12 de Junho de 2025 | Redação The Silver Economy Casal de longevos | Crédito: cottonbro studio – Pexels No Mês dos Namorados, especialistas chamam atenção para os desafios e prazeres de se relacionar na terceira idade O amor não tem prazo de validade. E cada vez mais pessoas com 60 anos ou mais estão redescobrindo a vida afetiva, iniciando novos relacionamentos ou fortalecendo vínculos duradouros. No entanto, mesmo com o crescimento da população longeva no Brasil, os relacionamentos na terceira idade ainda enfrentam tabus — e muitas vezes, são marcados por abusos silenciosos e pouco discutidos. Segundo o IBGE, o Brasil tem mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, e muitos desses indivíduos buscam, sim, novas conexões afetivas e sexuais. Além de representar uma nova fase de descobertas e companheirismo, os relacionamentos maduros também trazem diversos benefícios para a saúde emocional e física. Pesquisas como o Study of Adult Development (Estudo de Desenvolvimento Adulto, em livre tradução), conduzido desde 1938 pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, mostram que manter vínculos afetivos estáveis pode reduzir o risco de depressão, fortalecer a autoestima, ampliar a rede de apoio e até mesmo contribuir para o envelhecimento saudável e ativo, sugerindo como a socialização se torna um fator bastante benéfico. “Relacionar-se faz bem. O afeto, o toque, a convivência e o sentimento de ser importante para alguém são fundamentais em qualquer fase da vida. E na maturidade, podem ser ainda mais valiosos. O amor pode ser uma força que impulsiona o cuidado com a saúde, o bem-estar e a vontade de viver”, explica o psicólogo Francisco Carlos Gomes, especialista em envelhecimento. No entanto, ele alerta que nem todos os relacionamentos são saudáveis. “Entre os idosos, há casos de violência emocional, chantagem afetiva, controle financeiro, isolamento social e relações marcadas por dependência. Tudo isso também é violência”, afirma. Para o especialista comportamental Jotta Junior, também cofundador do canal Longidade, é preciso quebrar o tabu de que o idoso deve apenas cuidar dos outros ou viver em solidão. “Existe um imaginário social que infantiliza ou invisibiliza o idoso no campo afetivo. Muitos são tratados como se não tivessem mais o direito de se apaixonar, namorar, desejar. Isso é uma forma de etarismo que gera culpa, vergonha e repressão”, diz. Ambos reforçam que é possível viver relações amorosas maduras, saudáveis e enriquecedoras após os 60 — e que a sociedade precisa enxergar o envelhecimento de forma mais positiva e livre de preconceitos. E complementam que vale também o alerta para quando essas relações também não são seguras ou saudáveis, situações que existem em todas as gerações.
PUC-Rio lança o programa de bolsas Mais 50 para o segundo semestre letivo
10 de Junho de 2025 | Redação The Silver Economy PUC-Rio lança programa de bolsas inédito para alunos com mais de 50 anos – Foto: Divulgação Candidatos selecionados no Vestibular de Inverno poderão pleitear o benefício que oferece 50% de desconto na mensalidade A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) lançou um programa inédito de bolsas para pessoas com mais de 50 anos, que começa a valer já a partir do segundo semestre de 2025 para os candidatos que forem selecionados no Processo Seletivo de Inverno (Vestibular de Inverno) da universidade. Serão duas bolsas com 50% de desconto no valor da mensalidade em cada turno de todos os cursos de graduação. A seleção é feita com base na nota do Enem (de 2020 a 2024) e do último Vestibular da PUC-Rio 2025. De acordo com o reitor da PUC-Rio, Padre Anderson Antonio Pedroso, SJ, a diversidade no ambiente do ensino superior é uma marca da atual gestão. “A inclusão do público 50+ no universo acadêmico proporciona uma troca de saberes e uma solidariedade entre gerações. A universidade é para todos, para quem quiser estudar. Nossa missão é criar oportunidades para todos os grupos sociais, fomentando suas potencialidades”, comentou. A iniciativa está ligada à Vice-Reitoria de Extensão e Estratégia Pedagógica (VREEP) e faz parte de um programa que visa à promoção da saúde. Segundo a gerente de Programas Extensionistas de Engajamento Comunitário, Fernanda Pina, a ideia de incluir o público mais velho na universidade começou ainda nos anos 80, mas foi se modificando ao longo do tempo. “Hoje, o contexto é diferente. Não são vagas segregadas, mas para incluir estas pessoas com mais idade que já fazem parte do nosso universo acadêmico. Hoje, temos mais de 100 alunos acima da faixa etária convencional espalhados pelo campus, alguns de até 80 anos. O objetivo é promover a inclusão em uma instituição que oferece um ensino de qualidade, exercendo o papel da universidade como promotora de saúde”, explicou. Serão elegíveis para participar do processo de bolsas Mais 50 os candidatos que forem chamados na primeira convocação do Processo Seletivo de Inverno da PUC-Rio 2025. Excepcionalmente, havendo bolsas remanescentes, poderá ser realizada nova etapa do processo seletivo de bolsa a critério da universidade. Realizada nova etapa do processo seletivo de bolsa, poderão participar todos os candidatos elegíveis em qualquer uma das convocações do Processo Seletivo de Inverno 2025.
Sesc São Caetano promove atividades gratuitas para pessoas com 60+ em junho
28 de Maio de 2025 | Redação The Silver Economy Foto: corpo brinquedo meu1 – Simone Ezaki Aulas de marcenaria, pintura e dança são ofertadas na temporada Durante o mês de junho, o Sesc São Caetano realiza uma programação voltada ao público com 60 anos ou mais, com ações educativas e socioculturais que integram o Programa Trabalho Social com Pessoas Idosas (TSPI) promovido pelas unidades do Sesc SP. Com base na diretriz “Praticar a Autonomia e a Alteridade”, o programa tem como objetivo incentivar o protagonismo da pessoa idosa, valorizando sua participação ativa na construção e troca de saberes e experiências. Todas as atividades são exclusivas para pessoas com 60 anos ou mais. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas online pelo portal Sesc SP. A programação inclui oficinas práticas e vivências culturais, como a atividade “Marcenaria: marchetaria e reparos em casa”, com o coletivo Lumberjills, que acontece às segundas-feiras, de 2 a 30 de junho, das 14h às 16h, no Espaço de Tecnologias e Artes (ETA). A proposta oferece noções básicas de reparos domésticos e marchetaria, fortalecendo a autonomia e a criatividade manual dos participantes. No sábado, 14 de junho, das 10h às 13h, o artista Luiz Pasqualini ministra a oficina “Introdução à pintura a óleo”. Em sua trajetória, marcada por experiências populares e pela observação do cotidiano, Pasqualini compartilha técnicas básicas dessa linguagem artística, incentivando a expressão individual e sensível por meio das artes visuais. Já nos dias 18 e 25 de junho (quartas), das 14h às 15h30, a dançarina e educadora Roberta Larizza conduz a oficina “Corpo, Brinquedo Meu – Ritmos do Ciclo Junino”. A vivência parte de ritmos tradicionais como o coco, cacuriá, ciranda e jongo, propondo uma sensibilização rítmica e corporal inspirada nas festas coletivas e nas manifestações populares do Brasil. A atividade acontece na Convivência – Palco. SERVIÇO: Sesc São Caetano Local: Rua Piauí -554 Santa Paula – São Caetano do Sul Datas: Junho Inscrições: Online – dia 28/05 a partir das 15h Telefone para informações: (11) 4223-8800 Horário de atendimento/bilheteria do Sesc São Caetano: De segunda a sexta, 11:00 às 20:00, sábados e feriados, das 9:00 às 17:30. Para informações sobre outras programações acesse o portal sescsp.org.br/saocaetano
Levantamento revela setores que mais contratam profissionais 45+
28 de Maio de 2025 | Redação The Silver Economy Profissionais 45+ | Foto: Uinstock A pesquisa, desenvolvida pela Talento Sênior, também apresenta quais são os principais desafios que eles ajudam a resolver, especialmente nas PMEs Dados recentes da Talento Sênior – empresa de Talent as a Service, que promove a trabalhabilidade de profissionais 45+ sob demanda – mostram que os setores de Consultoria, Serviços, Agro, Educação, ONG, Logística, Indústria, ESG e Tech lideram as oportunidades para talentos mais experientes. Além disso, os perfis prioritários para contratação, especialmente por PMEs, são por profissionais estrategistas nas áreas: comercial, finanças, RHs. gerentes de processos e qualidade. Segundo a CDO da Talento Sênior, Cris Sabbag, as PMEs estão focadas em eficiência e resultados na busca de crescimento sustentável alinhado às necessidades de mercados dinâmicos. Por isso preferem apostar em profissionais com expertise, capazes de impulsionar vendas, otimizar a gestão financeira, estruturar políticas de pessoas e aumentar a eficiência operacional. Segundo a apuração, os desafios que os profissionais maduros são mais demandados, por segmento são: Consultoria: atuação em projetos de estratégia, eficiência operacional, transformação digital e inovação. Comercial: capacidade de expandir carteiras de clientes e gerar receita em mercados competitivos. Finanças: CFOs e gerentes financeiros mais maduros para garantir rigor na gestão de custos e apoiar o crescimento sustentável. RH: gestores com vivência para estruturar processos de atração, retenção e desenvolvimento de talentos. Processos e Qualidade: experientes na padronização de operações e melhoria contínua, profissionais desse perfil apoiam o aumento de eficiência interna. Neste cenário de PMEs, segundo Cris Sabbag, o modelo de contratação no conceito TaaS (Talent as a Service), do qual a Talento Sênior foi a primeira empresa no Brasil a propor, favorece a contração de profissionais 45+, já que oferece: flexibilidade, sem burocracias hierárquicas; especialização para atuar por projeto, de forma temporária e interina; resiliência com profissional mais preparado para crises e estruturação interna. O modelo TaaS permite ao profissional 45+ negociar os dias/horas que ele pode dedicar a cada empresa que desejar atender. A vantagem para as empresas é contar com a experiência de um profissional que teve uma carreira de destaque, com conhecimentos relevantes, e que poderá ser utilizada em um projeto específico ou para a solução de problemas. “A contratação dos 45+ está conectada diretamente aos desafios mais críticos das empresas: crescer com segurança, profissionalizar a gestão e aumentar a eficiência. Profissionais maduros trazem não apenas conhecimento técnico, mas maturidade emocional e visão estratégica, fundamentais para enfrentar períodos de incerteza”, afirma a equipe da empresa.
Holiday Inn Parque Anhembi recebe o Fórum da Longevidade, que destaca o protagonismo do viajante 60+
23 de Maio de 2025 | Redação The Silver Economy Créditos: Reprodução – Revista Melhor Viagem 60 O evento que acontece no hotel paulistano chega em sua 3ª edição consolidado como o maior evento B2B dedicado ao turista sênior no Brasil O Holiday Inn Parque Anhembi, um dos maiores centros de eventos hoteleiros de São Paulo, recebe, no dia 26 de maio, o Fórum da Longevidade, que integra a programação da Expo Turismo 60+ – O primeiro evento que aborda o turismo maduro. A Expo Turismo 60+ tem como objetivo apoiar e conectar agentes de viagens, hotéis e prestadores de serviços ao universo do turismo maduro e busca capacitação de profissionais e personalização do atendimento a esse público. Em sua programação estão presentes palestras, painéis, workshops e oportunidades de network, além da celebração e promoção do turismo voltado ao público acima dos 60 anos. A presença crescente de viajantes maduros nos destinos turísticos evidencia uma tendência que demonstra que o público 60+ está ativo, curioso, com poder de consumo elevado e em busca de viver experiências significativas. Além de movimentar bilhões por ano no setor de turismo, esse grupo também é um dos mais fiéis e engajados, priorizando conforto, segurança, atendimento de qualidade e práticas culturais. “Receber o Fórum da Longevidade em nosso hotel será uma honra. Acreditamos no turismo como ferramenta de inclusão, bem-estar e conexão entre gerações. O público maduro tem um papel fundamental nesse cenário, e estamos preparados para atendê-lo com toda a atenção que merece”, afirma Patricia Perrone – Gerente Geral do Holiday Inn Parque Anhembi. Durante o Fórum, serão discutidos temas como acessibilidade, viagens em grupo e saúde emocional na terceira idade com especialistas e profissionais do setor. Com uma estrutura completa e localização estratégica muito próxima ao Distrito Anhembi, o Holiday Inn Parque Anhembi segue como um importante parceiro para eventos que ampliam o olhar para o turismo maduro no Brasil. As inscrições para o 3º Fórum de Turismo 60+ já foram oficialmente encerradas devido à lotação máxima ter sido atingida. Não serão aceitas inscrições no local.
Sebrae traz palestra sobre Reinvenção 50+ em Semana do Mei
23 de Maio de 2025 | Larissa Gabriel Alvares Créditos: Reprodução Sebrae Especialistas comentam caminhos para autonomia e sustentabilidade após os 50 anos No dia 28/05, às 14h30, Arine Rodrigues e Marcos Ferreira participarão da palestra Semana do Mei, desenvolvida pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Os especialistas em longevidade pela FGV e cofundadores da Silver Hub, aceleradora de startups focada no mercado sênior, trazem reflexões práticas e insights sobre como o empreendedorismo e a organização financeira são os grandes aliados de quem quer envelhecer com liberdade. Arine é co-realizadora do vida60+Expo, o maior evento de Longevidade do Nordeste. Marcos é co-fundador do Homens de Prata, projeto que nasceu com o propósito de conectar homens da geração prateada. Juntos, os especialistas irão propor caminhos para autonomia e sustentabilidade para pessoas com 50 anos ou mais que querem se reinventar no mercado. Com vagas limitadas, o evento acontece presencialmente na unidade Sebrae da Capital Centro, localizada na Rua 24 de Maio, 32. As inscrições devem ser feitas antecipadamente pelo site da organização. Serviço: Evento: Sebrae – Semana do Mei Data: 28/05/2025 Horário: 14h30 Local: Sebrae – Capital Centro. R. 24 de Maio, 32 – Centro. Link de inscrição: https://inscricao.sebraesp.com.br/produto/turma/35054726
11 dicas para idosos e familiares se protegerem de golpes virtuais relacionados ao INSS
21 de Maio de 2025 | Redação The Silver Economy Crédito: Kampus Production – Pexels Especialista de Ciência da Computação da FEI explica sinais de alerta e sugere práticas para identificar fraudes e proteger os idosos no ambiente digital Desde o começo deste mês de maio, o INSS estima que cerca de 4 milhões de aposentados e pensionistas foram surpreendidos por mensagens prometendo dinheiro fácil ou alertando sobre supostos problemas nos benefícios. Algumas dessas mensagens diziam que era possível resgatar valores altos, como R$15 mil, com apenas alguns cliques. Outras pediam informações pessoais e bancárias por telefone ou WhatsApp. Com o avanço da digitalização dos serviços públicos, muitos beneficiários têm encontrado dificuldades para lidar com plataformas digitais e acabam se tornando alvos para fraudadores. De acordo com a mais recente pesquisa Índice de Alfabetismo Funcional (Inaf), que coletou dados em 2024, apenas 6% das pessoas entre 50 e 64 anos tiveram alto desempenho nos testes digitais, acertando dois terços ou mais do teste. Na outra ponta, os que tiveram baixo desempenho, aqueles que erraram todas as questões ou acertaram até um terço delas, foram quase metade, 48%. Na faixa de acertos entre um terço e dois terços, foram 46%. Aproveitando-se de um caso real de descontos indevidos nos benefícios do INSS amplamente divulgados, criminosos passaram a enviar mensagens com promessas de reembolso, liberação de valores ou atualização cadastral, geralmente exigindo pressa, informações pessoais ou pagamentos via Pix. As abordagens, por telefone ou aplicativos de mensagens, imitam a linguagem de órgãos oficiais, mas escondem armadilhas. À luz de situações de risco como essa, para auxiliar idosos na prevenção a golpes digitais, o professor Paulo Sergio Rodrigues, pesquisador da área de Ciência da Computação da FEI (Fundação Educacional Inaciana), compartilha orientações para o dia-a-dia voltadas a esse público e familiares. Dicas de segurança: 01) Nunca informe senhas ou dados pessoais por telefone, e-mail ou mensagens; 02) Desconfie de promessas de dinheiro fácil ou mensagens com tom de urgência; 03) Não clique em links recebidos por WhatsApp, SMS ou e-mail sem confirmar a fonte; 04) Ative a verificação em duas etapas no app Meu INSS e no gov.br para deixar sua conta mais segura; 05) Não instale aplicativos enviados por desconhecidos; 06) Use apenas os canais oficiais – Meu INSS, site gov.br, telefone 135 ou agências físicas; 07) Nunca salve senhas no navegador ou anote em papéis deixados à vista; 08) Caso precise sempre peça ajuda antes de aceitar qualquer proposta online; 09) Mantenha o celular com bloqueio de tela por senha, digital ou padrão de desbloqueio (padrão de desenho); 10) Desative mensagens e alertas que aparecem na tela antes de desbloquear o celular. E só instale aplicativos da loja oficial (Play Store ou App Store), nunca de links enviados por mensagens; 11) Em caso de dúvida, desligue o telefone ou ignore a mensagem e procure um familiar. “Mais do que prevenir fraudes, essas ações ajudam a fortalecer a autonomia dos idosos no ambiente digital. A educação para o uso seguro da tecnologia deve ser tratada como prioridade — tanto por famílias quanto por políticas públicas. Ao adotar medidas simples no dia a dia, é possível criar uma rede de proteção mais eficaz e consciente”, afirma o professor Paulo.
Vírus Sincicial Respiratório (VSR): novo estudo revela como o vírus afeta e impacta a vida dos brasileiros 60+
21 de Maio de 2025 | Redação The Silver Economy Crédito: Tima Miroshnichenko – Pexels Dados brasileiros analisados por uma década mostram que idosos com comorbidades, infectados pelo VSR, tiveram altas taxas de admissão em UTI e letalidade Um novo estudo, que analisou dados brasileiros entre 2013 e 2023, demonstra como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) pode afetar significativamente adultos com 60 anos ou mais no Brasil, especialmente aqueles com alguma condição crônica de saúde, também chamada de comorbidade. O VSR é um vírus comum que infecta o trato respiratório, podendo afetar desde o nariz até os pulmões, e costuma acometer principalmente crianças pequenas causando bronquiolite, e idosos, podendo descompensar doenças crônicas ou até causar pneumonia. Estima-se que 64 milhões de pessoas em todo o mundo, de todas as idades, sejam afetadas pelo VSR todos os anos, incluindo adultos com doenças crônicas. Somente em 2025, até o dia 3 de maio, foram notificados 24.571 casos de hospitalização por Síndrome Respiratória Aguda Grave, no Brasil. Entre estes, 50% foram causados pelo VSR, nas quatro semanas que antecederam a data, de acordo com o Boletim Epidemiológico InfoGripe, divulgado pela Fiocruz. Em relação aos óbitos por SRAG, no mesmo período, 11% tiveram como causa o VSR. A pesquisa, que foi apresentada com exclusividade no 13º Simpósio Internacional de VSR, realizado em março de 2025, em Foz do Iguaçu, analisou casos de adultos com e sem comorbidades hospitalizados, com diagnósticos confirmados de VSR, em sistemas de saúde públicos e privados do Brasil. “Ao realizar uma análise retrospectiva de dados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), de 1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2023, essa década de dados de hospitalização no país nos mostrou que o VSR afeta significativamente adultos e indivíduos com condições crônicas, e que a presença de uma ou mais comorbidades aumenta consideravelmente as taxas de admissão em UTI”, explica a infectologista Lessandra Michelin (CRM 23494-RS), líder médica de vacinas VSR da GSK e uma das autoras do estudo. Ao todo foram identificados 3.348 casos de VSR em adultos com 60 anos ou mais durante esses 10 anos, e os dados epidemiológicos mostram a extensão do impacto do vírus na saúde desses pacientes. As taxas de internação subiram de 0,27, em 2013, para 2,07 por 100.000 habitantes/ano em 2023. A maior taxa foi observada em 2022 com 2,99 por 100.000 habitantes/ano. O tempo médio de internação hospitalar foi de 13 dias, sendo que 30,9% dos pacientes necessitaram de cuidados em UTI e 69,8% utilizaram suporte ventilatório. A taxa média de letalidade foi de 25,9%, variando de 21% em 2013 a 30,7% em 2017. Entre os casos, 74,9% apresentavam pelo menos uma condição crônica, sendo as mais comuns as doenças cardiovasculares (64,2%), diabetes (32,0%) e doenças pulmonares (26,5%). “Esse estudo nos permite conhecer a magnitude do problema já que o VSR normalmente é considerado um vírus que infecta somente crianças, e isso, na realidade, sabemos que não é verdade. O Vírus Sincicial Respiratório tem um potencial de causar doença grave tanto em crianças quanto em adultos, principalmente se esses adultos tiverem comorbidades, como diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), asma e insuficiência cardíaca. Esses pacientes que apresentam alguma doença associada tendem a ter uma evolução menos favorável, maior tempo de internação, mais complicações e maior chance de óbito. Então, esse estudo veio para corroborar a hipótese de que realmente pessoas com comorbidades têm desfechos piores quando acometidos por uma infecção por VSR. Com isso, há uma grande necessidade de prevenir a infecção nesse grupo específico de pacientes, e proporcionar um melhor cuidado aos mesmos”, esclarece Rosemeri Maurici da Silva (CRM 5465-SC), médica e também uma das autoras da pesquisa. Mais sobre o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) Segundo o infectologista Clóvis Arns da Cunha (CRM 11234-PR), o VSR é um vírus respiratório subdiagnosticado, devido à falta de testes de rotina, e co-circula com a COVID-19 e Influenza (gripe) ao longo do ano, com pico de incidência no outono e inverno. “O VSR apresenta um quadro clínico parecido e indistinguível de outras viroses respiratórias. Por isso há necessidade de testes microbiológicos. Muitas vezes os casos de infecção pelo VSR são subnotificados. Quando olhamos o cenário epidemiológico no Brasil, conseguimos identificar a circulação ao longo de todo o ano, com picos de sazonalidade entre março e agosto. Os testes coletados em pacientes com viroses respiratórias, incluindo casos de pneumonia, muitas vezes não incluem a pesquisa do VSR. Assim, temos uma vigilância impactada pela subdetecção. Em contrapartida, quando olhamos o cenário privado, onde o VSR é mais frequentemente pesquisado, a prevalência do vírus é consideravelmente maior e possui co-circulação ainda mais relevante, tendo seu pico de incidência (outono e inverno) geralmente antes da gripe (inverno)”, afirma. A transmissão do VSR acontece por meio de gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro e contato com superfícies contaminadas. A fase contagiosa dura de 3 a 8 dias, mas algumas pessoas, especialmente aquelas com um sistema imunológico enfraquecido, podem transmitir o vírus por até 4 semanas. Qualquer pessoa, de qualquer faixa etária, pode contrair o VSR, e infecções repetidas podem ocorrer ao longo da vida, pois a imunidade por infecção não é duradoura. De acordo com o pediatra infectologista Renato Kfouri (CRM 59492-SP), uma pessoa pode transmitir o VSR para até três pessoas e, para complicar, indivíduos que convivem com crianças infectadas pelo VSR têm mais chance de se infectar em casa.“É o que chamamos de infecção cruzada. Ou seja, os bebês e crianças em idade escolar são expostas e infectadas pelo VSR em ambientes como creches, escolas, parquinhos e festinhas, e acabam transmitindo o vírus aos adultos que têm convivência próxima, como pais e avós. Pesquisas apontam que pessoas em contato com crianças com VSR tem 22,6 vezes mais chances de apresentar infecção por esse vírus”, alerta. Prevenção A Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e outras importantes sociedades médicas brasileiras recomendam a vacinação como uma das principais formas de prevenção contra o VSR. A infectologista Nancy
Data8 lança a série ‘Brasil Prateado’ e reforça protagonismo na economia da longevidade
16 de Maio de 2025 | Larissa Gabriel Alvares Banner de divulgação | Créditos: Reprodução “Se você quer liderar a mudança, e não apenas reagir a ela, este é o momento”, afirma a equipe da Hype50+. Série será lançada em 28 de maio e terá 8 episódios distribuídos ao longo do ano Fundada em 2016, a Hype50+ surgiu com o propósito de compreender e dar voz a um país que começava a viver o século da longevidade. Desde então, a consultoria se consolidou como uma referência no estudo e inovação voltados ao público 50+. O lançamento da pesquisa Tsunami 60+ marcou essa história como o maior levantamento já feito com esse público no país, e também levou a criação do Data8, hoje considerado o principal hub de dados, tendências e inovação sobre a economia da longevidade no Brasil e na América Latina. Idealizada por Layla Vallias e Cléa Klouri, a Hype50+ conta atualmente com quatro sócias de diferentes gerações, unidas pelo propósito de cocriar uma sociedade mais inclusiva e próspera para todas as idades. Ao longo dos últimos oito anos, a equipe tem contribuído para mudar a forma como o mercado e a sociedade enxergam o envelhecimento, por meio de estudos de impacto como Tsunami Prateado (2021), Indústrias Prateadas (2024), e relatórios sobre menopausa, saúde da mulher e velhices periféricas. Agora, a consultoria prepara o lançamento de um novo projeto: Brasil Prateado, uma série de oito conteúdos ao longo do ano que trarão os principais insights sobre longevidade, com vídeos, lives, encontros e materiais inéditos. O objetivo é provocar reflexão, inspirar inovação e ampliar o debate em torno da maturidade no Brasil. O pontapé inicial da série será dado no dia 28 de maio, com uma live de lançamento aberta ao público. A equipe da Hype convida os interessados a votar, por meio do Linkedin, no melhor horário para participar do evento. “Se você quer liderar a mudança, e não apenas reagir a ela, este é o momento”, afirma a equipe.
Paraná lança programa inédito no Brasil para idosos conquistarem o sonho da casa própria
13 de Maio de 2025 | Redação The Silver Economy Paraná lança programa inédito no Brasil para idosos conquistarem o sonho da casa própria | Foto: Jonathan Campos/AEN Projetos preveem repasse de R$ 80 mil para que pessoas com mais de 60 anos paguem o valor de entrada e possam financiar imóveis junto à Caixa Econômica com prazo reduzido. Medida é pioneira no Brasil e reforça o papel do Estado como referência nacional em habitação O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou nesta terça-feira (13), no Palácio Iguaçu, uma iniciativa inédita no Brasil para permitir que idosos conquistem uma casa própria. O programa, chamado de Casa Fácil Paraná Terceira Idade, garante subsídios de R$ 80 mil para que pessoas com mais de 60 anos usem de entrada na aquisição da moradia, reduzindo o prazo total de pagamento, que é a principal barreira enfrentada por esse público em processos de financiamento habitacional. A medida pioneira reforça o papel do Paraná na vanguarda das políticas públicas de habitação. O público-alvo são idosos com renda de até quatro salários mínimos, que não possuem imóvel, não foram beneficiados por outros programas habitacionais e que tenham crédito aprovado pela Caixa Econômica Federal no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida. “Essa é uma política social estruturante e justa. Estamos olhando com atenção para uma parcela da população que, muitas vezes, tem dificuldade de conquistar autonomia e segurança no acesso à moradia. Com esse incentivo, muitos idosos poderão realizar o sonho da casa própria, com dignidade e qualidade de vida”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior durante o anúncio. O aporte inicial previsto para atender a nova modalidade é de R$ 80 milhões, o suficiente para atender mil idosos paranaenses nesta primeira etapa. Como já ocorre na categoria geral do Casa Fácil, o recurso será transferido diretamente à Caixa, sendo utilizado para abater o valor de entrada exigido no contrato de financiamento, além de reduzir o valor das prestações mensais, considerando um período mais curto para pagamento. Desde 2019, as políticas estaduais de habitação já beneficiaram mais de 110 mil famílias, entre casas entregues, em construção ou em fase de contratação. Os investimentos no período somaram R$ 1,2 bilhão do tesouro estadual e movimentaram outros R$ 18 bilhões em investimentos privados no setor da construção civil. Segundo o presidente da Cohapar, Jorge Lange, o lançamento da modalidade voltada à terceira idade, assim como outras vertentes do programa, deve ampliar esses números. “O programa Casa Fácil, que se tornou referência para o Brasil, entra em uma nova etapa com o lançamento de outras frentes de trabalho que vão atender públicos que normalmente têm mais dificuldade de ter acesso a uma moradia”, declarou. O secretário das Cidades, Guto Silva, disse que o programa reflete o planejamento do Estado para o futuro. “A população está envelhecendo e temos que olhar com carinho para os mais idosos. É mais uma frente de investimento do Governo do Estado para ajudar os cidadãos e os municípios, reforçando o papel da gestão pública na promoção de melhorias na vida das pessoas“, disse. Acesso Facilitado Uma das principais dificuldades enfrentadas por pessoas idosas que tentam financiar um imóvel está relacionada ao prazo máximo permitido para quitação do contrato. Pelas regras da Caixa, a soma da idade do comprador com o prazo de pagamento não pode ultrapassar 80 anos e 6 meses. Isso significa que, quanto mais velho o proponente, menor o tempo disponível para parcelar o valor – o que, na prática, eleva significativamente o valor das parcelas. “Normalmente, os idosos têm muita dificuldade porque o prazo de financiamento é exíguo para eles, então os valores de entrada acabam ficando muito altos e eles não conseguem comprar os imóveis. Com essa modalidade, com certeza teremos mais idosos com casa própria no Paraná”, afirmou o superintendente de programas da Cohapar, Kerwin Kuhlemann. Além disso, o financiamento habitacional exige o pagamento de uma entrada, que pode variar entre 10% e 20% do valor total do imóvel. Para quem tem renda limitada ou depende exclusivamente da aposentadoria, esse valor costuma ser alto demais, tornando o financiamento inviável. Sem o pagamento da entrada, a maior parte dos pedidos sequer costuma ser aprovada pela Caixa. A nova frente de atuação do Casa Fácil Paraná considera as projeções de envelhecimento da população paranaense feitas pelo último Censo, que aponta que até 2030 o Estado deverá ter mais idosos do que crianças. Com essa mudança de perfil, cada vez mais pessoas não conseguirão assumir longos prazos de financiamento. A execução será feita dentro do contrato vigente entre o Governo do Estado, por meio da Cohapar, com a Caixa Econômica. A medida evite a necessidade de ajustes burocráticos no programa e permite a sua operacionalização nos 399 municípios paranaenses. Conquista Para o casal Idalino dos Santos, de 62 anos, e Paulina Muller, de 68 anos, o benefício do Governo do Estado será fundamental para que os dois consigam, depois de muitos anos de trabalho, conquistar a casa própria. Com o subsídio, o valor de entrada cai de R$ 88 mil para R$ 8 mil. Os dois já tinham demonstrado interesse em participar dos programas habitacionais do Estado, mas por causa da idade de ambos, o valor de entrada ficava inacessível. “Não teria como comprar uma casa sem isso. Sou costureira, ele é motorista. Vivemos com a nossa sogra. Não tem como juntar tanto dinheiro. Com essa ajuda do governo é diferente. Agora nós vamos conseguir ter tranquilidade para os próximos anos”, contou Paulina. Os dois moram em Assis Chateaubriand, na região Oeste do Paraná, onde um empreendimento com 686 unidades está em fase de construção, com previsão de entrega para 2026. Com o programa, além de ter um valor de entrada muito mais baixo, os dois terão um financiamento acessível, com 180 parcelas de R$ 699. “Com um valor desses, dá para sonhar. Minha mãe tem a casa dela, mas somos em cinco irmãos. Mas nestas condições conseguimos pensar em ter um patrimônio próprio”, disse Idalino. Referência Nacional Além da