16 de Julho de 2025 | Redação The Silver Economy Daniela Vergara, CEO da DV Marketing | Crédito: Divulgação Daniela Vergara, CEO da DV Marketing, dá insights sobre como o consumidor maduro já traça um perfil determinante no mercado A ideia de que “marketing é coisa de jovem” nunca esteve tão ultrapassada. Em um Brasil onde o número de pessoas com mais de 50 anos já ultrapassa os 50 milhões, pensar em estratégias segmentadas apenas por idade cronológica pode ser um erro fatal para marcas que desejam crescer, especialmente nos setores de saúde, bem-estar e consumo consciente. “Falar de marketing intergeracional não é sobre criar campanhas separadas para cada faixa etária. É sobre construir marcas com linguagem, acessibilidade e posicionamento que façam sentido para diferentes gerações ao mesmo tempo”, afirma Daniela Vergara, CEO da DV Marketing, especialista em posicionamento estratégico no mercado da longevidade. A seguir, a especialista destaca cinco sinais claros de que o marketing atual precisa se tornar, e com urgência, intergeracional: 1. O consumidor maduro já é o principal tomador de decisão em diversas categorias Na saúde, nos serviços financeiros, nas viagens e até na compra de imóveis, o consumidor 50+ é quem escolhe, paga e influencia. “Se a comunicação não conversa com ele, a marca perde espaço e credibilidade”, diz Daniela. 2. As gerações convivem, consomem e influenciam juntas Avós e netos viajam, compram e compartilham conteúdo juntos. “A comunicação precisa considerar esse cruzamento geracional. Quando uma marca fala apenas com um público, desconsidera o ambiente real de convivência e decisão”, aponta. 3. A rejeição ao etarismo está mais forte e mais consciente O público está cada vez mais atento ao preconceito por idade, mesmo quando ele vem disfarçado de “carinho” ou “humor”. “Campanhas que infantilizam ou ignoram os mais velhos não apenas envelhecem mal, elas causam rejeição imediata”, explica a CEO da DV Marketing. 4. O digital não tem mais idade O mito de que “idoso não é digital” caiu por terra. Segundo o IBGE, em 2023, cerca de 66% das pessoas com 60 anos ou mais acessaram a internet. Entre esses, 86,5% acessam diariamente. “Mas eles exigem clareza, navegabilidade e respeito à sua autonomia. Não basta estar no digital, é preciso saber se comunicar de forma inclusiva.” 5. O propósito das marcas está sendo julgado por todas as idades Consumidores jovens querem propósito. Os maduros também. “O que muda é a forma de interpretar. O marketing intergeracional precisa falar com clareza, consistência e sensibilidade. A verdade é que propósito não tem faixa etária, mas incoerência, todos percebem.”
Tecnologia personalizada impulsiona vendas e fideliza clientes 60+ nas óticas brasileiras
14 de Julho de 2025 | Redação The Silver Economy Hugo Mota, CEO da Rodenstock Brasil | Crédito: Divulgação Rodenstock aposta em lentes biométricas para atender público que busca mais conforto, saúde ocular e adaptação sob medida Com o aumento da longevidade no Brasil, a saúde visual da população com mais de 60 anos se torna prioridade e também uma oportunidade de negócios para o varejo óptico. De acordo com o IBGE, mais de 32 milhões de brasileiros já fazem parte desse grupo, que deve dobrar até 2050. Cada vez mais atentos, ativos e conectados, esses consumidores buscam mais do que enxergar bem, eles querem soluções que unam conforto, estilo e alta performance para sua visão. Para atender a esta demanda crescente, a Rodenstock, empresa alemã presente a mais de um século no mundo, sendo 50 deles com atuação também no Brasil, aposta em lentes personalizadas com tecnologia biométrica. A proposta é adaptar a lente ao olho de cada paciente e não o contrário. “As lentes B.I.G. NORM® são produzidas com base em mais de 20 medições biométricas do olho, como curvatura da córnea, profundidade ocular, diâmetro pupilar e até o formato do rosto. O resultado é uma lente única, feita sob medida, com adaptação mais rápida e conforto superior”, explica Hugo Mota, CEO da Rodenstock Brasil. Além de melhorar a nitidez visual e reduzir a fadiga ocular, as lentes contam com tratamentos avançados que protegem os olhos contra a luz azul nociva emitida por dispositivos digitais, os raios UV que podem acarretar o aparecimento ou o aumento de doenças oculares, de riscos e de reflexos nas lentes que impedem uma visão clara e confortável. Além disso, aumentam a durabilidade dos óculos e protegem contra o envelhecimento ocular acelerado, fatores especialmente relevantes para o público 60+. A personalização não beneficia apenas o usuário final. Segundo a empresa, as lentes biométricas representam também uma oportunidade de crescimento para ópticas que buscam diferenciação e aumento de ticket médio, através da oferta adequada não somente ao perfil de visão de seus clientes, mas sim ao perfil individual de seus olhos. “Trabalhar com produtos de valor agregado fideliza o cliente e reposiciona a óptica como um espaço de consultoria de visão, não apenas de venda. Quando o consumidor entende os benefícios da lente sob medida, ele percebe o valor real da tecnologia que está adquirindo”, destaca Mota. Para apoiar seus parceiros comerciais, a Rodenstock oferece treinamentos, campanhas de PDV, vitrines personalizadas e ações de marketing cuidadosamente pensadas para cada objetivo. O intuito é capacitar equipes de vendas e fortalecer a experiência de compra desde o atendimento até a entrega final do produto. “Envelhecer com qualidade visual não pode ser um privilégio. Nossa missão é ouvir as necessidades reais das pessoas e entregar soluções que respeitem a individualidade de cada olhar com precisão visual e conforto superiores. Para isso, nos esforçamos diariamente para fornecer uma experiência incomparável de visão biometricamente aprimorada para todos, em todo o mundo”, conclui o executivo.
Pela segunda vez, Grupo Pereira recebe certificação internacional por promover inclusão e valorização de profissionais com 50+
11 de Julho de 2025 | Redação The Silver Economy Crédito: Reprodução Empresa é a primeira varejista brasileira a ser contemplada com o selo O Grupo Pereira, sétimo maior varejista do país, conquistou, pela segunda vez, a certificação CAFE (Certified Age Friendly Employer), concedida pelo norte-americano Age-Friendly Institute – organização internacional que reconhece empresas comprometidas com a contratação e retenção de profissionais com 50+. Com isso, o Grupo se mantém como o primeiro varejista brasileiro a ser contemplado com o selo, que é um dos principais reconhecimentos mundiais voltados à longevidade no mercado de trabalho. No Brasil, a certificação conta com a representação da Maturi, empresa que desenvolve projetos de diversidade etária e que é parceira do Grupo em uma série de iniciativas. As ações vão desde a divulgação de vagas para a comunidade 50+ até trilhas de desenvolvimento que ficam disponíveis para os colaboradores do Grupo Pereira. Entre os temas dos treinamentos online, estão: mentalidade de adaptabilidade, relações intergeracionais, atualização profissional, inteligência artificial e finanças pessoais. “Acreditamos que todas as gerações têm valor, e temos trabalhado, há anos, para transformar essa crença em prática diária. Valorizar profissionais com 50+ é reconhecer o potencial humano em todas as fases da vida e promover o aprendizado contínuo. Essa diversidade geracional nos torna mais fortes, mais humanos e mais preparados para atender nossos clientes com empatia, excelência e sensibilidade”, afirma Paulo Nogueira, diretor de Gente e Gestão do Grupo Pereira. Segundo Andrea Tenuta, head de Novos Negócios da Maturi, “a certificação Age Friendly é um reconhecimento para as empresas que possuem um ambiente inclusivo para as pessoas 50+. Ser recertificado é uma chancela que o Grupo Pereira não apenas manteve, mas evoluiu em suas práticas nos últimos dois anos. Isso demonstra um comprometimento verdadeiro com a valorização dos profissionais maduros e o incentivo às relações intergeracionais”. Lucia Talita Telles, de 72 anos, conta que enfrentou muito preconceito no mercado de trabalho, até conseguir vaga como operadora de caixa do Fort Atacadista, em Santa Catarina. “As pessoas são muito preconceituosas com a nossa idade. Acham que, porque temos mais de 60 anos, não sabemos das coisas e não conseguimos aprender. E isso não é verdade. A minha satisfação foi ter ouvido de colegas que eles se inspiraram em mim e decidiram procurar emprego tendo a minha idade ou mais”, comemora Lucia. Lucia Talita Telles, de 72 anos, operadora de caixa do Fort Atacadista em Santa Catarina | Crédito: Reprodução Participação de 50+ acima da média Atualmente, o Grupo Pereira tem cerca de quatro mil colaboradores com 50 anos ou mais, atuando em lojas, centros de distribuição e áreas administrativas, junto com profissionais de outras faixas etárias. Isso equivale a 18% do total de funcionários da companhia, percentual bem acima da média das empresas brasileiras, que está entre 3% e 5%, segundo a Maturi. Histórias como a de Claudia Textor, de 61 anos, repositora de loja do Fort Atacadista em Canoas, no Rio Grande do Sul, mostram o impacto da iniciativa. “Fiquei quatro anos desempregada e tive que vender panos de prato e depender da ajuda de familiares para me sustentar. Deixei meu currículo em várias empresas, mas todas recusaram. Até que um dia, vi uma vaga na internet para trabalhar no Grupo Pereira e me candidatei. Dois dias depois, me chamaram para uma entrevista. Estou muito feliz por ter a oportunidade de estar trabalhando”. Claudia Textor, de 61 anos, repositora de loja do Fort Atacadista em Canoas | Crédito: Reprodução “Os profissionais 50+ são engajados, abertos ao novo e interessados em se reinventar. Ao contrário dos estereótipos etaristas, eles continuam aprendendo, se atualizando e realizando seus sonhos. O aprendizado contínuo é essencial para manter a empregabilidade e o bem-estar – tanto pessoal quanto profissional”, destaca Andrea.
Uber disponibiliza conta sênior para todos os usuários: veja como usar
10 de Julho de 2025 | Redação The Silver Economy Crédito: Divulgação – Pexels Funcionalidade traz interface simplificada, com foco em usuários longevos A Uber conta sênior, funcionalidade lançada no início de junho em Belo Horizonte, Porto Alegre e Fortaleza, estará disponível para todos os usuários da Uber no Brasil ao longo dos próximos dias. O recurso pode ser encontrado no Perfil Familiar do aplicativo Uber, onde se junta à conta teens e reforça as opções voltadas à mobilidade de todas as gerações. O design da conta sênior disponibiliza texto e ícones maiores, menos botões e menos telas, para que o processo de pedir uma viagem seja mais direto e intuitivo para o usuário. O organizador do perfil da família no aplicativo da Uber pode ajudar a solicitar viagens, gerenciar pagamentos e receber as atualizações da viagem em tempo real, tudo pelo próprio app, trazendo mais tranquilidade para o usuário da conta sênior e seus parentes. Não é necessário que o usuário da conta sênior more na mesma cidade dos demais do Perfil Familiar. O produto foi desenvolvido junto a especialistas em acessibilidade e com participação do próprio público-alvo. A ideia é que as pessoas mais velhas tenham uma experiência de mobilidade mais simples e intuitiva, seja para ir ao médico, fazer compras ou visitar a família. Confira o passo a passo para configurar a conta sênior O convite para a criação da conta sênior deve ser realizado por meio do Perfil Familiar. Caso o usuário que deseja convidar para a conta sênior seja um familiar mais velho, como pais ou avós, e ainda não tenha um Perfil Familiar, ele deve realizar as instruções abaixo: 01) Abra o app da Uber, vá até o Menu e selecione a opção Configurações. 02) Role a tela até a opção Configure seu Perfil Familiar e selecione esta opção. 03) Você verá uma mensagem sobre a funcionalidade. Clique em Continuar. Depois, selecione Convidar Familiar. Você poderá, então, selecionar os membros que deseja convidar a partir de seus contatos. 04) Só é possível convidar um usuário por vez. Para enviar outro convite, é necessário que o familiar anterior tenha aceito a solicitação enviada por notificação push ou SMS. A pessoa convidada receberá um link para baixar o app da Uber e configurar seu perfil. Depois disso, ela já pode pedir viagens por conta própria ou, se preferir, contar com o auxílio de quem a convidou, que ainda consegue acompanhar em tempo real a viagem no aplicativo. Familiares e cuidadores podem intervir quando preciso, seja pedindo viagens pelo próprio celular em nome do usuário da conta sênior, salvando endereços favoritos – como casa, consultório médico e mercado –, definindo um método de pagamento compartilhado ou até ligando para o motorista parceiro a qualquer momento durante a viagem.
Menopausa: mais de 30 milhões de brasileiras podem viver essa fase com qualidade de vida
08 de Julho de 2025 | Redação The Silver Economy Crédito: Reprodução Especialista desmistifica a menopausa e oferece orientações médicas essenciais para aliviar sintomas e promover um envelhecimento saudável, combatendo o impacto psicológico em 8 a cada 10 mulheres A menopausa, uma fase natural e inevitável na vida de toda mulher, ainda é cercada por mitos e incertezas, impactando a qualidade de vida de milhões de brasileiras. Dados recentes do IBGE apontam que, aproximadamente, 30 milhões de mulheres no Brasil estão vivendo na faixa etária do climatério e menopausa, representando 7,9% da população feminina, dentro desse mesmo estudo, foi revelado que 82% dessas mulheres enfrentam sintomas que comprometem seu bem-estar, e 8 a cada 10 vivenciam sentimentos psicológicos negativos como ansiedade, depressão, constrangimento e vergonha. Para desmistificar o tema e oferecer um caminho para um envelhecimento saudável, a Dra. Jaísa Santana Teixeira, médica ginecologista e cirurgiã oncoginecológica do Hospital Orizonti, compartilha orientações cruciais. “A chave para uma menopausa tranquila e um envelhecimento saudável reside na prevenção contínua”, enfatiza. A especialista destaca a importância da visita anual ao ginecologista, que vai muito além da rotina. É um momento estratégico para: • Rastreamento e Prevenção de Cânceres: Incluindo preventivo, mamografia e, quando indicado, colonoscopia.• Monitoramento da Saúde Geral: Através de exames laboratoriais, aferição de pressão arterial, doenças cardiovasculares e osteoporose (com densitometria óssea). “Nosso objetivo é fazer uma prevenção abrangente para a fase do envelhecimento, garantindo que a paciente se sinta protegida de todas as formas possíveis”, explica Jaísa. Além da prevenção médica, a ginecologista ressalta a importância de hábitos de vida saudáveis para atravessar a menopausa com mais conforto: • Hidratação Abundante: Fundamental para o bom funcionamento do organismo.• Atividade Física Regular: Com foco especial na musculação, essencial para a manutenção da massa óssea e muscular.• Alimentação Saudável: Dieta equilibrada, com baixo consumo de doces e frituras.• Higiene do Sono: Organizar o sono para garantir um descanso reparador. A médica também orienta sobre a atenção aos sintomas específicos da menopausa, como os sintomas vasomotores (ondas de calor e suores noturnos) e o ressecamento vaginal. Para os sintomas psicológicos e emocionais, que afetam a maioria das mulheres, como dificuldade para dormir, cansaço mental, redução da libido, esquecimento, problemas de concentração, ansiedade e mudanças de humor, Jaísa é categórica: “A menopausa é um período de transição hormonal que pode impactar o humor. O acompanhamento e o suporte de um profissional são essenciais“. Ela ressalta ainda que nem todas as mulheres sentirão todos esses sintomas, e a experiência da menopausa é muito particular para cada uma. A Dra. Jaísa Santana Teixeira esclarece ainda que a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) é uma ferramenta valiosa e segura para muitas pacientes, quando há indicação clínica e após avaliação médica. “São reposições de hormônios que são altamente seguros, a depender da condição da paciente. É nosso dever receitar e orientar quanto ao uso, mas a paciente tem opção de escolha se quer ou não usar a medicação”, finaliza.
Ana Maria Braga estrela campanha de conscientização sobre o VSR em pessoas 60+
07 de Julho de 2025 | Larissa Gabriel Alvares Ana Maria Braga em campanha com GSK | Crédito: Reprodução Ação, que vai ao ar nas redes sociais, une receitas afetivas à informação sobre saúde respiratória A biofarmacêutica GSK convidou Ana Maria Braga para estrelar uma nova campanha, que vai ao ar nas redes sociais e tem como objetivo conscientizar a população sobre os riscos do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), especialmente entre pessoas idosas. Desenvolvida pela InPress, a ação propõe uma conversa acolhedora e informativa, misturando culinária afetiva e temas essenciais sobre saúde e prevenção, além de alertar sobre o aumento da circulação de vírus de transmissão respiratória durante o inverno e, principalmente, a contaminação cruzada entre avós e netos. A ação vai ao ar em um momento em que há um aumento expressivo dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil. Segundo dados do Boletim Epidemiológico InfoGripe, divulgado pela Fiocruz, foram 40.363 casos hospitalizados com vírus respiratório identificado no país, e, entre estes, 45% foram causados pelo VSR nas quatro semanas anteriores ao dia 25 de maio. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ana Maria Braga (@anamariabragaoficial) Na série de vídeos, a apresentadora abre as portas de sua cozinha para receber as convidadas Margarida Arcebispo, Avós da Razão e Mônica Bousquet para preparar receitas que atravessaram gerações, aquecendo e confortando filhos e netos nos dias mais frios. Enquanto cozinham, elas conversam sobre como cuidam da saúde para estar sempre perto da família, já que algumas doenças podem ter transmissão intradomiciliar. Idosos que convivem com crianças pequenas acometidas pelo VSR, por exemplo, têm até 22,6 vezes mais chances de contrair a infecção em casa. “Na GSK, temos o compromisso de promover a longevidade através da prevenção e a campanha reforça nosso papel em apoiar ações educativas que incentivam a vacinação e o cuidado integral com a saúde. Escolhemos um formato que mistura afeto e informação de qualidade, porque acreditamos que a prevenção começa com a sensibilização. Queremos estimular conversas nas famílias, especialmente entre gerações, para que mais pessoas conheçam os riscos do VSR e procurem um profissional de saúde para se protegerem”, comenta Rodrigo Favoni, Diretor da Unidade de Negócios de Vacinas da GSK Brasil. “A escolha de Ana Maria Braga como protagonista foi estratégica, pois ela reúne credibilidade e conexão com várias gerações. Queríamos que a mensagem sobre a importância da prevenção ao VSR chegasse às pessoas de maneira espontânea, como um papo na cozinha de casa, e nosso desafio foi criar uma campanha que unisse informação relevante com uma abordagem leve, para engajar a família em torno desta causa tão importante, que é a prevenção ao VSR entre os idosos”, afirma Marcelo Cia, Diretor de Marketing de Influência da Agência The Buzz Now. Sônia Massara e Ana Maria Braga em campanha com GSK | Crédito: Reprodução A campanha visa ampliar a conscientização sobre o VSR, que é um vírus conhecido da pediatria por causar bronquiolite em bebês, mas que ainda é pouco conhecido pela população adulta e representa um risco significativo para pessoas acima dos 60 anos, especialmente aqueles com condições crônicas, como diabetes, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), asma e Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC). Além de alertar sobre os riscos, a campanha busca estimular conversas sobre o tema, promovendo o acesso à informação e incentivando que mais pessoas procurem seus médicos para se informar sobre fatores de risco, sintomas e, principalmente, a prevenção através da vacinação.
Startup gaúcha oferece entrega personalizada de medicamentos em residenciais sêniores
04 de Julho de 2025 | Redação The Silver Economy Crédito: Edivan Rosa / Divulgação A empresa BoxiFarma faz a unitarização dos medicamentos de forma robotizada, comercializando fitas com as doses exatas para cada cliente Com uma população composta por 15% de pessoas com 60 anos ou mais – índice 56% maior do que o registrado em 2010 –, o Brasil deve enfrentar, nos próximos anos, um processo de envelhecimento populacional ainda mais acelerado. Diante do aumento na expectativa de vida global, muito tem se falado na economia prateada, aquela impulsionada por indivíduos com os cabelos já grisalhos. Aqui no país, esse segmento deve ter um salto de 60% até 2030, segundo estimativas são do World Data Lab. Criada para atender esse público, a startup gaúcha BoxiFarma revolucionou a entrega de medicamentos para residenciais sêniores e serviços de home care. A empresa faz a unitarização dos medicamentos de forma robotizada, utilizando equipamentos especializados para essa operação. Fundada em Porto Alegre e com sede em São Paulo, a BoxiFarma utiliza um software e um robô para colocar em uma fita plástica, a Boxifita, a dose correta que cada paciente precisa tomar em cada dia e horário, conforme receituário médico. Por meio da inteligência artificial IBM Watson em conjunto com farmacêuticos da empresa, também são feitas análises para avaliar possíveis interações medicamentosas. A solução garante segurança, conforto e mais tempo para que os profissionais dessas instituições dediquem aos cuidados dos pacientes.
Fundação Dom Cabral lança estudo sobre diversidade e longevidade na pauta dos investimentos sociais privados
02 de Julho de 2025 | Redação The Silver Economy Crédito: Reprodução Fundação Dom Cabral A idade é a única experiência universal de diversidade, mas ainda passa despercebida em muitas estratégias inclusivas. Apesar de avançar, o Fundo do Idoso é um mecanismo poderoso, mas ainda subaproveitado, dentro dessa agenda O FDC Longevidade é uma iniciativa pioneira na geração e disseminação de conhecimento, nascida da união entre educação e longevidade, que está lançando a sétima publicação sobre o tema. O estudo conecta diversidade e investimento social ao cenário da longevidade, uma pauta de extrema relevância, uma vez que, até 2070, o Brasil pode ter 75,3 milhões de pessoas com mais de 60 anos (38% da população). Apesar de desafios e recuos em relação à diversidade, que foram iniciados em 2023 e 2024, principalmente nos Estados Unidos, o Brasil parece estar na contramão. Segundo dados da Blend Edu, por exemplo, realizado no final do ano passado, 46% das empresas pesquisadas aumentaram seus orçamentos de DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão). Além disso, novas abordagens estão sendo realizadas para tornar esta agenda mais estratégica e eficaz, com foco em trazer resultados concretos para as iniciativas de DEI, com impactos concretos e alinhados aos negócios das empresas e de seus investidores. DiversIDADE O levantamento do FDC Longevidade faz essa brincadeira semântica com a palavra diversIDADE para convidar os leitores a pensarem que, se ela já ocupa um espaço nas discussões estratégicas, é hora de ampliar essa visão para um dos marcadores universais, mas paradoxalmente invisível: a idade. No Brasil, a inclusão geracional tem avançado, mas ainda há um longo caminho a percorrer. “O envelhecimento é diverso e exige olhar interseccional: marcadores como gênero, raça e classe social impactam essa jornada. Mulheres idosas recebem menos aposentadoria, negros têm menor expectativa de vida e idosos LGBTQIAPN+ enfrentam isolamento”, explica Michelle Queiroz, professora da Fundação Dom Cabral e coordenadora do FDC Longevidade. Alguns números traduzem essa diferença: no Brasil, 47% das mulheres 50+ sentem-se descartadas pelo mercado de trabalho versus 39% dos homens 50+ (fonte: Data 8, 2021) e apenas 11% da população indígena brasileira tem 60 anos ou mais, enquanto, na população geral do país, esse percentual supera os 16% (Fonte: IBGE, 2022). Envelhecimento como oportunidade Mas o envelhecimento se destaca, não apenas como um desafio, mas também como uma oportunidade. A intergeracionalidade impulsiona inovação e crescimento: empresas que valorizam a diversidade etária são mais inovadoras. O estudo da FDC aponta 10 casos de iniciativas inovadoras brasileiras e estrangeiras que têm como base a interseccionalidade. Elas desenvolveram soluções para os desafios de uma sociedade mais longeva, como a Associação Seu Vizinho de Belo Horizonte (MG), que resgata memórias culturais com encontros entre mulheres idosas de baixa renda. A iniciativa combate o isolamento e, ao mesmo tempo, valoriza saberes tradicionais. Outro exemplo é o Tandems, que, na Espanha e Luxemburgo, conecta idosos que alugam quartos a jovens que precisam de moradia, reduzindo o isolamento dos 60+ e auxiliando jovens em cidades caras. O papel do Fundo do Idoso O Fundo do Idoso cobre uma importante lacuna na agenda de diversidade etária e pode apoiar projetos inovadores e impactantes para a longevidade. Mas talvez por ele ser ele ser um instrumento mais novo, quando comparado às leis de incentivo, que são mais conhecidas e utilizadas, ele ainda é menos utilizado pelos investidores sociais privados, que também vêm diminuindo o uso das leis de incentivo nos últimos anos, além de não priorizarem investimentos dentro do marcador etário. Mesmo com as quedas recentes, o valor total destinado aos Fundos do Idoso em 2023 foi quase o triplo do início da série em 2015. Cabe destacar que a inflação (IPCA) acumulada no período foi de cerca de 5% ao ano, portanto, foi observado um crescimento real de algo próximo a 9% ao ano. As doações de pessoas físicas via Imposto de Renda também aumentaram significativamente, especialmente aquelas realizadas diretamente durante o preenchimento da declaração, possibilidade disponível a partir do ano-base 2019 (declarações feitas em 2020). Dica do estudo da FDC As empresas podem destinar até 4% de seu imposto devido para a Lei Rouanet, enquanto podem destinar somente 1% do imposto para os Fundos do Idoso. Mas, esses recursos não competem entre si! Uma mesma empresa pode destinar 4% para a Rouanet e, ao mesmo tempo, 1% a um Fundo do Idoso. Apesar disso, em 2023, a Lei Rouanet captou cinco reais para cada um real captado pelos Fundos do Idoso. Se todas as organizações estivessem doando para os dois mecanismos, a proporção deveria ser de quatro para um. “Para ajudar quem quer desenvolver projetos com soluções relevantes para a longevidade, em nosso estudo, reunimos um amplo conjunto de dados, iniciativas e análises. Além de oferecer, para quem deseja captar recursos, informações relevantes sobre como preparar um bom projeto e elaborar um plano estratégico para o uso do Fundo do Idoso”, conta Michelle. O estudo recebeu patrocínio do Instituto Votorantim, B3, BrasilPrev, Instituto Unimed, CEMIG, Governo de Minas Gerais, com fomento do Fundo Municipal do Idoso e da Prefeitura de Belo Horizonte, com parceria técnica da Data 8. O material na íntegra pode ser acessado pelo site.
Nossa criatividade é substituível?
01 de Julho de 2025 | Por Andreza Santana* Andreza Santana, General Manager da MCM Brand Experience | Crédito: Divulgação Se você ainda acha que Inteligência Artificial é sinônimo de robôs dominando o mundo, pode relaxar: ainda não chegamos lá. Mas posso garantir que a IA já está revolucionando os eventos corporativos de um jeito que nem mesmo o melhor mestre de cerimônias humano conseguiria. Trabalhando com live marketing, vejo de perto como essa tecnologia está transformando a forma como conectamos marcas e pessoas. Aliás, essa revolução acontece dentro da minha própria casa. Meu marido, Fábio, que respira tecnologia, adora me lembrar que a IA já pode planejar roteiros de viagem melhores do que eu. Meu enteado Theo, de 11 anos, é praticamente um beta-tester de todas as inovações digitais, tornando a tarefa de convencê-lo a sair da tela tão desafiadora quanto criar um evento memorável para a Geração Z. E meus pais, surdos e fluentes em Libras, utilizam a tecnologia como um canal essencial de comunicação e conexão com o mundo. Ou seja, Inteligência Artificial não se trata de substituir humanos. Trata-se de criar experiências personalizadas, acessíveis e, quem diria, inesquecíveis. A IA vai muito além da automação: ela entrega relevância. De nada adianta um evento repleto de hologramas se o conteúdo é chato. Com base nisso, estas são algumas tendências que você precisa acompanhar: Imagine um evento que já sabe seu nome, suas preferências e até o tipo de café que você gosta antes mesmo de você chegar. Ferramentas como ChatGPT, Jasper AI e Recombee estão levando a personalização muito além do simples “bom dia” em um e-mail. Agora, cada interação é feita sob medida para cada participante. A Inteligência Artificial não está apenas auxiliando, mas assumindo os holofotes. Ferramentas como Synthesia e ElevenLabs já conseguem criar apresentadores digitais ultrarrealistas, capazes de conduzir eventos, entrevistas e até painéis inteiros. O desafio? Garantir que essas interações não se tornem frias e impessoais. Ninguém quer um evento onde tanto o mediador quanto a audiência sejam virtuais. Eventos imersivos estão se tornando o padrão, e ferramentas como Looking Glass e Hololens estão trazendo interatividade em tempo real. Não é mais necessário esperar aquele palestrante internacional viajar 15 horas para estar no palco — basta projetá-lo em 3D e pronto, problema resolvido. Apesar de toda essa revolução, o verdadeiro desafio continua sendo manter a conexão humana. A tecnologia é um facilitador, mas não pode tornar os eventos frios e impessoais. Se você já viu um adolescente imerso no celular durante o jantar, sabe do que estou falando. A solução? Usar a IA para potencializar interações reais, e não substituir o contato humano. No final do dia, eventos memoráveis são aqueles que tocam as pessoas de verdade — com ou sem Inteligência Artificial. E você, está pronto para deixar a IA transformar seu próximo evento sem perder o calor humano? Fica aqui a reflexão: hi-tech, sim, mas hi-touch, mais! *Andreza Santana atua como General Manager na MCM Brand Experience. Possui mais de 20 anos de experiência em marketing, inovação e novos negócios. Com uma carreira marcada por passagens em empresas como Natura, Vivo e Electrolux, além de vivências internacionais na França e EUA, Andreza foi pioneira no e-commerce brasileiro ao atuar no Submarino. Reconhecida por sua visão estratégica, lidera a MCM com foco em inovação e excelência na criação de experiências únicas.
Mês do orgulho: Parada LGBT+ de SP discute o envelhecimento em meio à festa e reflexão
30 de Junho de 2025 | Agência Brasil Crédito: Reprodução – Parada SP Evento anual reúne milhares de participantes na Avenida Paulista Com milhares de participantes, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo levou a questão do envelhecimento da população LGBTQiA+ para o centro da discussão e da festa. Na Avenida Paulista completamente cheia – a organização estima público de 4 milhões de pessoas – os 17 trios elétricos desfilaram desde as 13h, rumo ao centro da cidade. Considerado há anos a maior parada pela diversidade no mundo, o evento levou o tema para o centro da discussão pela primeira vez em suas 29 edições. A pauta foi comemorada pelo ativista Norivaldo Júnior, integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que acompanhou o evento com o marido, o publicitário Rodrigo Souza. “Quando a diretoria da parada anunciou que o tema seria o envelhecer foi uma grande alegria para nós, do conselho. A comunidade LGBT passou por uma lacuna durante a década de 80 e ela perdeu muito da sua referência. Hoje a gente consegue fazer ou tentar fazer com que esta geração tenha uma velhice melhor do que a minha“, disse. Ele e o marido são um casal de gerações diferentes, de 62 e 35 anos. “Nós estamos juntos há 14 anos, a gente tem uma diferença de idade de 27 anos, e eu acho que não importa a diferença de idade, mas, se você tem um amor, se você tem um carinho, tem que pensar que amor é construção. Ele leva tempo, paciência e muito companheirismo”, resumiu, emocionado, Rodrigo. Com uma trajetória mais longa na parada, Mey Ling acompanha a mobilização desde 1996, vindo desde 2001 montada. Hoje com 45 anos de idade, considera importante continuar resistindo e se fazer ver neste contexto. “Tem protesto, tem mobilização, e é sempre festa. E montada a gente tem mais visibilidade, chama mais atenção, tem mais foto, todo mundo quer falar, todo mundo quer… Aí é isso, quando a pessoa vem, a gente consegue abrir o leque maior, consegue representar, consegue protestar, consegue colocar pra fora.” Mey Ling na 29ª Parada do Orgulho LGBT+ – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Debutando na festa, o argentino German Rocha, também montado, desfilou alegre. Na maturidade, acha importante conhecer São Paulo e acompanhar a luta pelos direitos além de sua Buenos Aires, de onde veio com o marido e um amigo para desfilar. “Viemos para participar da festa, para demostrar que tanto na Argentina como no Brasil, em muitos lugares, temos a mesma ideologia, de sustentar nossos direitos e conquistas, de buscar mais revolução e mais luta. A América Latina não será vencida”, declarou. O governo estadual mobilizou 1,5 mil agentes de segurança, na própria extensão do evento e nas delegacias. A recomendação das autoridades é de cuidado com os pertences e bloqueio de celulares em caso de furto ou roubo. Por conta do evento, as equipes de saúde e o esquema de transporte também foram reforçados. “Infelizmente temos uma geração, chegando, que é muito ligada às questões do corpo e que nos devolve para o armário pois não consegue nos ver, enquanto idosos, como pertencentes ao movimento. De certa forma não aceitam que irão chegar aos meus 62 anos. Ela volta a nos invibilizar, e faz com que você passe tudo aquilo que muitas vezes você passa na sua juventude, que foi ser expulso de casa, não ser aceito em uma escola, ser difícil conseguir trabalho, quando você chega à idade, à velhice LGBT, você volta a passar por todo esse ciclo novamente. Por isso a importância muito grande de a parada deste ano ter um tema de envelhecimento”, relatou Nori, como é conhecido o ativista. O casal Nori Júnior e Rodrigo Souza participa da 29ª Parada do Orgulho LGBT+ – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil