08 de Maio de 2025 | Por Juliana Cordeiro* Juliana Cordeiro, gerente de Recursos Humanos da Brasilata | Crédito: Divulgação A longevidade no mercado de trabalho não é mais uma tendência futura – é uma realidade presente. De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), estima-se que, até 2040, aproximadamente 57% da força de trabalho brasileira terá mais de 45 anos. Ocorre que, na contramão desse movimento, segundo a pesquisa “Mitos e realidades da diversidade geracional nas empresas”, realizada pela PwC Brasil e pela FGV EAESP, 72% dos gestores de grandes empresas priorizam a contratação de profissionais com menos de 40 anos. Esse cenário desafia as organizações a reavaliarem seus modelos de contratação e retenção, considerando que a diversidade geracional pode ser uma poderosa aliada na construção de ambientes mais inovadores e produtivos. É aí que entra a pauta de valorização de profissionais que passaram da casa dos 40 anos. E o que realmente diferencia esses profissionais dos mais jovens? Além da experiência técnica consolidada, eles carregam resiliência, visão estratégica e maturidade emocional, competências fundamentais para a tomada de decisões assertivas. Além disso, os 40+ atuam naturalmente como mentores, promovendo uma troca de conhecimento enriquecedora com as novas gerações. Empresas que reconhecem esse potencial não apenas fortalecem sua cultura organizacional, mas também se tornam mais competitivas diante de um mercado em constante transformação. Nesse sentido, a contratação de talentos acima dos 40, além de ser uma questão inclusiva, se apresenta como uma verdadeira estratégia de negócios. Em um cenário econômico cada vez mais dinâmico, as empresas devem olhar para esse público não apenas como um segmento a ser desenvolvido no mercado de trabalho, mas como um diferencial competitivo que agrega repertório, diversidade e, sobretudo, um olhar mais “old school” para o mundo corporativo. Iniciativas que promovem a inclusão de talentos 40+ dentro das organizações não apenas preenchem parâmetros éticos, como também contribuem diretamente para a diversidade de pensamento e de ação. Estudos indicam que equipes compostas por colaboradores de diferentes idades têm maior capacidade de adaptação e inovação. Quando há espaço para a colaboração entre profissionais de distintas gerações, o resultado é um ambiente de trabalho mais equilibrado e soluções mais criativas e eficazes. À medida que a população brasileira envelhece, as organizações precisam compreender que a contratação e a valorização de pessoas com mais de 40 anos não é apenas uma medida de responsabilidade social. Para as empresas que buscam prosperar em um cenário competitivo e cada vez mais globalizado, a inclusão de profissionais mais experientes é um passo essencial para a construção de um futuro mais resiliente. Investir na formação, atração e retenção de talentos com mais de 40 anos é uma forma de preparar as organizações para os desafios que estão por vir. Essa abordagem contribui para a construção de uma cultura organizacional mais forte, onde a diversidade não é vista como uma tendência passageira ou mero modismo, mas como um pilar fundamental para o sucesso no longo prazo. A inclusão etária, portanto, vai além de uma pauta de diversidade – trata-se de um diferencial estratégico. Criar políticas e iniciativas que incentivem a valorização dos profissionais 40+ é essencial para que as empresas aproveitem plenamente esse capital humano, impulsionando tanto o desenvolvimento interno quanto a sustentabilidade do negócio a longo prazo. *Juliana Cordeiro é gerente de Recursos Humanos da Brasilata.
Bigfral lança canal exclusivo para apoiar cuidadores, familiares e profissionais
02 de Abril de 2025 | Larissa Gabriel Alvares Homem mexendo em celular | Crédito: Pexels – cottonbro studio Com o intuito de promover o bem-estar e a troca de experiências, a marca oferece conteúdos educativos, promoções e suporte direto por meio de canal exclusivo via WhatsApp A Bigfral, marca referência no mercado de produtos para incontinência urinária, acaba de lançar um canal exclusivo no WhatsApp para apoiar cuidadores profissionais e familiares. O canal é um espaço para que esses profissionais – ou até mesmo familiares de pessoas que precisam de apoio, possam se aproximar da marca e se beneficiar com trocas de experiências, conteúdos exclusivos, e informações sobre cuidados e bem-estar. Segundo a marca “a iniciativa é um reforço do compromisso da Bigfral com a valorização dos cuidadores, que têm um papel fundamental na vida dos pacientes e impacto positivo na sociedade“. Com esse canal, a empresa visa reconhecer a importância desse público e proporcionar mais do que apenas produtos de qualidade, criando um ambiente colaborativo, onde cuidadores, tanto profissionais quanto familiares, podem ter acesso a conteúdos exclusivos sobre a condição, capacitações específicas sobre bem-estar e necessidades das pessoas acometidas pela incontinência urinária, vídeos com dicas práticas para o dia a dia e ainda aproveitar promoções especiais. Reprodução do Canal Bigfral no Whatsapp O WhatsApp foi escolhido como plataforma ideal por sua comunicação simples, rápida e acessível, permitindo uma interação ágil e eficiente com a marca. A iniciativa fortalece a liderança da BigFral no setor ao investir em novas tecnologias que facilitem o dia a dia dos cuidadores e usuários. No ano passado, a marca lançou a campanha “Histórias Reais de Cuidado”, uma ação que homenageou os cuidadores, apresentando histórias reais e destacando a importância desse trabalho na vida daqueles que necessitam de cuidado constante. Com essa ampliação dos canais de comunicação com o consumidor, a Bigfral enfatiza reafirmar seu compromisso em apoiar esses profissionais, proporcionando um ambiente informativo e confiável. Para acessar o canal de WhatsApp, basta acessar o link: https://urldefense.com/v3/__https://whatsapp.com/channel/0029Vb3jzTkGk1G2lik1be0L__;!!IfJP2Nwhk5Z0yJ43lA!PtKP8Y6AThZVPF8_EChvF4jrmu02fEt9mmjZP22qfIrHVy0F9MJG0t8vf9iPa4Bo9TQuPostvEFPxAS_3Iol9qlLC_UTKa26KyQFpw$
Brasilata lança programa de vagas afirmativas para público 40+
01 de Abril de 2025 | Redação The Silver Economy Banner do programa 40+ da Brasilata | Crédito: Divulgação. Iniciativa aposta na valorização da experiência e reforça o compromisso da empresa de embalagens com a inclusão e a diversidade etária A Brasilata, uma das maiores fabricantes brasileiras de embalagens inovadoras e sustentáveis, acaba de lançar um programa de vagas afirmativas voltadas para o público com mais de 40 anos. Com o projeto, a empresa foca em reforçar seu compromisso com a construção de uma equipe mais diversa, do ponto de vista etário, respeitando e valorizando a experiência e o conhecimento desse público. De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cerca de 57% da força de trabalho no Brasil terá, até 2040, mais de 45 anos de idade, criando, dessa forma, um enorme contingente de profissionais à disposição das diferentes atividades econômicas, dentre as quais está a indústria de embalagens. De olho nessa realidade, a Brasilata desenvolveu seu próprio projeto de inclusão etária, baseada, ainda, na compreensão de que, para alcançar a excelência em seus processos e continuar inovando em um mercado cada vez mais competitivo, é essencial contar com um time amplo e diversificado, que traga diferentes perspectivas e competências. O profissional de perfil 40+ pode desempenhar um papel estratégico, agregando conhecimentos adquiridos ao longo da carreira e uma visão amadurecida sobre os desafios e oportunidades que surgem no ambiente corporativo. Fachada de uma das fábricas da Brasilata (Crédito: Divulgação) De acordo com Juliana Cordeiro, gerente de Recursos Humanos da Brasilata, a ideia é aproveitar a experiência, a estabilidade e a resiliência desse público para integrá-lo ao ambiente de trabalho da Brasilata, criando uma equipe de “inventores”, como são chamados seus colaboradores, mais diversificada e comprometida com os valores da empresa. “Atualmente, 38% dos colaboradores da Brasilata têm mais de 40 anos. A empresa pretende ampliar essa participação nos próximos anos, alinhando-se às melhores práticas de inclusão etária e garantindo que profissionais experientes tenham oportunidades de contribuir com seu conhecimento acumulado e habilidades variadas”, afirma Juliana. Segundo a executiva, a inclusão do público 40+ na companhia ainda é vista como uma estratégia essencial para o fortalecimento da cultura organizacional, estimulando um clima de respeito e cooperação mútua entre profissionais de diferentes faixas etárias e gerações. “A experiência e a maturidade desses profissionais agregam valor às empresas, contribuindo para a inovação, sustentabilidade dos negócios e desenvolvimento organizacional. Além disso, é preciso ressaltar que iniciativas como essa ajudam a combater o etarismo e promover uma cultura corporativa mais diversa e equilibrada”, diz. Inscrições e requisitos Todas as vagas são inclusivas e estão abertas para profissionais com deficiência. Caso se enquadre, basta especificar essa informação na candidatura e informar o código do CID correspondente. Os locais das oportunidades são em: Jundiaí – SP, Estrela – RS, Rio Verde – GO, Recife – PE e Cimep – RJ. Os interessados em se candidatar a posições na Brasilata pelo programa de vagas afirmativas para o público 40+ devem realizar inscrição por este link.
Além da gripe: os riscos e impactos provocados pelo vírus da influenza
31 de Março de 2025 | Redação The Silver Economy Crédito: Divulgação. Dados do SIVEP-Gripe apontam que internações de idosos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza aumentaram 189% no comparativo de 2024 com 2023 O mês de março marca oficialmente o início da temporada da gripe no Brasil e o início da campanha de vacinação contra a doença. Apesar de ser vista como comum e corriqueira, a gripe traz riscos que vão além de uma febre e mal-estar, podendo afetar, inclusive, a saúde cardiovascular. Ademais, uma gripe grave pode gerar impacto relevante nas hospitalizações por suas complicações, principalmente entre grupos de risco, como as pessoas com 60 anos ou mais. Com a imunossenescência – processo natural de envelhecimento do sistema imunológico –, elas se tornam mais vulneráveis às complicações da doença, como pneumonias e insuficiência respiratória, mas os malefícios desse vírus podem ir além. Estudos também indicam que, a partir dos 40 anos, o risco de ataque cardíaco aumenta em dez vezes e o de AVC, em oito vezes após uma infecção pelo vírus influenza. Para idosos, esse risco se mantém elevado mesmo após a infecção. Hospitalizações e óbitos Dados do SIVEP-Gripe revelam que, em 2024, as hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por influenza entre idosos no Brasil cresceram 189% em relação ao ano anterior. Esse aumento também se reflete nas admissões em UTI, que registraram um crescimento de 187%, e no de óbitos, que cresceram 157%. Os dados apontam que a taxa de letalidade foi de 21,7%, ou seja, aproximadamente um a cada cinco idosos hospitalizados por SRAG devido à influenza faleceu. “A gripe vai muito além dos sintomas respiratórios e pode impactar o corpo todo, especialmente em pessoas com imunidade mais baixa. Além disso, infecções virais como a influenza podem facilitar a invasão de bactérias, aumentando o risco de complicações graves. O vírus sofre mutações constantes, e por isso a vacinação anual é fundamental: a cada ano, a vacina é atualizada para protegercontra as cepas mais prevalentes. A vacinação não é apenas uma proteção individual, mas também coletiva, pois reduz a disseminação do vírus, protegendo os grupos mais vulneráveis”, explica a médica Rosana Richtmann, Infectologista do Instituto Emílio Ribas e chefe do Departamento de Infectologia do Grupo Santa Joana. “A imunossenescência torna os idosos mais vulneráveis a infecções como a gripe, prolongando a recuperação e aumentando riscos. Conscientizar sobre a atualização da carteira vacinal é um passo fundamental para garantir uma velhice saudável e reduzir a gravidade da doença, evitando hospitalizações e protegendo a população mais vulnerável. Sem os cuidados necessários, as chances de uma simples gripe evoluir para um caso mais grave aumentam ainda mais e sobrecarregam o sistema de saúde”, enfatiza Dra. Maisa Kairalla Geriatra e presidente da Comissão de Imunização da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Vacinação e prevenção A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de reduzir complicações, internações e óbitos associados ao vírus influenza, entretanto o aumento no número de hospitalizações e morte tem ligação direta com a hesitação vacinal. As taxas de imunização nesse grupo têm diminuído nos últimos anos, chegando a apenas 50% em 2024 e preocupando médicos e especialistas. Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, garantir acesso à imunização e estimular a adesão às campanhas são medidas essenciais para reduzir os impactos da gripe e não somente proteger os grupos mais vulneráveis, mas garantir também a sustentabilidade dos sistemas de saúde. Com diferentes opções de vacinas disponíveis – trivalente, quadrivalente e quadrivalente de alta dose –, a escolha deve levar em conta fatores como idade e condições de saúde, garantindo que cada indivíduo receba a proteção mais adequada. Em 2023, a Sanofi, líder mundial em vacinas contra a gripe, trouxe para o Brasil a primeira e única vacina quadrivalente de alta dose existente no mundo, projetada para oferecer maior proteção aos idosos contra a gripe. Com indicação para a prevenção da doença causada por cepas de influenza A e B em pessoas a partir dos 60 anos de idade, Efluelda® apresenta quatro vezes mais antígeno (componente ativo) e fornece proteção superior contra os casos de gripe e as graves complicações da doença em comparação à dose padrão da vacina contra a doença. “Como líder global em vacinas contra a influenza, a Sanofi trabalha continuamente para ampliar seus esforços em Pesquisa & Desenvolvimento e gerar dados robustos de eficácia, considerando a proteção além da gripe. Em todo o mundo, ao longo de 12 temporadas de gripe, nossos estudos com a vacina de alta dosagem já envolveram mais de 45 milhões de pessoas. Com isso, buscamos apoiar os sistemas de saúde com informações consistentes para a tomada decisões que possam melhorar a proteção das pessoas, principalmente os grupos mais vulneráveis”, declara Guillaume Pierart, General Manager de vacinas da Sanofi.
Como o que você come pode definir seu futuro
25 de Março de 2025 | Redação The Silver Economy Crédito: Divulgação. Confira como a alimentação tem um impacto significativo na longevidade e qualidade de vida O envelhecimento é um processo natural, mas sua velocidade e impacto no organismo podem ser significativamente modulados por fatores externos, especialmente pela alimentação. Estudos recentes têm reforçado o papel da nutrição na longevidade, na preservação celular e na prevenção de doenças crônicas, trazendo um novo olhar sobre como a comida pode influenciar diretamente a qualidade de vida e a manutenção da juventude. “A ciência já comprovou que certos alimentos contêm compostos bioativos que atuam na regeneração celular, na redução da inflamação sistêmica e na melhora da função mitocondrial, elementos essenciais para retardar o envelhecimento e evitar doenças neurodegenerativas, cardiovasculares e metabólicas”, destaca o médico nutrólogo Dr. Ronan Araujo. Mas quais são esses alimentos? Como a escolha diária do que colocar no prato pode, de fato, impactar o futuro da saúde? A inflamação como ponto central do envelhecimento Pesquisas indicam que um dos principais gatilhos do envelhecimento precoce é a inflamação crônica de baixo grau, um estado silencioso que afeta a renovação celular e acelera danos ao DNA. Essa inflamação, muitas vezes imperceptível, está associada a uma série de doenças, incluindo diabetes, hipertensão, declínio cognitivo e osteoporose. A alimentação desempenha um papel fundamental nesse cenário, pois certos alimentos favorecem a inflamação, enquanto outros atuam como verdadeiros aliados na redução desse processo. A dieta ocidental, rica em carboidratos refinados, gorduras saturadas e produtos ultraprocessados, está diretamente relacionada ao aumento dos marcadores inflamatórios no corpo. Por outro lado, uma alimentação baseada em compostos bioativos, antioxidantes e gorduras saudáveis pode atenuar esse impacto e promover a longevidade celular. Os alimentos que atuam na preservação da juventude Pesquisas conduzidas em centros de longevidade ao redor do mundo têm demonstrado que populações com maior expectativa de vida seguem padrões alimentares específicos, caracterizados pelo alto consumo de vegetais, proteínas de alta qualidade, gorduras boas e compostos antioxidantes. Entre os alimentos mais estudados, destacam-se: – Vegetais crucíferos, como brócolis, couve e repolho, que contêm sulforafano, um composto com propriedades anti-inflamatórias e detoxificantes, essencial para a renovação celular. – Frutas vermelhas, como mirtilos, amoras e morangos, ricas em antocianinas e flavonoides, capazes de neutralizar radicais livres e reduzir o impacto do estresse oxidativo. – Peixes gordurosos, como salmão e sardinha, fontes de ácidos graxos ômega-3, fundamentais para a saúde cardiovascular, cerebral e articular. Estudos mostram que a ingestão regular desses peixes está associada à redução do risco de declínio cognitivo e doenças neurodegenerativas. – Azeite de oliva extravirgem, considerado um dos pilares da dieta mediterrânea, fornece polifenóis que modulam a resposta inflamatória e melhoram a saúde vascular. Uma pesquisa publicada na revista científica Nature Aging demonstrou que indivíduos que consomem regularmente azeite de oliva têm menor incidência de doenças cardiovasculares e metabólicas. – Cúrcuma, cujo principal composto ativo, a curcumina, possui potente ação anti-inflamatória e neuroprotetora, podendo auxiliar na prevenção do Alzheimer e na melhora da função cerebral ao longo dos anos. – Nozes e castanhas, fontes de selênio, vitamina E e ácidos graxos essenciais, fundamentais para a proteção celular contra danos oxidativos. Esses alimentos não atuam isoladamente, mas fazem parte de um contexto alimentar amplo, onde a variedade e o equilíbrio são essenciais para maximizar seus efeitos benéficos. Longevidade e microbiota intestinal: uma conexão indispensável O Dr. Ronan Araujo, enfatiza que outro aspecto crítico da alimentação antienvelhecimento é o impacto que ela tem na microbiota intestinal, o ecossistema de bactérias benéficas que habitam o trato digestivo e influenciam processos como imunidade, metabolismo e resposta inflamatória. A composição da microbiota se altera com o envelhecimento, e dietas pobres em fibras e ricas em ultraprocessados podem acelerar esse declínio, contribuindo para a inflamação sistêmica. Alimentos como kefir, iogurte natural, vegetais fermentados e prebióticos, como alho e cebola, ajudam a fortalecer a microbiota, promovendo um ambiente intestinal equilibrado e reduzindo a inflamação crônica, um dos fatores mais relevantes no processo de envelhecimento. Restrição calórica e jejum intermitente no envelhecimento Outro fator amplamente estudado é o impacto da restrição calórica e do jejum intermitente na longevidade. Evidências científicas sugerem que reduzir a ingestão calórica sem comprometer a nutrição pode ativar processos celulares de regeneração e reparo, como a autofagia – um mecanismo pelo qual as células eliminam componentes danificados e promovem sua própria renovação. Estudos conduzidos pelo National Institute on Aging indicam que indivíduos que praticam períodos estratégicos de jejum apresentam melhor função mitocondrial, menor inflamação e maior resistência ao estresse celular, fatores essenciais para um envelhecimento saudável. Entretanto, a adoção de estratégias como o jejum intermitente deve ser feita com acompanhamento profissional, para garantir um ajuste adequado à realidade metabólica de cada indivíduo. “A alimentação antienvelhecimento não é sobre dietas restritivas ou soluções momentâneas. Trata-se de um investimento diário e contínuo na saúde, que pode resultar em mais vitalidade, energia e proteção contra doenças crônicas.”. Conclui o Dr. Ronan Araujo. A ciência da longevidade já mostrou que o futuro da medicina está na prevenção – e a melhor forma de começar é pelo que colocamos no prato.
A importância da longevidade financeira diante da instabilidade econômica
24 de Março de 2025 | Redação The Silver Economy Crédito: Divulgação. De acordo com o Mapa da Inadimplência, a faixa etária acima de 60 anos representa 19,2% dos indivíduos com nome restrito Dados recentes do Mapa da Inadimplência, realizado pelo Serasa, indicam que a faixa etária acima de 60 anos representa 19,2% dos inadimplentes, enquanto os jovens de até 25 anos somam apenas 11,8%. Segundo Gleisson Rubin, diretor do Instituto de Longevidade MAG, esta diferença pode ser explicada por diversos fatores, como as questões da economia do país, o ato de gastar e não poupar, a despesa de empréstimos, o aumento dos custos com medicamentos e planos de saúde, entre outras razões. “É essencial que as pessoas tenham uma reserva financeira ou uma previsão de fluxos de renda. Dessa forma, poderão cobrir suas necessidades futuras com tranquilidade“, aponta Rubin. Todos os meses, o Instituto de Longevidade MAG realiza a análise do IPCA 50+, um índice que avalia o impacto da inflação no orçamento desta faixa etária. De acordo com os dados recentes, a inflação para a população longeva registrou uma alta de 1,13% em fevereiro de 2025 em relação ao mês anterior, já o acumulado nos últimos 12 meses apresentou uma alta de 4,8%. Dentre os grupos que compõem o índice, a categoria “Saúde e Cuidados Pessoais” teve um aumento expressivo de 5,7%, “Alimentação e Bebidas” registrou um aumento de 6,0%, enquanto “Habitação” teve um aumento de 3,8%. “Artigos de residência” subiu 1,5%, “Vestuário” aumentou 2,9%, e “Transportes” teve uma alta de 4,9%. “Despesas Pessoais” registraram um aumento de 5,2%, “Educação” teve uma alta de 6,3%, e “Comunicação” subiu 1,4%, em todos os casos para os últimos 12 meses. Gleisson comenta que este cenário é sobretudo preocupante para aqueles com menor poder aquisitivo, pois, em algumas faixas de renda, a alimentação já compromete quase 30% do orçamento “Com a manutenção da inflação e os custos elevados dos alimentos, o impacto financeiro continuará a afetar diretamente o bolso dos brasileiros. Os vilões da inflação estão presentes no dia a dia e impactam diretamente o consumo das famílias, por isso estar atento às mudanças no mercado e adotar estratégias de economia pode ser a melhor maneira de minimizar os impactos financeiros ao longo de 2025 e continuar a construção da longevidade financeira”, complementa. O crescimento nos custos alimentares tem gerado um impacto crescente no orçamento das famílias brasileiras, ampliando ainda mais a instabilidade econômica. A alimentação, que tradicionalmente já representava uma parte considerável das despesas, passou a pesar ainda mais no orçamento doméstico. Em fevereiro, no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a principal referência da inflação no país, a alta dos alimentos foi maior que a de habitação e transporte. Conforme dados do IBGE, os gastos com alimentação, habitação e transporte consomem 57,3% do orçamento das famílias brasileiras. No entanto, os alimentos consomem 21,7% desse total, ultrapassando os gastos com habitação (15%) e transporte (20,6%). O aumento contínuo nos preços dos alimentos tem provocado uma diminuição na participação de outras despesas essenciais no orçamento familiar, como transporte e habitação, evidenciando a crescente dificuldade de equilibrar as contas. Como alternativa para este cenário, o Instituto oferece um material gratuito: o Guia da Longevidade Financeira. Com cinco pilares, as informações visam possibilitar a estabilidade financeira durante a vida: poupar, gastar de forma consciente, buscar aumentar os ganhos, aprender a investir o dinheiro e proteger a si mesmo e todo patrimônio conquistado.
Curso sobre menopausa irá abordar mitos e verdades do universo feminino
18 de Março de 2025 | Redação The Silver Economy Crédito: Divulgação Aureo Augusto e Maria Helena Santana, naturopatas, promovem curso para desmistificar fase da maturidade Fogachos, sudorese, ganho de peso, insônia, irritabilidade e secura vaginal. Estes são alguns dos sintomas mais comuns da menopausa e fazem parte do climatério, período em que a mulher vai apresentando redução de alguns hormônios que culmina com o fim do ciclo menstrual. A menopausa vem acompanhada por desconfortos, medos e mitos: “Muitas mulheres, infelizmente, desconhecem a fisiologia do ciclo menstrual e entendem que a menopausa é um momento sempre desagradável que corresponde à supressão da menstruação. Isso é muito pouco diante da complexidade e da beleza do universo feminino”, destaca o médico e naturopata Aureo Augusto. Neste mês, o médico ministrará o curso “Menopausa – Saiba o que esperar desta fase” ao lado da enfermeira Maria Helena Santana, que também segue o enfoque dos tratamentos naturais. Com vasto conhecimento sobre práticas integrativas e cuidados com a saúde da mulher, os profissionais prometem apresentar estratégias e terapias baseadas em plantas medicinais, alimentação, fitoterapia, hidroterapia e outras abordagens naturais que podem aliviar os sintomas da menopausa, sem depender exclusivamente de tratamentos convencionais. “A menopausa é um momento de transição para a mulher, mas não precisa ser um período de sofrimento. A medicina natural oferece inúmeras alternativas para melhorar a qualidade de vida nesta fase. No curso, vamos compartilhar soluções de forma simples e acessível para todos“, promete a Maria Helena, destacando que haverá espaço para interação esclarecimentos de dúvidas sobre o tema. O encontro remoto, que acontecerá no dia 22 de março, vai abordar temas relevantes para a compreensão dessa fase tão fascinante do universo feminino. Entre os conteúdos que serão debatidos, encontramos tópicos como: ciclo menstrual, climatério e menopausa, como cuidar dos sintomas indesejáveis, o papel da alimentação para a saúde, a polêmica reposição hormonal, como conversar com os filhos sobre menopausa, a importância da rede de apoio e dicas de como aumentar a vitalidade nesta fase da vida. “É preciso parar de olhar para a menopausa como doença. E isso passa por um melhor entendimento do que significa os processos naturais de vida”, contextualiza o naturopata. O curso será ministrado on-line na plataforma Zoom, e a gravação poderá ser acessada durante 60 dias pelos participantes. O material é dedicado às mulheres e recomendado para profissionais de saúde que desejam integrar uma abordagem mais natural no cuidado ao próximo. O investimento por pessoa é de R$450,00. Para casais, a segunda inscrição sai com 100% de desconto. A ação de desconto para parceiros é uma iniciativa dos profissionais para estimular o conhecimento sobre menopausa e climatério em ambito familiar. Serviço: Curso: Menopausa – Saiba o que esperar desta fase; Data: 22 de março de 2025; Horário: Das 8h às 12h e das 14h às 17h30; Formato: Online (plataforma Zoom); Inscrições: Link para inscrição; Mais informações: WhatsApp (75) 99848 – 4520 (Maria Helena).
Por que as empresas devem contratar mulheres 45+ para cargos de liderança?
14 de Março de 2025 | Redação The Silver Economy CDO da Talento Sênior, Cris Sabbag | Foto: Arthur Calasans Cris Sabbag, CDO da Talento Sênior, reúne as principais competências do perfil das profissionais com 45 anos ou mais que se destacam no mercado de trabalho O estudo B2B (McKinsey & Company, Women Matter: The Power of Mature Talent, 2023) aponta que mulheres acima de 45 anos controlam 50% da riqueza privada global e influenciam 64% das decisões de compra em mercados. Além de gerar valor interno, mulheres 45+ são decisivas na conexão com o consumidor sênior, um mercado que movimentará US$ 27 trilhões globalmente até 2025, segundo a AARP (Global Longevity Economy Report, 2023). De acordo com o Censo Demográfico de 2022, o Brasil tem 104,5 milhões de habitantes mulheres, o que representa 51,5% da população. O cálculo para a população com 60 anos ou mais de idade indicou que existem aproximadamente 78,8 homens para cada 100 mulheres. Essa diferença da longevidade da mulher pode trazer novos rumos ao mercado de trabalho, uma vez que essa é a força de trabalho sênior mais disponível para o trabalho. A análise é de Cris Sabbag, CDO da Talento Sênior – Talent as a Service, que promove a trabalhabilidade de profissionais 45+ sob demanda. A especialista aponta ainda as principais vantagens para empesas na contratação de mulheres 45+: Tomam decisões mais maduras: com a experiência acumulada, as profissionais maduras podem avaliar melhor as opções e escolher as soluções mais apropriadas para cada desafio; Habilidades de liderança: com anos de experiência em elas conseguem gerenciar equipes e projetos com mais habilidade; Mentoria: essas profissionais podem servir como mentoras para trabalhadores mais jovens, ajudando-os a desenvolver habilidades e conhecimentos valiosos; Habilidades de comunicação: tendem a ter habilidades de comunicação mais desenvolvidas, tornando o ambiente de trabalho mais colaborativo; Resolvem problemas de forma criativa: pois conseguem ter uma abordagem mais ampla para resolver problemas; Menos resistente para novas formas de contrato de trabalho: as mulheres são menos resistentes aos novos formatos de contrato de trabalho, como o proposto pela Talento Sênior, baseado no modelo Talent As a Service, ou TaaS, uma alusão ao conceito do Software As a Service (SaaS) da seara tecnológica. Esse modelo propõe o compartilhamento de profissionais maduros e experientes entre empresas, a partir de um conceito de contratação flexível. Esses profissionais negociam horas de trabalho por semana em um conceito no qual o tempo que vai dedicar a um projeto é o principal coeficiente; Melhor atendimento ao cliente: são hábeis para lidar com clientes, e garantir a satisfação e bom atendimento; Conhecimento especializado: podem ter conhecimentos mais aprofundados em áreas específicas; Multitarefa: tendem a ter mais experiência em multitarefa e gerenciamento de várias tarefas simultaneamente; Resiliência: tendem a ser mais resilientes e capazes de lidar com pressão e estresse no trabalho. “A mulher madura, de forma geral, tem uma das habilidades mais desejadas pelas empresas: trabalhabilidade, que diz respeito à capacidade de gerar valor e renda, utilizando suas habilidades e competências, em diferentes situações e contextos de trabalho para a liderança”, conclui Cris Sabbag.
Cartórios do Brasil: 20% dos casais 70+ já optam pela liberdade na escolha do regime de bens
11 de Março de 2025 | Redação The Silver Economy A nova regra fez com que 20% dos matrimônios ocorridos neste período, envolvendo pessoas nesta idade, optassem por regime diferente do que era obrigatório. | Crédito: Kampus Production – Pexels Desde o ano passado, pessoas maiores de 70 anos podem realizar escritura de pacto antenupcial e se casar ou viver em união estável sem a obrigatoriedade do regime da separação obrigatória de bens O fim da obrigação de que pessoas maiores de 70 anos se casem com a exigência do regime de separação total de bens, decidido há mais de um ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF), começa a mudar o comportamento desta parcela da população brasileira. A nova regra, que possibilita a liberdade de escolha da divisão patrimonial no casamento para esta faixa etária, fez com que 20% dos matrimônios ocorridos neste período, envolvendo pessoas nesta idade, optassem por regime diferente do que era obrigatório. Em 1º de fevereiro do ano passado, o STF decidiu que o regime obrigatório da separação de bens para casais maiores de 70 anos pode ser afastado por manifestação das partes, permitindo aos casais nessa faixa etária a liberdade de escolher o modelo patrimonial que melhor atenda aos seus interesses, realizando uma escritura pública de Pacto Antenupcial em qualquer um dos 8.344 Cartórios de Notas brasileiros. Segundo o estudo promovido pelo Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), entidade representativa dos Cartórios de Notas do país, no último ano foram registrados no Brasil 12.270 casamentos onde pelo menos um dos cônjuges era maior de 70 anos, sendo que em 2.427 destes o regime foi diferenciado (comunhão parcial, comunhão universal, participação final nos aquestos). Em 9.844 uniões, o regime permaneceu sendo o da separação obrigatória de bens, até então obrigatório no Brasil. “Neste primeiro ano de vigência pudemos observar um grande movimento das pessoas desta faixa etária buscando usufruir desta liberdade contratual que lhes foi permitida pela decisão do STF”, explica Giselle Oliveira de Barros, presidente do CNB/CF. “Temos visto no país um aumento contínuo na expectativa de vida do brasileiro e este número de 20% reflete a autonomia destas pessoas em dispor do seu patrimônio de acordo com seu interesse, já que estão em plena capacidade para expressar sua vontade e desejos”, diz. A mudança aprovada pelo STF no ano passado representa uma quebra de paradigma histórica no Direito brasileiro, uma vez que o regime da separação de bens, em sua face obrigatória por razões etárias, existe desde o Código Civil de 1916, a princípio tornando compulsório o regime de separação para o homem maior de 60 e a mulher maior de 50 anos. Já no Código de 2002 se manteve o critério, apenas igualando a idade de ambos para 60 anos, até que a Lei 12.344/10, elevou a idade base para 70 anos. Segundo a tese fixada pelo STF “nos casamentos e uniões estáveis envolvendo pessoa maior de 70 anos, o regime de separação de bens previsto no artigo 1.642, II do CC, pode ser afastado por expressa manifestação de vontade das partes, mediante escritura pública“. Caberá ao Cartório de Notas orientar devidamente os interessados nessa faixa etária sobre a nova possibilidade, fornecendo informações claras e acessíveis, garantindo que os envolvidos compreendam as mudanças e exerçam sua escolha de maneira consciente. Pacto Antenupcial – Como fazer? O Pacto Antenupcial é um contrato celebrado pelos noivos para estabelecer o regime de bens e as relações patrimoniais que serão aplicáveis ao casamento ou à união estável. Necessário quando as partes querem optar por um regime de bens diferente do regime legal, que é o regime da comunhão parcial de bens, e agora passa a ser o caminho para os maiores de 70 anos que desejam contrair uma relação sem a obrigatoriedade do regime da separação obrigatória de bens. O pacto antenupcial deve ser feito por escritura pública de forma física em Cartório de Notas ou pela plataforma e-Notariado (www.e-notariado.org.br) e, posteriormente, deve ser levado ao cartório de Registro Civil onde será realizado o casamento, bem como, após a celebração do casamento, ao Cartório de Registro de Imóveis do primeiro domicílio do casal para produzir efeitos perante terceiros e averbado na matrícula dos bens imóveis do casal. O regime de bens começa a vigorar a partir da data do casamento e somente poderá ser alterado mediante autorização judicial. Antes do casamento ou da união estável, as partes devem comparecer ao Cartório de Notas com os documentos pessoais (RG e CPF originais), para fazer o pacto antenupcial. O preço do ato é tabelado por lei estadual.
Mês da mulher: Conheça líderes femininas no mercado de longevidade
11 de Março de 2025 | Larissa Gabriel Alvares No dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. | Créditos: Divulgação – Maria Paula Garcia Segundo projeções do Monitor Global de Empreendedorismo 2023, o cenário de empreendedorismo brasileiro caminha para ter, majoritariamente, empresas comandadas por mulheres O mês de março é popularmente conhecido como o Mês das Mulheres. Oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) na década de 1970, o dia 8 de março, marcado como Dia Internacional da Mulher, simboliza a luta histórica das mulheres por igualdade por meio de manifestações, greves e comitês. Segundo projeções do Monitor Global de Empreendedorismo 2023 (Global Entrepreneurship Monitor – GEM), o cenário de empreendedorismo brasileiro caminha para ter, majoritariamente, empresas comandadas por mulheres. O público feminino responde, atualmente, por 54,6% do empreendedorismo potencial. A pesquisa foi feita junto a pessoas que têm a intenção de empreender, no espaço de três anos. Nesta temporada, a equipe do The Silver Economy entrevistou líderes femininas no mercado da longevidade para você conhecer e se inspirar com as histórias. Carla Moussalli e Marcia Cunha – Plenapausa Da esquerda para direita: Carla Moussalli e Marcia Cunha | Créditos: Divulgação Marcia Cunha, 42 anos, e Carla Moussalli, 34, são cofundadoras da femtech Plenapausa, uma startup que, desde 2021, oferece produtos voltados para mulheres no climatério, com o objetivo de aliviar os sintomas da menopausa. “Empreender como mulher é um caminho desafiador, mas também extremamente recompensador. Ainda enfrentamos barreiras estruturais, desde a dificuldade de acesso a investimentos até o questionamento constante sobre nossa capacidade de liderança. No entanto, vejo uma mudança significativa acontecendo, com mais mulheres ocupando posições de destaque e construindo negócios inovadores”, conta Carla. As empreendedoras enfrentaram alguns desafios significativos ao entrar neste setor, como promover uma mudança de mentalidade sobre o envelhecimento, desenvolver produtos eficazes e, em paralelo, realizar extensas pesquisas para entender o comportamento e demanda do público. Em uma das pesquisas realizadas pela empresa, visando captar como 100 mulheres entendiam a menopausa, Marcia conta relatos que a marcaram profundamente: “Eu ouvi coisas como ‘eu me sinto numa vala’, ‘eu me sinto descartada pelo meu marido’, ‘eu não me vejo mais como referência na vida da minha família, dos meus filhos’ […] É bem interessante que, no ano passado, fizemos uma pesquisa com nossas consumidoras e concluímos que mais de 60% delas viam o ambiente familiar como o ambiente mais hostil com relação aos sintomas da menopausa”. Compartilhar experiências entre mulheres que passaram ou estão passando pelo climatério fez com que Marcia e Carla tivessem mais certeza do seu propósito em ajudar esse público com a Plenapausa. Para as mulheres que desejam empreender, especialmente no setor sênior, as sócias incentivam a busca pela independência financeira. Para Marcia, é fundamental que surjam mais soluções inovadoras no mercado, capazes de “transformar desafios em oportunidades e impactar positivamente a vida de muitas mulheres”. “Não subestimem o poder das mulheres maduras. Esse público é ativo, exigente e merece soluções inovadoras que realmente atendam suas necessidades. […] O mundo precisa de mais mulheres à frente de negócios transformadores, que tragam soluções reais para melhorar a vida de outras mulheres”, finaliza Carla. Viviane Palladino – Mais Vívida Créditos: Divulgação Viviane Palladino Donnamaria, 46, é CEO e cofundadora da Mais Vívida, uma startup de educação, que recruta e treina pessoas que querem ensinar o uso da tecnologia para maduros e idosos. No portfólio, a empresa apresenta diversos cursos para as pessoas 50+ aprenderem sobre a inteligência artificial, as redes sociais e a cultura digital como um todo. Viviane conta que sempre foi uma empreendedora apaixonada por transformação digital, liderança e desenvolvimento humano. Em 2018, por uma inquietação relacionada à saúde e bem-estar de um familiar idoso, ela notou uma lacuna na fase que precede a perda cognitiva: ao parar suas atividades cotidianas os maduros perdiam muito de sua qualidade de vida, muitas vezes ocasionando declínio no quadro de saúde também. Assim, em 2019, fundou a Mais Vívida, com os sócios Filipe Mori e Lilian Glaisse, visando conectar idosos em isolamento social com jovens que buscam um trabalho remunerado e com propósito. Sobre sua jornada como mulher na criação da Mais Vívida, Viviane notou como a captação de investimentos pode ser desafiadora, justamente pelo mercado de investimento em startups ser predominantemente masculino: “Pensando nisso, eu fundei um coletivo de mulheres empreendedoras chamado Silver Founders. Eu comecei a perceber os desafios que eu tinha, e eles eram similares aos que outras empreendedoras da economia prateada tinham. Sugeri que a gente começasse a se reunir. Já tem um ano e meio dessa iniciativa, já fizemos evento, e hoje temos dez empreendedoras se comunicando numa comunidade no WhatsApp. Também nos encontramos uma vez por mês para discutir os desafios incomum de mulheres que empreendem no nosso mercado”. Para quem deseja entrar nesse mercado, Viviane aconselha: “A jornada é dura, mas precisa começar de algum lugar. E se você não começar, você nunca vai saber. Então para as mulheres que estão começando ou estão querendo empreender em empresas focadas no público sênior: comece, continue e viva um dia após o outro. Tem muitos desafios no caminho, é uma jornada longa, desafiadora e com muito preconceito em volta da sociedade. Mas se você não fizer, você nunca vai saber”. A CEO também relata que, ao começar no empreendedorismo sênior agora, existem muitos modelos e cases de empresas já consolidadas que podem ser seguidos no meio da economia prateada. Para Viviane, uma das mulheres que mais a inspiram no setor pela sua forma de trabalho e tratamento aos clientes é Andrea Tenuta: “é uma empreendedora que tem muito a me ensinar com a sua experiência e principalmente habilidades comportamentais, socioemocionais e resiliência no negócio da longevidade”, relata. Andrea Tenuta – Maturi Créditos: Divulgação Andrea Tenuta, 42, é head de novos negócios na Maturi, uma startup que começou em 2015 e visa facilitar a procura e recrutamento em vagas de emprego para pessoas maduras, além de capacitar empresas sobre as mudanças demográficas da força de trabalho e