soluções para um sistema mais justo e eficiente. *Rafael Gabarra é advogado especializado em previdência social, com ampla experiência em revisões de benefícios e planejamento previdenciário.
Gerações de consumidores têm diferentes preocupações com adoção da IA
30 de Janeiro de 2025 | Redação The Silver Economy Embora a inteligência artificial esteja cada vez mais integrada às estratégias de experiência do cliente, os pilares fundamentais de grandes experiências permanecem constantes | Créditos: cottonbro studio – Pexels Segundo o levantamento, os mais jovens têm como preocupação o medo de que a tecnologia reduza empregos e os mais velhos mostram receios quanto à segurança dos dados pessoais Um estudo da KPMG apontou que há diferentes atitudes geracionais do consumidor em relação à adoção da inteligência artificial. Segundo o levantamento, os mais jovens têm como preocupação o medo de que a tecnologia reduza empregos e os mais velhos mostram receios quanto à segurança dos dados pessoais. A pesquisa ainda trouxe outros sete tópicos sobre como as empresas do setor de consumo e varejo devem se preparar para aprimorar a experiência dos clientes no uso dessa inovação. “De maneira geral, as organizações do setor de consumo e varejo mudaram o foco para o valor tangível, aplicando a inteligência artificial a casos críticos de uso com impactos claros sobre o faturamento e o resultado final, migrando de aplicativos de ponto único para aprimoramento do processo de ponta a ponta”, explica o sócio-líder de consumo e varejo da KPMG no Brasil e na América do Sul, Fernando Gambôa. Os oito tópicos a seguir foram registrados no levantamento realizado com as principais organizações do setor de consumo e varejo. Os dados apresentados consideram a relação da inteligência artificial centrada nos clientes: 1. Excelência é um hábito: 77% das marcas aumentaram a pontuação no indicador de excelência global em experiência do cliente. 2. Preferências do cliente: polarização nas atitudes em relação às principais tendências por faixa etária e implicações no engajamento com diferentes públicos. 3. Adoção da IA: público de 18 a 24 anos tem receio quanto à redução dos cargos de nível básico; acima de 55 anos preferem relações interpessoais. 4. Impacto do custo de vida: 60% dos participantes de 20 a 24 anos sentem a pressão financeira, já 21% não são afetados. 5. Questões ambientais, sociais e de governança (ESG): 67% dos jovens e 39% dos mais velhos estão dispostos a pagar por produtos que levam em consideração esses aspectos. 6. Experiência com prêmios: 60% dos jovens disseram pagar pela personalização, conveniência e validação social e 33% dos mais velhos por valor e confiabilidade. 7. Inteligência artificial exige novas formas de trabalhar: a implementação dessa tecnologia requer visão focada na realização de valor tangível e na redução de custos. 8. Excelência na experiência do cliente: pilares como empatia, personalização, tempo e esforço, expectativas, resolução e integridade são fundamentais. “Embora a inteligência artificial esteja cada vez mais integrada às estratégias de experiência do cliente, os pilares fundamentais de grandes experiências permanecem constantes, além de oferecer uma estrutura confiável para criar interações significativas, impactantes e duradouras com os consumidores”, concluiu o sócio. O link completo para o levantamento da KPMG “Além das tendências: excelência orientada ao cliente impulsionada pela IA” (do inglês Beyond the Noise: Orchestrating AI-driven customer excellence) está disponível em: Beyond the noise: Orchestrating AI-driven customer excellence.
Instituto de Longevidade MAG lança websérie “Longevidade: O Futuro é Hoje”
30 de Janeiro de 2025 | Redação The Silver Economy Créditos: Divulgação Com três episódios, produção aborda a ressignificação da aposentadoria e a necessidade urgente de nos prepararmos para este momento Nesta quinta-feira, 30, o Instituto de Longevidade MAG, idealizado pela MAG Seguros, lança a websérie “Longevidade: O futuro é hoje”. Apresentada por Antônio Leitão, gerente do Instituto, e Ricardo Oliveira Neves, consultor empresarial e coautor do livro “A nova longevidade: reinventando a aposentadoria”, a série traz debates relevantes sobre os desafios e as oportunidades da longevidade. Para Antônio Leitão, o projeto não só reforça o pioneirismo da instituição e da MAG Seguros, como evidencia os anos dedicados ao debate e à disseminação de conhecimento sobre Longevidade Financeira e os impactos sociais e econômicos do envelhecimento populacional. “Precisamos olhar para o cenário da longevidade crescente de forma a entender o que precisa mudar para aproveitarmos essa transformação da melhor maneira possível. O que o conteúdo da websérie traz é justamente essa visão inovadora, que se alinha muito bem à nossa visão, no Instituto”, afirma Leitão. Com lançamentos quinzenais, a websérie estará disponível no canal do Instituto de Longevidade MAG no YouTube. No primeiro episódio, Antônio e Ricardo exploram conceitos provocadores como “Nova Longevidade” e “Reinvenção da Aposentadoria”, e apresentam o modelo das quatro fases da aposentadoria, baseado em um estudo de Riley Mones, bem como dados de novas pesquisas sobre saúde física e cognitiva. O segundo episódio abordará como o entorno participa da modelagem da nova longevidade e o terceiro olhará do ponto de vista de como o indivíduo pode se adaptar.