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    O potencial da seniortechs na economia prateada

    Artigos,  Negócios,  Últimas notícias

    01 de Fevereiro de 2024 | Hever Costa Lima Live sobre empreendedorismo debate o potencial da economia prateada Crédito: Reprodução A live SeniorTalk reuniu executivos que investem em startup voltadas ao mercado da longevidade No SeniorTalk, live mensal sobre empreendedorismo promovida pela FCJ Venture Builder, debateu o potencial da economia prateada, na edição de janeiro. Para a interação e insight os executivos Fernando Potsch, CEO da Seniortech Ventures, Cassio Spina, CEO da Anjos do Brasil, Fabrício de Paula, diretor Financeiro da Abstartups e Alberto Klumb, adviser e investidor-anjo da Seniortech Ventures, debateram o futuro promissor do mercado da longevidade. Potch iniciou a conversa apresentando o potencial do mercado da longevidade no Brasil. “Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os brasileiros com 50 anos ou mais já constituem 27% da população, o que corresponde a cerca de 54 milhões de pessoas. Além disso, esse segmento populacional contribui com quase 33% da economia nacional”. O executivo ressalta, que apesar dessa tendência de crescimento, quando se faz pesquisas de mercado, o grande indicador é que essa a população sênior se sente invisível. “Ela se sente mal atendida”. Mercado da longevidade em números: 1 – População brasileira 60+ irá dobrar nas próximas décadas, passando de 15% para 30%. 2 – Renda familiar dessa faixa etária é 9% superior à renda média das famílias brasileiras. 3 – Contribuição financeira: 9 em cada 10 idosos contribuem financeiramente para a família, sendo que 43% são os principais responsáveis. 4 – Mercado longevo (60+) está em constante crescimento, movimentando 2 trilhões de reais. 5 – Trabalho após aposentadoria reúne 34% dos maduros, que continuam trabalhando após a aposentadoria, sendo que esse número sobe para 42% entre aqueles com idade entre 60 e 70 anos. *Fonte IBGE Uso de tecnologia pela população com 50+: 1 – Acesso à internet: 70% dos indivíduos acessam a internet todos os dias. 2 – Uso de redes sociais: 64% dessa faixa etária acessam as redes sociais diariamente. 3 – Compras on-line: 43% fazem compras online com alguma frequência. *Fonte: Pesquisa SPC Brasil Mapeamento Fabrício de Paula, diretor Financeiro da ABSTARTUPS, empresa de consultoria que organiza eventos, desenvolve programas, estudos e mapeamentos para startups, reuniu dados da sexta edição do mapeamento do ecossistema brasileiro, de 2023. Neste estudo, foram mapeadas 2.593 startups com respostas de todas as regiões do Brasil, abrangendo 326 cidades. “Com uma base de referência de 14.000 startups, a quantidade de dados coletados proporciona ao estudo um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 2%”, afirmou. A análise do ecossistema de startups no Brasil, revela que os setores predominantes incluem edtech, fintech, healthtech e life Science. “Quanto ao estágio de desenvolvimento, constatou-se que 32,4% das startups estão em fase de tração”, expos Fabrício. O executivo ainda ressaltou que a média de colaboradores por startup é de 15, indicando um ambiente de trabalho enxuto e focado. Além disso, 35,8% das startups foram fundadas a partir de 2020, demonstrando um crescimento significativo no setor nos últimos anos. “Esses dados oferecem uma visão valiosa do cenário atual das startups no Brasil e podem ajudar a orientar futuras decisões e estratégias no setor”, finalizou. Colaborativo Para Cassio Spina, CEO da Anjos do Brasil, o ecossistema de startups precisa ser colaborativo, já que está sendo construído no país. “Compartilhar informações e experiências é essencial para fortalecer o ecossistema de startups e permitir que mais pessoas tenham acesso a oportunidades de investimento e crescimento”. No entanto, explica Cássio, ainda há desafios a serem superados, especialmente em relação aos estímulos aos investimentos em startups. Há conquistas, como a lei complementar ao 155, que trouxe uma proteção maior para os investidores.  “A tributação atual, que trata os investimentos como renda fixa, não faz sentido e precisa ser alterada, já que não reflete adequadamente a natureza desse tipo de investimento”. Alberto Klumb que foi o mediado do debate ressaltou que em um mundo onde a expectativa de vida está aumentando, surgem tanto desafios quanto oportunidades. “A longevidade da população tem impulsionado a necessidade de produtos e serviços que atendam aos desejos específicos dessa fase da vida”. Essa tendência destaca a importância de considerar a longevidade ao desenvolver novas tecnologias e serviços. “À medida que a população continua a viver mais, a demanda por esses tipos de soluções só aumentará”. Conheça as empresas!  A Anjos do Brasil é uma organização sem fins lucrativos de fomento ao investimento anjo e apoio ao empreendedorismo de inovação. Atua compartilhando conhecimentos, experiências e oportunidades de negócios para investidores anjo e empreendedores, bem como apoiando a criação de novas redes de anjos regionais. A Seniortech Ventures é uma Venture Builder que tem como propósito contribuir com a longevidade de todos e todas fortalecendo a qualidade de vida nessa incrível jornada do viver. Construímos o futuro selecionando de forma contínua Seniortechs com soluções inovadoras para as necessidades da GERAÇÃO PRATEADA 50+. Somos ligados ao grupo FCJ Venture Builder, criamos soluções, conectamos empresas e compartilhamos conhecimento. A Abstartups existe para construir o ambiente ideal para as startups transformarem o país. Nós inspiramos, capacitamos, conectamos e advogamos pelas startups, porque acreditamos no papel da inovação como motor de transformação positiva para o país. Nós acreditamos no papel da inovação como motor de transformação positiva no Brasil, por isso inspiramos, capacitamos, conectamos e advogamos pelas startups. Atuamos no ecossistema por meio da organização de eventos, programadas de desenvolvimento para startups, estudos e mapeamentos e outras iniciativas que promovem o fomento das startups do Brasil.

    3 de fevereiro de 2024 / 0 Comentários
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    Pesquisadores mapeiam fatores de fragilidade em idosos

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    01 de Fevereiro de 2024 | Hever Costa Lima A pesquisa identificou os elementos que intensificam a probabilidade de fragilidade na terceira idade. Crédito: Freepik Fatores que aumentam o risco de fragilidade na velhice são diferentes entre homens e mulheres  Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da University College London realizaram um estudo inovador, analisando dados de 1.747 idosos ao longo de 12 anos. O objetivo era mapear os diferentes caminhos que podem levar a um desfecho negativo na saúde dos idosos, com foco na chamada síndrome da fragilidade. A síndrome da fragilidade é uma condição que torna os idosos mais suscetíveis a quedas, hospitalizações, incapacidade e morte precoce. É caracterizada pela presença de três ou mais dos seguintes fatores: perda de peso involuntária, fadiga, fraqueza muscular, diminuição da velocidade de caminhada e baixa atividade física. O estudo revelou que os fatores que aumentam o risco de fragilidade na velhice são diferentes entre homens e mulheres. Homens com osteoporose, baixo peso, doenças cardíacas e com percepção da audição avaliada como ruim têm maior risco de desenvolver a síndrome. Já entre as mulheres, o risco está associado a alta concentração sanguínea de fibrinogênio (um marcador de doença cardiovascular), diabetes e acidente vascular cerebral (AVC). Os fatores socioeconômicos, distúrbios musculoesqueléticos, doenças cardíacas e baixo peso sustentam o processo de fragilidade nos homens. Já nas mulheres, o processo parece estar ancorado em distúrbios cardiovasculares e neuroendócrinos”, diz Tiago da Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerentologia da UFSCar Os pesquisadores basearam suas conclusões na análise de dados do English Longitudinal Study of Ageing (Estudo Elsa), uma pesquisa populacional realizada no Reino Unido. “A síndrome da fragilidade serve como um sinal amarelo para desfechos negativos em pessoas idosas”, explica Tiago da Silva Alexandre e autor do estudo. “Identificar diferenças nesse processo entre homens e mulheres é importante para a formulação de políticas públicas. Isso pode ter reflexos na atenção básica de saúde e resultar em planos de ação e intervenção em pessoas idosas mais focados no gênero.” O trabalho, fruto da tese de doutorado de Dayane Capra de Oliveira, revelou que os fatores que levam homens e mulheres a desenvolverem a síndrome da fragilidade estão ancorados nos distintos papéis sociais e acesso a recursos ao longo da vida. A descoberta apontou questões multifatoriais relacionadas à fragilidade. “Os fatores socioeconômicos, distúrbios musculoesqueléticos, doenças cardíacas e baixo peso sustentam o processo de fragilidade nos homens. Já nas mulheres, o processo parece estar ancorado em distúrbios cardiovasculares e neuroendócrinos”, diz o coordenador do estudo. Os homens eram mais expostos a várias questões laborais consideradas fatores de risco para doenças… as mulheres daquela mesma geração são mais afetadas por doenças crônicas que incapacitam, aponta o estudo. Ele ainda explica que a síndrome da fragilidade, que é mais comum em mulheres do que em homens, é uma questão complexa. “As mulheres são mais afetadas por doenças crônicas que não matam, mas geram incapacidade. Então, como consequência dessa realidade, elas vivem mais tempo e podem desenvolver mais a síndrome de fragilidade do que os homens”. O estudo levou em consideração a realidade de gênero de pessoas que hoje têm mais de 60 anos e vivem na Inglaterra. “Os homens eram mais expostos a várias questões laborais consideradas fatores de risco para doenças. A alimentação deles era menos saudável, eles não consultavam médicos tanto quanto as mulheres e tinham maior consumo de álcool e exposição a agentes nocivos, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto”, explica Alexandre. Por outro lado, as mulheres daquela mesma geração são mais afetadas por doenças crônicas que incapacitam. “Essa realidade diferente entre os gêneros surge como um pano de fundo ao longo de toda uma vida e culmina em um processo de envelhecimento e causas de morte, incapacidade e fragilidade diferentes entre homens e mulheres”, complementa Alexandre. O estudo foi financiado pela FAPESP e seus resultados poderão subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas para a saúde do idoso.

    2 de fevereiro de 2024 / 0 Comentários
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    A ascensão dos seniores conectados e empoderados

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    01 de Fevereiro de 2024 | Hever Costa Lima Os seniores estão se tornando cada vez mais adeptos da tecnologia  Credito: Freepik Como a internet e a tecnologia estão transformando a vida dos maduros e impulsionando a economia da longevidade A internet e a tecnologia, que antes eram consideradas meras ferramentas de conveniência, agora se transformaram em um canal essencial para os maduros explorarem mais alternativas para satisfazer seus desejos e necessidades. Com isso, o comércio eletrônico continua a crescer reinventando o formato dos serviços on-line, possibilitando interações com indivíduos de diferentes cidades, estados e países. “A pandemia elevou a conectividade dos seniores a outro patamar, por fazer parte do primeiro grupo a ser isolado, eles utilizaram a internet de forma exponencial para manter contato com o mundo externo, apesar das desconfianças e receios iniciais”, afirma Arine Rodrigues, fundadora e CEO do vida60mais – um marketplace de impacto social voltado para facilitar as escolhas dos seniores. Arine Rodrigues, fundadora e CEO do vida60mais Crédito: Divulgação Na visão da executiva, o público sênior que estava conectado e empoderado antes da pandemia se tornou um pilar de incentivo e apoio àqueles que estavam chegando ao mundo on-line, em sua maioria impulsionado pelo isolamento social. “A curiosidade e a competência com que os seniores se propuseram a participar desse novo mundo abriram um horizonte gigantesco de oportunidades”, diz. A população com 50 anos ou mais está conectada à tecnologia, conforme demonstrado pelos seguintes dados da Pesquisa SPC Brasil: Acesso à internet: 70% dos indivíduos nessa faixa etária acessam a internet todos os dias. Uso de redes sociais: diariamente, 64% desses indivíduos estão ativos nas redes sociais. Compras on-line: 43% fazem compras on-line com alguma frequência. Esses dados destacam a crescente digitalização da população madura e a importância de considerar suas necessidades e comportamentos no mundo digital. Na introdução do ebook ‘Economia prateada: inovações e oportunidades com foco nos seniores’ da Seniortech Venture, o consultor, palestrante e escritor Felipe Figueira, aponta que a adoção da tecnologia e a conectividade abriram portas para uma variedade de atividades, incluindo pesquisas, compras on-line, manutenção de relacionamentos com familiares e amigos; participação em aulas e discussões sobre diversos temas e acesso à telemedicina. “Fazer parte deste movimento global que envolve o mundo virtual tem estimulado um sentimento de identidade social, com benefícios cognitivos e no combate à solidão, um problema real e presente em muitas situações”, diz Arine. Marcos Eduardo Ferreira, cofundador da Silver Hub – Crédito: Mauro Stanichesk Na visão do cofundador da Silver Hub, uma aceleradora de startups especializada em soluções digitais para o público sênior, Marcos Eduardo Ferreira, no Brasil, alguns números chamam a atenção e precisam urgentemente se transformar em iniciativas de negócios. Ele também considera que ajustes na comunicação devem favorecer a interação do público maduro, com o mercado Nesse contexto, Arine afirma que “é necessário garantir mais do que um simples atendimento”. A demanda é por estabelecer um relacionamento constante, utilizando a tecnologia como fundamento para esse público em constante crescimento. Ao desenvolver ou promover produtos e serviços voltados para o mercado da longevidade, é crucial considerar criticamente como a solução proposta contribui para uma vida mais longa e saudável. “A qualidade percebida do produto ou serviço precisa ser reconhecida pelo público-alvo”, ela acrescenta. Confira os pontos essenciais do mercado da longevidade elencados pelo ebook ‘Economia prateada: inovações e oportunidades com foco nos seniores’ O mercado da longevidade A denominada economia da longevidade está se fortalecendo no Brasil, com um movimento anual de consumo superior a R$1.6 trilhões. Este mercado emergente é alimentado por uma população madura que anseia por maior atenção das marcas, com mais de 80% expressando tal desejo, conforme dados do marketplace Vida60Mais. Os maduros: consumidores críticos e engajados Até 2030, espera-se que os indivíduos com 60 anos ou mais sejam responsáveis por 30,6% do consumo de bens no Brasil, segundo a consultoria SeniorLab. O consumidor maduro é descrito como crítico, engajado e ativo. Eles valorizam a atitude social, a consciência ambiental e o foco nas necessidades do consumidor, principalmente entre os 60+, segundo a Pesquisa Nacional Bússola 60+. Desafios e oportunidades na era digital Os longevos, que antes estavam online por necessidade e agora por comodidade, estão cada vez mais presentes no mundo digital. Eles impulsionarão o crescimento do país e demandarão inovações. No entanto, ainda existem desafios de usabilidade e layout na maioria dos sites e aplicativos para acompanhar os 60+. Por exemplo, há uma necessidade de adaptar cores e contrastes, fontes e formatos para um melhor conforto ao usar aplicativos ou ler sites.

    2 de fevereiro de 2024 / 0 Comentários
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    Longevidade em foco: as tendências que moldam o futuro

    Artigos,  Saúde,  Últimas notícias

    01 de Fevereiro de 2024 | Hever Costa Lima As tendências são impulsionadas pelo envelhecimento da população representa 20% do consumo no país Crédito: Freepik Os especialistas do mercado da longevidade destacam as tendências do segmento que, por natureza é diverso, afinal estamos tratando de pessoas e a diversidade etária se aplica perfeitamente no contexto. O editor do site Mondo 50+, Jorge Rocha, afirma que as organizações estarão mais preparadas para a contratação de talentos diversos, promovendo a intergeracionalidade nos ambientes de trabalho e a promoção de uma cultura de inclusão. Visto por essa perspectiva, a diversidade etária tem um impacto direto na administração das organizações, exigindo a implementação de estratégias inclusivas para os produtos e serviços. Isso requer um entendimento e atendimento das necessidades do público maduro, que representa 20% do consumo no país. Editor do site Mondo 50+, Jorge Rocha – Crédito: Arquivo pessoal Essas tendências são impulsionadas pelo envelhecimento da população e representam uma mudança significativa na forma como as empresas e a sociedade em geral abordam a longevidade. Nos países com maior longevidade, a expectativa de vida já supera os 80 anos. O Japão, juntamente com algumas regiões da Europa e América do Norte, faz parte desse grupo. Estima-se que, até 2030, a expectativa de vida nesses locais chegue a 83 anos para os homens e 86 anos para as mulheres. No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida do brasileiro tem mostrado uma tendência de crescimento ao longo dos anos. De acordo com o Censo de 2022, o brasileiro ao nascer tende a viver até os 75,5 anos. No entanto, esses números podem variar devido a diversos fatores, incluindo mudanças demográficas e condições de saúde da população. No mesmo artigo sobre a longevidade, Cléa Klouri, sócia fundadora do Data8, empresa de pesquisa e inovação com foco nos 50+, avalia que a segunda tendência é a inteligência artificial (IA). “No que diz respeito à longevidade, a IA será usada para aumentar a expectativa de uma vida mais longa e saudável, identificando padrões e avanços na pesquisa sobre qualidade de vida”. Cléa Klouri, sócia fundadora do Data8 – Crédito: Arquivo pessoal Além disso, disse a executiva, “a IA será usada para monitorar e prever doenças relacionadas à idade, permitindo uma resposta mais rápida e melhor gerenciamento dessas condições”. Isso envolve a criação de métodos personalizados capazes de identificar indícios iniciais de doenças como o Alzheimer, por exemplo. Além disso, avalia Cléa, a IA tem potencial para ajudar a mitigar a solidão, um dos principais desafios enfrentados durante o envelhecimento. O CEO e fundador da Maturi, empresa que conecta organizações com profissionais 50+, Mórris Litvak afirma que a população madura se interessa cada vez mais pela tecnologia. Com isso, as empresas precisam se concentrar em desenvolver soluções tecnológicas que sejam amigáveis para o público sênior. “Isso engloba interfaces intuitivas, suporte personalizado e tecnologias assistivas. A tendência é que a tecnologia se torne um instrumento essencial para manter a geração 50+ conectada, engajada e ativa, tanto no mercado de trabalho quanto em aspectos sociais e de saúde”. O CEO e fundador da Maturi, Mórris Litvak – Crédito: Arquivo pessoal Outra tendência apontada por Litvak é o ambiente de trabalho intergeneracional, promovendo a diversidade. Na prospecção do executivo, as empresas progressistas começarão a adotar políticas e práticas que incentivem a inclusão de trabalhadores mais velhos, reconhecendo a importância da experiência e sabedoria que eles trazem. Ele ainda explica que para 2024, haverá um foco em programas de mentoria reversa, onde trabalhadores mais jovens e mais velhos podem compartilhar conhecimentos e habilidades, enriquecendo o ambiente de trabalho com uma troca de perspectivas entre diferentes gerações. O executivo Martin Henkel, CEO da SeniorLab, consultoria para o mercado 60+ sob os aspectos do comportamento e consumo, aponta, como tendência do ano, o despertar para o eleitor com 60 anos ou mais. Até o momento, diz ele, esse público tem sido negligenciado ou tratado como um foco secundário. De acordo com as projeções da SeniorLab, baseadas em dados brutos do IBGE e Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esse grupo representa nada menos que 28% dos eleitores aptos. Martin Henkel, CEO SeniorLab – Crédito: Arquivo pessoal “Embora a participação não seja obrigatória após os 70 anos de idade, esse eleitor deseja participar ativamente de eleições que definirão o futuro de sua cidade, bairro e saúde pública”. Henkel, classifica esse grupo etário como racionais e como eleitores, eles são céticos em relação a promessas vazias ou slogans impactantes. “Para convencê-los, será necessário mais do que um bom “produto”, será necessário um profundo conhecimento sobre o Marketing 60+”.

    1 de fevereiro de 2024 / 0 Comentários
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    Estratégias para demonstrar liderança na prática

    Artigos,  Branded,  Carreira

    01 de Fevereiro de 2024 | Hever Costa Lima Andrea Wojnicki, coach de comunicação executiva – Crédito: Divulgação A economia prateada é um mercado em crescimento que se refere a pessoas com mais de 50 anos e suas necessidades de consumo. Para liderar neste cenário, é importante ter habilidades de negociação, comunicação, engajamento e gestão de conflitos. No entanto, a liderança é uma habilidade que pode ser desenvolvida e aprimorada com o tempo. De acordo com Andrea Wojnicki, coach de comunicação executiva, líderes excepcionais transmitem autoridade e legitimidade para além do seu título formal. Eles demonstram liderança por meio de suas ações e comportamentos no cotidiano de trabalho. “Como coach, frequentemente ouço histórias de executivos que se destacam nas competências técnicas necessárias, mas não sabem como se comunicar com o time. A habilidade de se comunicar é fundamental para estabelecer legitimidade junto a investidores e colaboradores, e, principalmente, inspirar e motivar a equipe”, escreveu Andrea para o artigo do Inc. Na avaliação da especialista, pensar estrategicamente em como demonstrar liderança no cotidiano de trabalho pode ser uma vantagem competitiva importante para quem deseja avançar em seus objetivos profissionais corporativos. No contexto do mercado de longevidade, um líder eficaz deve transformar ameaças em oportunidades, gerir o presente enquanto desenvolve o futuro, e entender o negócio da empresa e suas singularidades. Andrea contou que fui abordada por um fundador de uma startup de saúde com aspirações de estabelecer uma presença global. “Ele era muito respeitado por sua experiência em tecnologia. Apesar de seu status de fundador e CEO, suas habilidades de liderança não haviam sido comprovadas. Ele me perguntou como se diferenciar em relação a outros fundadores de startups para ser considerado um líder confiável, digno de investimentos e parcerias”. Para responder ao executivo, Andrea Wojnicki listou estratégias distintas que reforçam o perfil de líder no cenário corporativo: Demonstre liderança de pessoas  “Quando pensamos em liderança, liderar pessoas é frequentemente o primeiro conceito que nos vem à mente. Incentivo gestores em todos os níveis a exercerem essa liderança, seja de maneira formal ou informal”, enfatiza Wojnicki. “Líderes eficazes inspiram e são exemplos positivos para os demais na organização. Eles são referências. Eles conquistam seguidores”. Seja proativo  “Os líderes estão à frente. Eles são proativos, focados mais no futuro do que no passado ou no presente. Eles reconhecem tendências e estabelecem uma visão para o futuro”, observa Wojnicki. Crie uma mentalidade de crescimento  O primeiro passo para estabelecer sua reputação como um líder é escolher um tópico pelo qual você é apaixonado e no qual você possa compartilhar sua expertise. Isso pode ser um foco na indústria, um assunto técnico ou uma tendência emergente. O segundo passo para solidificar sua reputação como um líder é disseminar e ampliar seus conhecimentos e ideias. Demonstre sua liderança de maneira informal em conversas cotidianas e de maneira formal em webinars e sessões de treinamento, nas redes sociais, através de artigos publicados, entre outros. Comunique-se com confiança  “Quando refletimos sobre líderes bem-sucedidos, geralmente pensamos em indivíduos que demonstram confiança e credibilidade. A confiança é um dos temas mais frequentes que meus clientes buscam em sessões de coaching. A notícia encorajadora é que a confiança é uma competência que pode ser desenvolvida”, destaca a especialista. Ela ressalta que a habilidade de transmitir e inspirar confiança nas interações profissionais é um elemento fundamental da liderança.

    1 de fevereiro de 2024 / 0 Comentários
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    Relacionamentos positivos: o segredo para uma vida mais longa e saudável

    Artigos,  Cultura & Lifestyle

    01 de Fevereiro de 2024 | Hever Costa Lima Conexões com outras pessoas são importantes para nossa saúde Crédito: Freepik Estudo de Harvard revela que manter vínculos afetivos de qualidade é um dos fatores que contribuem para o bem-estar físico e emocional dos maduros O Dr. Robert Waldinger, diretor do Harvard Study of Adult Development, da Universidade de Harvard, estudou por muitos anos o que ajuda as pessoas a viverem suas vidas mais felizes e saudáveis. O projeto de pesquisa de 85 anos abrange três gerações e inclui 2.024 participantes. De acordo com o estudo, exercícios, uma dieta saudável e uma sensação de realização ou propósito na vida são importantes para o nosso bem-estar a longo prazo. Mas há mais um segredo incomum para o bem-estar a longo prazo que o estudo de Waldinger descobriu: relacionamentos. Seu novo livro, ainda não publicado em português, “The Good Life: Lessons from the world’s longest scientific study of happiness”, escrito com o diretor de estudos associado Marc Schulz, detalha como os bons relacionamentos são um dos alicerces não apenas de uma vida mais feliz, mas também fisicamente mais saudável. Uma das descobertas mais importantes do estudo de Harvard é que nossas conexões com outras pessoas, sejam elas íntimas ou casuais são importantes para nossa saúde. Vários outros pesquisadores ao redor do mundo também descobriram que, quanto mais conectados estamos com outras pessoas, menor é o risco de morrer, em qualquer idade, seja uma “mulher negra na Geórgia rural ou um homem branco na Finlândia”, como Waldinger detalha no livro Outra pesquisa que catalogou resultados de 148 estudos em países que vão da China ao Canadá, Japão, Dinamarca, Israel e outros, descobriu que “em todas as faixas etárias, gêneros e etnias, fortes conexões sociais estavam associadas a maiores chances de viver mais”. Em contraste, a solidão e o isolamento social estão ligados a uma saúde pior, depressão e maior risco de morte precoce. “As diferenças são significativas, comparáveis ao efeito do tabagismo na contração de câncer”, ressalta Waldinger. Pesquisadores de Harvard descobriram que, à medida que os participantes do estudo envelhecem, aqueles que estão em relacionamentos mais felizes tendem a enfrentar dores com mais facilidade. “Quando os participantes de relacionamentos felizes tinham dias com mais dor física, eles permaneciam felizes, relatando muito pouca mudança em seus humores. Por outro lado, quando as pessoas em relacionamentos infelizes relataram dor física, seu humor piorou, causando-lhes dor emocional adicional”, detalha a pesquisa. Tais conexões neurais podem melhorar sua capacidade de combater germes ou dar-lhe uma visão mais positiva da vida. O convívio social pode desencadear a liberação de hormônios e substâncias químicas cerebrais que não apenas nos fazem sentir bem, mas também têm outros benefícios biológicos. “O toque físico pode reduzir o nível de cortisol, um hormônio do estresse, e aumentar a produção de imunoglobulina A, que ajuda a expandir o número de células brancas do sangue e fortalecer o sistema imunológico. Além disso, o toque físico também pode aumentar a produção de serotonina, um neurotransmissor que ajuda a regular o humor e a sensação de bem-estar”, diz Waldinger. Nesse contexto, explica o pesquisador, os relacionamentos também podem ter um efeito profundo em nosso sistema imunológico, impactando o quão bem construímos anticorpos para a gripe, ou a capacidade do nosso corpo de curar. A conexão social refere-se à sensação de pertencer a um grupo e sentir-se próximo de outras pessoas. A evidência científica sugere fortemente que essa é uma necessidade psicológica fundamental, essencial para nos sentirmos satisfeitos com a vida. De fato, os seres humanos são uma espécie profundamente social; nosso impulso de se conectar com os outros está incorporado em nossa biologia e história evolutiva. Começa no nascimento, em nosso relacionamento com nosso cuidador – e os efeitos desse relacionamento parecem reverberar ao longo de nossas vidas. Por fim, os autores de Harvard apontam para pesquisas que sugerem que segurar a mão traz benefícios à saúde. Em um estudo, onde os pacientes receberam pequenos choques elétricos, os pesquisadores descobriram que os participantes que estavam de mãos dadas com alguém de quem se sentiam próximos relataram sentir menos dor. Um grupo de controle que deu as mãos a estranhos não experimentou tal efeito. Na verdade, o efeito foi tão grande que o autor do estudo, o professor da Universidade da Virgínia James Coan, concluiu que segurar a mão de um ente querido durante um procedimento médico era tão bom quanto qualquer anestésico leve – uma descoberta que é especialmente verdadeira em relacionamentos mais satisfeitos. Waldinger suspeita que o que está acontecendo em todas essas situações é que todo o nosso corpo, do coração à cabeça, está experimentando e reagindo ao estresse de maneiras antigas e primordiais. As conexões sociais são importantes para a saúde e podem prolongar a vida. Aqui estão algumas maneiras de se envolver com outras pessoas: – Junte-se a um grupo focado em um hobby favorito, como leitura, caminhadas, pintura ou escultura em madeira. – Faça uma aula de yoga, tai chi chuan ou outra nova atividade física. –  Ajude com jardinagem em uma horta comunitária ou parque. – Seja voluntário em uma escola, biblioteca, hospital ou local de culto. – Junte-se a um grupo da comunidade local ou encontre outras maneiras de se envolver em coisas que lhe interessam.

    1 de fevereiro de 2024 / 0 Comentários
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    Prevê-se uma transformação em até 25% dos empregos em cinco anos

    Artigos,  Branded,  Carreira

    29 de Janeiro de 2024 | Hever Costa Lima O trabalho no mundo passa por uma renovação impulsionada pela tecnologia Crédito: PCH.vector – Freepik.com Novos trabalhos são impulsionados por avanços tecnológicos e macrotendências globais O relatório sobre o Futuro dos Empregos 2023 previu que 25% dos empregos sofrerão mudanças nos próximos cinco anos. Espera-se a criação de 69 milhões de novas funções, e em contrapartida, a eliminação de 83 milhões, resultando em uma redução de 14 milhões de postos de trabalho, segundo a publicação produzida pelo Fórum Econômico Mundial. As macrotendências, como a transição verde, os padrões ESG e a relocalização das cadeias de suprimentos, impulsionam o crescimento das novas tendencias de trabalho. A adoção de tecnologia e a digitalização levarão a uma grande rotatividade no mercado e necessidade de atualização das habilidades. Nessa perspectiva, o público 50+ que pensa em mudar de carreira, ou adquirir novas habilidades para se manter ativo nos negócios e no trabalho, poderá se guiar pelas tendências que o relatório sobre o futuro do emprego. As profissões do futuro que estão ganhando destaque no mercado de trabalho incluem: Desenvolvedor de Softwares: Este profissional é responsável por construir o mundo digital, incluindo sistemas, aplicativos de celular e programas de computador Bioinformacionista: Este profissional cria mapeamentos genéticos para a prevenção de doenças e epidemias. Coaching: Com a busca incessante do ser humano pelo total controle de todos os setores de sua vida, o coaching será uma profissão com grande potencial para o futuro. Profissional de marketing digital: Com foco em vendas e posicionamento digital, essa profissão já é requisitada atualmente. Analista de qualidade: Este profissional é responsável por garantir a qualidade dos produtos ou serviços de uma empresa. Analistas de segurança da informação: Estes profissionais protegem as informações de uma organização contra ameaças, vazamentos e ataques. Analistas e cientistas de dados: Eles coletam, analisam e interpretam grandes quantidades de dados para ajudar as empresas a tomar decisões informadas3. Engenheiro de computação em nuvem: Este profissional ajuda as empresas a mover suas operações para a nuvem. Engenheiro de energia: Este profissional trabalha no desenvolvimento de novas fontes de energia e na melhoria das existentes. Engenheiros robóticos: Eles projetam e constroem máquinas para automatizar tarefas, melhorando a eficiência e a produtividade. Essas profissões estão ligadas a áreas como tecnologia, saúde, marketing, qualidade e segurança da informação, que são campos em rápido crescimento e transformação. Portanto, essas carreiras oferecem muitas oportunidades para o futuro. Análise Saadia Zahidi, diretora executiva do Fórum Econômico Mundial e coautora dos relatórios do Fórum sobre Futuro dos Trabalhos, enfatiza a necessidade de investimento em educação, requalificação e apoio social para garantir a resiliência no futuro do trabalho. “Os governos e as empresas devem investir no apoio à mudança para os empregos do futuro por meio da educação, da requalificação e de estruturas de apoio social que possam garantir que as pessoas, sobretudo, as maduras, estejam no centro do futuro do trabalho”. O relatório destaca os desafios de expandir e melhorar a formação técnica e profissional, especialmente na requalificação e aprimoramento da força de trabalho. Isso é particularmente relevante para os colaboradores seniores que estão familiarizados com a cultura organizacional da empresa, mas podem não estar atualizados com as novas tecnologias que automatizam o trabalho. Esses esforços são o ponto de partida para a Aceleradora de Competências, uma iniciativa global do Fórum Econômico Mundial, que será coordenada pelo SENAI no Brasil. Rafael Lucchesi, diretor-superintendente do SENAI, enfatiza que a educação deve ser o cerne de qualquer projeto nacional. A Aceleradora visa promover a colaboração entre setores público e privado e estabelecer um ecossistema para análise, tomada de decisão e ações voltadas à requalificação e recolocação de profissionais. A meta do Fórum Econômico Mundial é formar 1 bilhão de pessoas globalmente até 2030.

    30 de janeiro de 2024 / 0 Comentários
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    Pesquisa revela perfil do networking de empresários brasileiros

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    29 de Janeiro de 2024 | Hever Costa Lima Um networking sólido existe manter contatos regulares com os profissional Crédito: Freepik Problemas na construção de rede de relacionamentos já começam na faculdade O networking é uma estratégia vital para a consolidação no mundo dos negócios. Ele envolve a formação de uma rede de contatos profissionais, permitindo a interação com stakeholders, a troca de experiências e a descoberta de conexões valiosas. Além disso, proporciona a oportunidade para o profissional se tornar um ponto de referência no ecossistema em que atua. Além disso, uma rede de contatos robusta é a ferramenta perfeita para ascender a uma posição de destaque, conseguir uma promoção no trabalho ou até mesmo estabelecer parcerias com foco no empreendedorismo. No entanto, um estudo realizado pelo IDCE (Instituto de Desenvolvimento de Conteúdo para Executivos), em 2023, que envolveu 650 executivos, revelou que os brasileiros ainda precisam melhorar suas habilidades de relacionamento profissional. A pesquisa descobriu que, embora 80% dos executivos de empresas de médio e grande porte vejam o networking como uma estratégia importante para o mercado de trabalho, os profissionais mais jovens ainda não estão utilizando essa ferramenta de maneira eficaz. Na avaliação de Fabrício Barbirato, diretor-executivo do IDCE, para o Infomoney muitas pessoas acreditam que ter uma boa rede de contatos significa simplesmente conhecer muitas pessoas e ser conhecido por elas. Ele argumenta que o networking vai além disso, e ressalta que uma rede de contatos eficaz é aquela em que as pessoas não apenas conhecem o profissional, mas também estão cientes de suas competências e habilidades. O executivo destacou que estabelecer uma rede de contatos profissionais robusta e ser valorizado por suas habilidades no local de trabalho é uma prática comum nos Estados Unidos e na Europa. “Nestes países, há uma disposição entre as pessoas para se conhecerem e se informarem sobre suas competências. No Brasil, essa é uma realidade ainda em formação”. Segundo o IDCE, a formação de uma boa rede de contatos profissionais é um desafio para os brasileiros desde a faculdade. O diretor-executivo do instituto afirma que as universidades brasileiras não oferecem disciplinas voltadas para a empregabilidade e o desenvolvimento de carreira dos alunos. Ele defende que as instituições de ensino deveriam preparar os estudantes para o mercado de trabalho, ensinando habilidades comportamentais que são essenciais para o crescimento profissional, além das habilidades técnicas.

    30 de janeiro de 2024 / 0 Comentários
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    Inclusão de profissionais maduros no mercado de trabalho: um desafio crescente

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    29 de Janeiro de 2024 | Hever Costa Lima O desafio do etarismo é criar uma cultura inclusiva nas empresas – Crédito: Master1305 – Freepik.com Empresas estudam ações para promover uma cultura mais inclusiva em toda a organização no combate ao etarismo A questão da inclusão de profissionais com mais de 50 anos no mercado de trabalho tem ganhado cada vez mais destaque. Segundo um estudo ‘Desafios do etarismo: a expectativa dos 50+ e a realidade do mercado de trabalho’ realizado em 2023 pela Ernst & Young (EY), uma empresa especializada em auditoria e consultoria, e pela Maturi, uma agência focada no treinamento de profissionais com mais de 50 anos, ainda existem preconceitos contra esses profissionais no mercado de trabalho. O estudo revelou que 60% das empresas têm dificuldades para contratar pessoas nessa faixa etária e 91% acreditam que esses profissionais enfrentam desafios para obter emprego. De acordo com um relatório do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho, durante a pandemia, mais de 700 mil profissionais acima de 50 anos perderam seus empregos. 57% das organizações planejam implementar ações voltadas para o envelhecimento, como o recrutamento de profissionais maduros”, diz o estudo Desafios do etarismo O cenário de trabalho atual não parece ser acolhedor para os profissionais com mais de 50 anos, dado que 80% das empresas não possuem políticas específicas para combater a discriminação etária em seus processos de contratação. No entanto, a maioria das empresas acredita que o aumento da população madura terá impactos significativos em suas empresas e aquelas que se adaptarem a essa tendência terão vantagem competitiva. Três em cada cinco entrevistados acreditam que o envelhecimento da população terá um impacto em suas empresas, e 88% concordam, em maior ou menor grau, que as empresas que se prepararem para a diversidade de idade entre os funcionários estarão em uma posição mais vantajosa no futuro. Raquel Thomazi, gerente de People Advisory Services da EY Brasil afirmou a revista Exame que algumas empresas já começaram a implementar ações para promover uma cultura mais inclusiva em toda a organização. No entanto, segundo ela, ainda há muito a ser feito no Brasil no combate ao etarismo, especialmente para que os líderes vejam isso como uma oportunidade estratégica em um país que está envelhecendo rapidamente, removendo assim as principais barreiras para a inclusão dessa população nas organizações. O estudo indicou que 57% das organizações planejam implementar ações voltadas para o envelhecimento, como o recrutamento de profissionais maduros e a preparação da cultura organizacional, até 2025. 93% dos profissionais maduros estão buscando recolocação no mercado de trabalho”, aponta a pesquisa Desafios do etarismo Mórris Litvak, CEO e fundador da Maturi, enfatiza que governos e empresas precisam adotar uma abordagem mais inclusiva e estratégica. “E ainda tem todo o desafio de mudar essa cultura das empresas, porque o número de vagas [50+] ainda é pequeno”.  afirmou durante o MaturiFest 2023, evento voltado à longevidade. O ‘Desafio do etarismo’ aponta ainda que 93% dos profissionais maduros estão buscando recolocação no mercado de trabalho. Menos de 30% são aposentados e 47% estão desempregados ou sem ocupação que gere renda. A maioria está insatisfeita com sua posição atual (73%) e cerca de 30% são os chamados “nem-nem maduro”, pessoas que não estão trabalhando e não são aposentadas. Litvak aponta que a dificuldade de inserção no mercado de trabalho pode ser autoimposta, com indivíduos se considerando “velhos” para procurar emprego. Ele menciona o fenômeno do “autoetarismo”, onde as pessoas têm preconceitos contra a própria idade, se veem como “velhas” e acreditam que aprender algo novo é para os jovens. Litvak argumenta que esse autopreconceito é um erro, pois as pessoas estão vivendo mais tempo hoje em dia e não devem se limitar. Pelo contrário, a experiência acumulada pode ser um grande diferencial. Ele também observa que o mercado de trabalho brasileiro ainda não está preparado para a crescente demanda resultante do envelhecimento da população e do aumento da expectativa de vida. O estudo conclui enfatizando a necessidade de uma maior inclusão de profissionais com 50 anos ou mais no mercado de trabalho e os desafios que as empresas enfrentam para alcançar esse objetivo. Em 2023, a Maturi realizou um novo levantamento, desta vez com 4.840 pessoas cadastradas em sua base a respeito de sua visão sobre o mercado de trabalho e sobre si mesmos. Com base nas informações destas duas pesquisas, foi produzido um estudo que buscou evidenciar as barreiras do mercado formal de trabalho. Os principais resultados dessa análise feita pela EY e Maturi foram: 1 Há uma lacuna crescente entre a necessidade de recolocação e o apetite das organizações em recolocar 50+; 2 Quase todos os maturis buscam recolocação, incluindo aposentados e quem está feliz com sua ocupação atual; 3 As pessoas 50+ estão preparadas para reingressar no mercado formal de trabalho; 4 A postergação da aposentadoria é inevitável;

    29 de janeiro de 2024 / 0 Comentários
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    A ascensão do mercado maduro

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    29 de Janeiro de 2024 | Hever Costa Lima O público maduro tem um padrão de consumo distinto Crédito: Freepik Entendendo o consumo do público maduro: Oportunidades de negócios emergentes O perfil de consumo das pessoas maduras, definidas como aquelas com mais de 50 anos, tem atraído cada vez mais a atenção do marketing empresarial. Este segmento populacional está crescendo rapidamente tanto no Brasil quanto no mundo, mas ainda é pouco compreendido pelo mercado. No Brasil, a cada 21 segundos, uma pessoa alcança a idade de 50 anos. O país está passando por um período de envelhecimento moderado, com mais pessoas acima de 50 anos do que adolescentes de 17 anos. Esta tendência é observada em toda a América Latina, a região que envelhece mais rapidamente no mundo. No entanto, o mercado parece não estar ciente do enorme potencial dos negócios voltados para o público maduro, que está em constante crescimento e busca ser bem atendido. Cerca de 37% das pessoas maduras tendem a comprar itens para uso pessoal, 36% preferem produtos domésticos e 18% compram presentes para a família, de acordo com a Tsunami Latam. O recente estudo Tsunami Latam, coordenado pelo laboratório Data8, reforçou a importância da Economia Prateada. Este conceito já havia sido destacado em pesquisas anteriores, como Tsunami 60+ (2018) e Tsunami Prateado (2021). Os dados desses estudos geraram insights valiosos, mostrando que as pessoas maduras têm necessidades específicas que não devem ser generalizadas, estereotipadas ou subestimadas. A pesquisa Tsunami Latam revelou que o público maduro tem um padrão de consumo distinto. Cerca de 37% das pessoas maduras tendem a comprar itens para uso pessoal, 36% preferem produtos domésticos e 18% compram presentes para a família. A saúde é uma prioridade para 73% dos brasileiros com mais de 55 anos, indicando uma inclinação natural para produtos e serviços de cuidados pessoais que atendam às suas necessidades específicas. O estudo, por exemplo, aborda a legibilidade dos rótulos é crucial, com letras maiores facilitando a leitura das informações. A acessibilidade também é uma consideração importante no layout das lojas, incluindo a altura das prateleiras e a disposição dos produtos Com a expectativa de vida média se aproximando dos 80 anos, muitos idosos permanecem economicamente ativos, mesmo após a aposentadoria, diz Márcia Sena, CEO da Sênior Concierge Márcia Sena, CEO da Sênior Concierge e especialista em longevidade ativa, ressalta que a crescente expectativa de vida no Brasil, que atualmente é de 75,5 anos, tem um impacto profundo na economia do país. Esse fenômeno deu origem ao termo “economia prateada”, que se refere ao mercado voltado para a população madura. Ela destaca que a aposentadoria não significa mais um período de inatividade na vida das pessoas. Com a expectativa de vida média se aproximando dos 80 anos, muitos idosos permanecem economicamente ativos mesmo após a aposentadoria. As empresas estão começando a reconhecer que a população idosa tem demandas e necessidades específicas, assim como qualquer outra faixa etária. Isso tem incentivado a criação de um novo setor comercial dedicado a atender a essa população. Estratégias de mercado   As estratégias que as empresas podem adotar para atender melhor ao mercado da longevidade passa primordialmente pela capacidade de se adaptar rapidamente às mudanças do negócio, o que pode envolver a superação das crescentes expectativas dos clientes, a adoção da tecnologia como um elemento central do serviço ou produto, a utilização de dados como um recurso valioso e a inovação na organização. De acordo com o estudo Tsunami Latam, é crucial que as empresas entendam o comportamento do seu público-alvo, reconhecendo suas necessidades, insatisfações e desejos, para que possam atender efetivamente a esses clientes e encantá-los em um relacionamento pós-venda mais duradouro. Um erro comum nos negócios voltados para o público maduro é a generalização desse grupo. As preferências e necessidades variam de acordo com a idade e o local de residência, especialmente no mercado latino-americano. O estudo abordou essa questão, realizando análises específicas e segmentando esse público em duas gerações predominantes. A “Geração Prateada” é composta por indivíduos nascidos entre 1946 e 1964, que vivenciaram o período pós-guerra e a consolidação do capitalismo. Influenciados por este contexto, desenvolveram crenças relacionadas à escassez, mas também lideraram movimentos de contracultura, promovendo ideais de igualdade e liberdade. De acordo com o estudo Tsunami Latam, 55% dessa geração ainda estão no mercado de trabalho, 36% são aposentados, a maioria vive com o cônjuge, tem filhos. Além disso, 47% sentem que não são vistos pelas empresas, marcas e governo. Por outro lado, a “Geração Invisível”, também conhecida como Geração X, inclui pessoas nascidas entre 1965 e 1979. Esta geração, marcada pelo início da globalização e do avanço tecnológico, valoriza a acumulação de riqueza e bens materiais. Acreditam que, com dedicação ao trabalho, podem realizar seus desejos pessoais. Isso explica por que 78% dos entrevistados dessa faixa etária continuam ativos profissionalmente. Essa geração também assume grandes responsabilidades familiares, com 28% ajudando financeiramente filhos ou netos, 15% apoiando os pais financeiramente e 20% nas atividades diárias.

    29 de janeiro de 2024 / 0 Comentários
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