31 de Março de 2025 | Redação The Silver Economy

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Dados do SIVEP-Gripe apontam que internações de idosos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza aumentaram 189% no comparativo de 2024 com 2023
O mês de março marca oficialmente o início da temporada da gripe no Brasil e o início da campanha de vacinação contra a doença. Apesar de ser vista como comum e corriqueira, a gripe traz riscos que vão além de uma febre e mal-estar, podendo afetar, inclusive, a saúde cardiovascular. Ademais, uma gripe grave pode gerar impacto relevante nas hospitalizações por suas complicações, principalmente entre grupos de risco, como as pessoas com 60 anos ou mais.
Com a imunossenescência – processo natural de envelhecimento do sistema imunológico –, elas se tornam mais vulneráveis às complicações da doença, como pneumonias e insuficiência respiratória, mas os malefícios desse vírus podem ir além.
Estudos também indicam que, a partir dos 40 anos, o risco de ataque cardíaco aumenta em dez vezes e o de AVC, em oito vezes após uma infecção pelo vírus influenza. Para idosos, esse risco se mantém elevado mesmo após a infecção.
Hospitalizações e óbitos
Dados do SIVEP-Gripe revelam que, em 2024, as hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por influenza entre idosos no Brasil cresceram 189% em relação ao ano anterior. Esse aumento também se reflete nas admissões em UTI, que registraram um crescimento de 187%, e no de óbitos, que cresceram 157%.
Os dados apontam que a taxa de letalidade foi de 21,7%, ou seja, aproximadamente um a cada cinco idosos hospitalizados por SRAG devido à influenza faleceu.
“A gripe vai muito além dos sintomas respiratórios e pode impactar o corpo todo, especialmente em pessoas com imunidade mais baixa. Além disso, infecções virais como a influenza podem facilitar a invasão de bactérias, aumentando o risco de complicações graves. O vírus sofre mutações constantes, e por isso a vacinação anual é fundamental: a cada ano, a vacina é atualizada para protegercontra as cepas mais prevalentes. A vacinação não é apenas uma proteção individual, mas também coletiva, pois reduz a disseminação do vírus, protegendo os grupos mais vulneráveis”, explica a médica Rosana Richtmann, Infectologista do Instituto Emílio Ribas e chefe do Departamento de Infectologia do Grupo Santa Joana.
“A imunossenescência torna os idosos mais vulneráveis a infecções como a gripe, prolongando a recuperação e aumentando riscos. Conscientizar sobre a atualização da carteira vacinal é um passo fundamental para garantir uma velhice saudável e reduzir a gravidade da doença, evitando hospitalizações e protegendo a população mais vulnerável. Sem os cuidados necessários, as chances de uma simples gripe evoluir para um caso mais grave aumentam ainda mais e sobrecarregam o sistema de saúde”, enfatiza Dra. Maisa Kairalla Geriatra e presidente da Comissão de Imunização da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
Vacinação e prevenção
A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de reduzir complicações, internações e óbitos associados ao vírus influenza, entretanto o aumento no número de hospitalizações e morte tem ligação direta com a hesitação vacinal. As taxas de imunização nesse grupo têm diminuído nos últimos anos, chegando a apenas 50% em 2024 e preocupando médicos e especialistas.
Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, garantir acesso à imunização e estimular a adesão às campanhas são medidas essenciais para reduzir os impactos da gripe e não somente proteger os grupos mais vulneráveis, mas garantir também a sustentabilidade dos sistemas de saúde.
Com diferentes opções de vacinas disponíveis – trivalente, quadrivalente e quadrivalente de alta dose –, a escolha deve levar em conta fatores como idade e condições de saúde, garantindo que cada indivíduo receba a proteção mais adequada.
Em 2023, a Sanofi, líder mundial em vacinas contra a gripe, trouxe para o Brasil a primeira e única vacina quadrivalente de alta dose existente no mundo, projetada para oferecer maior proteção aos idosos contra a gripe. Com indicação para a prevenção da doença causada por cepas de influenza A e B em pessoas a partir dos 60 anos de idade, Efluelda® apresenta quatro vezes mais antígeno (componente ativo) e fornece proteção superior contra os casos de gripe e as graves complicações da doença em comparação à dose padrão da vacina contra a doença.
“Como líder global em vacinas contra a influenza, a Sanofi trabalha continuamente para ampliar seus esforços em Pesquisa & Desenvolvimento e gerar dados robustos de eficácia, considerando a proteção além da gripe. Em todo o mundo, ao longo de 12 temporadas de gripe, nossos estudos com a vacina de alta dosagem já envolveram mais de 45 milhões de pessoas. Com isso, buscamos apoiar os sistemas de saúde com informações consistentes para a tomada decisões que possam melhorar a proteção das pessoas, principalmente os grupos mais vulneráveis”, declara Guillaume Pierart, General Manager de vacinas da Sanofi.