11 de Setembro de 2024 | Amanda Albela Painelistas de ‘Agetechs: A próxima Fronteira de Investimentos’ – Créditos: Amanda Albela Com mediação de Marcos Eduardo Ferreira, Cofundador da Silver Hub e membro do comitê de investimento Wiz Seguros, o painel “Agetechs: A próxima Fronteira de Investimentos” teve a participação de Ricardo Salomão, Cofundador e Managing Partner da Green Rock, Fabiana Barrufini, Sócia da IKJ Capital, e Marcos Olmos, Venture Capital Director da Vox Capital como debatedores. Para iniciar o painel Marcos Olmos contou que o investimento de impacto é cuidar daquilo que o indivíduo está fazendo com sua renda, e isso se assimila com à saúde: “Em todos os investimentos, independente da vertical, cuidamos de cada um”. Ricardo Salomão compartilhou que está levantando o segundo veículo de investimento, e já fez 22 ao longo do tempo: “Nos tornamos uma gestora formal desde o ano passado e temos uma tese de investimento agnóstica: base tecnológica e serviços, que escalam. Olhamos companhias que tenham sinais de market fit das soluções, num cheque de R$ 5 a R$ 15 milhões, sendo longevidade um setor que estamos de olho. Investimos em duas startups e continuamos olhando.” O palestrante diz que novas soluções devem chegar, não para prolongar, mas mudar a forma como os maduros vivem a vida. “Dentro da Silver Hub, metade das nossas startups estão olhando para saúde“, diz Marcos Ferreira. As biotechs, empresas de tecnologia baseada nas ciências biológicas, são grandes jogadoras desse mercado: “Eu acredito que a saúde desponta com destaque. Estender a qualidade de vida. Existem tendências do envelhecimento e muitos assuntos permeiam a massa muscular. Ter massa muscular é sinal de saúde, é ter força, carregar sacolinha do mercado no futuro. São impactos consideráveis. As biotechs buscam soluções para endereçar e ajudar quem não consegue ou não quer fazer exercício“. Marcos Ferreira questionou Ricardo sobre startups em destaque: “Tem casos lá fora que alguns brasileiros já tentaram mimetizar. Tentaram criar cuidadores fora do padrão habitual, são estudantes universitários e trazem uma perspectiva diferente para o idoso sob uma nova ótica. Por exemplo: um cuidador enxadrista cuida de um idoso que gosta muito de jogar xadrez. A empresa chama de experiência: UAU. Este modelo não é replicável, é muito difícil dizer que nossos universitários virariam cuidadores aqui no Brasil. Mas por outro lado tem inúmeras oportunidades de conseguir para senhores e senhoras, que vai desde o mercado, que já existem até novos mercados que estão sendo criados agora, como por exemplo Terça da Serra, que se assemelha mais a um business de hotelaria do que de saúde”. “Há vários caminhos, nem todos os cases são para Venture Capital, muitas vezes pode ser um private equity“, diz Marcos Olmos. Fabiana conta que os Estados Unidos e a Europa enfrentam o desafio de achar cuidadores. Não há braço para atender toda população, e é aí que as startups entram na função: seja um chatbot que agiliza atendimento, passando de cinco para 25 pessoas atendidas, seja auxiliar na integração de cuidadores no mercado, ou até mesmo auxiliar em convênios de bolsas para cuidadores. Fabiana investe em uma empresa norte- americana de startups de cuidadores autistas. Essa empresa começou a dar treinamento para quem quer ser cuidador, em especial, aos pais dos autistas. Lá, o convênio reembolsa o valor integral. “Há falta de mão de obra no setor de saúde”, diz a debatedora. Marcos Ferreira perguntou se há potencial para ter um unicórnio na longevidade do Brasil, ou seja, uma startup que possui avaliação de preço de mercado no valor de mais de 1 bilhão de dólares americanos. Ricardo diz que não acredita em unicórnios, principalmente no setor da saúde, nem no Brasil nem na América Latina, e deixa como dica: “Conheça como é o jogo de se levantar capital, qual é o perfil de cada um dos investidores, normalmente essas informações são difundidas, em tamanho de cheque, maturidade de empresa. Busque trazer bons investidores anjo, ter alguém de negócios, traga alguém que tenha uma participação pequena, mas que abra portas, definindo seu produto, chegando ao marketfit mais rápido. Seja cara dura!”. Para o palestrante Ricardo, “empreendedorismo é isso, não tenha medo de bater na porta”. Fabiana diz que se pudesse dar uma dica sobre qual área focar em saúde e longevidade, seria na saúde feminina, já que é uma área negligenciada. “Para se ter ideia, até 1980 as mulheres não eram inseridas em estudos clínicos, por isso muita coisa não funciona. Tem um link importante que quase não se fala, que é a menopausa. Basicamente a mulher começa a envelhecer aos 50 anos, para de ter hormônios e isso, se não houver um tratamento, a mulher vai por água abaixo e tem uma saúde e qualidade de vida ruim”. Fabiana encerra com a dica: “Minha dica: olhem para as mulheres”. Marcos Olmos diz que também olham para femtechs, ou seja, softwares e serviços que utilizam tecnologia voltada para a saúde da mulher. “Precisa entender a dor onde está, vou na linha do Ricardo, nós não miramos unicórnio de saúde, tem muita biotech nos Estados Unidos que vai esse discurso, mas fora isso, no Brasil não tem muito isso. Enquanto Vox, sugiro que entenda a intencionalidade do que está fazendo. Em saúde, isso é muito forte: em que magnitude você quer impactar positivamente, um diagnóstico, que você se identifica? Escolher um bom time é vital, é uma jornada de muita incerteza, tem muitos espaços para fintechs e o time faz diferença”.
Inova Silver 2024: Atendimento dos Clientes Sêniores – Transformando Desafios em Resultados
11 de Setembro de 2024 | Amanda Albela Inova Silver 2024 Painel: Atendimento dos Clientes Sêniores (Da esquerda para direita: Cristián Sepúlveda; Vilnor Grube; Ana Cláudia Calil; Fabiano Schneider e Sandro Costa): Transformando Desafios em Resultados – Crédito: Amanda Albela Com mediação de Vilnor Grube (CEO da ClienteSA), o painel contou com a participação de Ana Cláudia Calil (Diretora Comercial e de Marketing da MAWDY), Cristian Sepúlveda (CEO da Apex América e Cofundador/CEO da Silver Hub), Fabiano Schneider (Diretor Executivo de Performance e Atendimento do Banco Mercantil) e Sandro Costa (Head de Produtos da Brasilprev). Os executivos debateram os desafios para alcançar resultados relevantes no mercado de longevidade. Ana Cláudia iniciou falando sobre a importância de gerar valor para o cliente final, destacando que as assistências oferecidas, como serviços de encanador, eletricista e reboque, evoluíram nos últimos 40 anos, trazendo mais conforto e comodidade. Ao falar sobre o atendimento ao público sênior, ela identificou dois pilares fundamentais: a forma de comunicação e a adaptação de serviços e produtos para esse público. A executiva levantou um ponto crítico sobre a comunicação com o público sênior: “Como preparar uma central de atendimento de forma eficaz para esse público?“. A resposta, segundo ela, está no treinamento intenso. Apesar de 71% dos seniores se considerarem digitalmente conectados, Ana Cláudia enfatizou que a abordagem digital não deve ser 100% baseada em chatbots. A comunicação analógica continua sendo importante, especialmente porque muitos seniores ainda preferem o contato via telefone 0800. Embora o público digital esteja crescendo, ele ainda é marginal. Ela ressaltou a necessidade de personalizações, como contraste de cores e tamanho de botões, para melhorar a experiência do usuário. Cristian Sepúlveda refletiu sobre como as marcas estão atendendo o público 60+ e destacou o desafio presente nesse mercado. Embora o setor de longevidade movimente quase 2 trilhões de reais no Brasil, 70% das pessoas acima de 60 anos se sentem ignoradas pelas marcas. Essa negligência também é percebida no atendimento oferecido pelas empresas, que frequentemente tratam os idosos como públicos secundários. Sepúlveda afirmou que, para esse público, é necessário treinamento específico e a implementação de indicadores que meçam a qualidade do atendimento, especialmente considerando as particularidades fisiológicas desse grupo, que pode precisar de mais tempo para raciocinar e interagir. “Empatia, paciência e preparo são essenciais“, destacou. Fabiano Schneider abordou a questão da confiança no atendimento ao público sênior. “Como transmitir confiança ao cliente?“, perguntou. Ele explicou que, embora a digitalização seja uma tendência, muitos celulares no Brasil não têm capacidade para suportar todas as funcionalidades necessárias para uma jornada digital completa. Schneider destacou a importância de personalizar essa experiência, integrando o cliente sênior desde o início do relacionamento, para que ele se sinta seguro e confiante. “O público sênior é uma realidade no Brasil, e é crucial saber como engajá-lo socialmente e oferecer serviços que façam sentido, não apenas empréstimos, mas todo um mosaico de opções que gerem segurança e autonomia.” Sandro Costa complementou, afirmando que o cliente 50+ está totalmente inserido no negócio. O grande desafio, segundo ele, é traduzir decisões financeiras complexas de forma que o público compreenda os impactos em sua longevidade. “Muitas pessoas que acumulam uma quantia significativa ao longo da vida podem acabar enfrentando o ‘efeito loteria’, gastando de forma imprudente e ficando sem recursos posteriormente.” Para evitar isso, a Brasilprev criou uma área de longevidade, com uma estrutura de assessoramento que oferece orientação qualificada, levando em consideração as particularidades de cada cliente. “Não se trata apenas de atender, mas de acolher e demonstrar interesse genuíno pela vida das pessoas, proporcionando as melhores soluções para suas necessidades individuais.” A digitalização e a tecnologia fazem parte da realidade. Cristián Sepúlveda pontua: “Precisamos trabalhar modelos híbridos, há pesquisas que dizem que 70% dos 60+ ou querem ser atendidos por telefone ou presencialmente. Quando falamos de tecnologia é necessário falar de tecnologia assistida e não um único canal de atendimento, para ter essa possibilidade de se comunicar com um ser humano e trabalhar“. Ana exemplificou que a jornada digital faz parte, que muitas vezes alguns clientes 60+ iniciam pela tecnologia, passados alguns minutos, os clientes acabam ligando para falar com um atendimento humano para se certificar que o atendimento foi realmente solicitado. Sandro comenta que deve-se ter uma estimulação para o digital, um início por telefone sugerindo outros contatos e que os resultados são surpreendentes: “Encontra uma taxa de 40% de abertura de e-mails deste público“. Cristián finaliza dizendo que é necessário adequar o modelo de atendimento e trabalhar com tecnologias assistidas.
Inova Silver 2024: Diversidade Etária no Mercado de Trabalho – Desafios das relações internas em um ambiente multigeracional
11 de Setembro de 2024 | Amanda Albela Rafael Ricarte – Crédito: Amanda Albela Durante sua palestra, Rafael Ricarte – Líder de Carreira na Mercer, fez um overview das gerações, considerando experiências formativas: a geração silenciosa, que aspiram a casa própria; os baby boomers, que aspiram um trabalho seguro; a Geração X, que busca um equilíbrio entre o trabalho e a vida; a Geração Y, que aspira liberdade e flexibilidade; e a Geração Z, em que busca segurança e estabilidade. Com isso, tanto atitudes em relação à tecnologia e a carreira, mudam. Confira os índices de independência, sociabilidade, propensão ao risco e dinamismo em diferentes gerações. A pesquisa com 1600 respondentes foi feita pela Mercer Mettl (Map): Independência – as gerações X e Y são mais altas, enquanto a Z possui baixa; Sociabilidade – as gerações X e Y são mais baixas, enquanto a Z possui baixa; Propensão ao risco – a geração X considera baixa, a geração Y média e a Z possui baixa; Dinamismo – as gerações X e Y são mais altas, enquanto a Z possui baixa. Ao longo do tempo, vemos que a relação entre empregador e empregado vai mudando, no passado eram contratos de lealdade, em que o foco era reter: salário e benefícios. Conforme o tempo passa, entram propósitos. Rafael Ricarte em slide explicativo – Crédito: Amanda Albela Confira o número de gerações no mercado de trabalho na pesquisa TRS Mercer 2023, realizada com mais de mil empresas: – Babyboomers: 2% – Geração X: 26% – Millennials: 59% – Geração Z: 13% Rafael explica que existem, no momento, cinco gerações no mesmo ambiente de trabalho. Abaixo, foram listadas as vantagens e desvantagens: Vantagem: Diversidade de ideias (choque de experiências positivas); Fortalecimento de cultura de aprendizagem; Maior resiliência organizacional; Equilíbrio entre experiência e novidade. Desvantagens: Maior tempo para tomada de decisão; Conflitos por divergência de pensamento e falta de empatia; Complexidade em processos de gestão e pessoas; Criação de grupos e silos. O executivo deixa três ideias para se pensar: 1- Flexibilidade: política de gestão de RH flexíveis e adaptáveis, bem como benefícios flexíveis. 2- Comunicação: processos de escuta mais frequentes; adequação de mensagens e meios de comunicação; transparência. 3- Mindset: treinamento e desenvolvimento de líderes líquidos, criar ambiente de segurança psicológica para que as pessoas possam ser quem elas são no ambiente de trabalho e, por fim, grupos de trabalho multigeracionais – todas as pessoas ouvidas e respeitadas.
Inova Silver 2024: Envelhecimento no Brasil, projeções e desafios para 2060
11 de Setembro de 2024 | Amanda Albela Nelson Molina – Crédito: Amanda Albela Iniciando com a palestra de Nelson Molina (Instituto MAG Longevidade), uma ONG que foi criada para estimular as pessoas a fomentar assuntos a este meio. Nos últimos 12 meses alcançou mais de 2.560.000 pessoas, tendo 3.9 milhões de páginas visualizadas. Tem como principais projetos o IDL (Índice de Desenvolvimento Urbano para a Longevidade com a FGV), Indicadores Macroeconômicos 50+ e Mercado de Trabalho 50+ CAGED 50+. O especialista comenta sobre grandes questões a serem enfrentadas em um cenário de brasileiros longevos: Saúde, previdência e trabalho e afirma que o Brasil vem atravessando mudanças na sua estrutura demográfica: deixaremos de ser um país jovem. Perguntando à plateia sobre quem tem mais de 70 anos, “Onde estão os outros setentões? Há trinta anos não teria cabimento uma pergunta dessas, pois a qualidade de vida aumentou“. A expectativa de vida em 1936 era de 44 anos. Para 2042, a expectativa é de 80,07 anos. Nelson abordou sobre as projeções da população brasileira em milhões de pessoas. Até 2060, a população jovem, entre 0 a 14 anos, deve diminuir 36,12%, enquanto pessoas de 15 a 64 anos diminuem 11,10%, e pessoas 65 anos ou mais aumenta em 192%. “Até lá, o INSS deve pagar, no máximo, um salário mínimo“. Comportamento da Sociedade com os Longevos “Todos nós sentimos o peso do preconceito. Hoje em dia, se o cara se cuidar, vai até 80 anos. Hoje a imagem de uma pessoa que já passou dos 60 anos não condiz com o que era no passado” – Há uma dissonância entre como se veem e como acham que são vistos. O financiamento dos idosos não consegue produzir renda suficiente para seu sustento. “De quem é essa responsabilidade? Do Estado, da família ou do próprio indivíduo?” – A resposta está na conjugação de todos os esforços, sendo o principal a poupança construída ao longo da vida produtiva de cada um. Precisamos separar uma reserva para nossa inatividade futura. Isso também são negócios.
Psicopedagoga oferece aulas de alfabetização para pessoas 60+ em São Paulo
11 de Setembro de 2024 | Larissa Gabriel Alvares Psicopedagoga Monika Kratzer – Crédito: Arquivo pessoal Com a intenção de alfabetizar longevos em nível funcional, curso na Zona Sul de São Paulo terá duração de três meses Monika Kratzer, Psicopedagoga e Especialista em Gerontologia, iniciou um projeto de alfabetização para pessoas 60+ na região do Jabaquara, Zona Sul de São Paulo. Com início no mês de outubro deste ano, as aulas acontecerão duas vezes na semana, possuindo duração total de três meses. As turmas serão alfabetizadas em nível funcional, presencialmente na R. das Bicuíbas, 12 – Parque Jabaquara, São Paulo – SP, 04321-150. O valor da mensalidade para o curso é de R$ 35. As aulas serão realizadas presencialmente na Clínica Terapêutica Ventura, que oferece outros serviços como psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, nutrição, neuropsicologia e entre outros. O trabalho de alfabetização em específico, no entanto, é realizado exclusivamente por Monika. Profissional na área editorial literária há quase 20 anos, Monika teve a curiosidade despertada na questão do envelhecimento com o falecimento de seu avô paterno, em 2015. Após o ocorrido, Monika se aprofundou no tema com a especialização em Gerontologia, tomando conhecimento da Estimulação Cognitiva, com a qual atua de forma preventiva e remediativa com pessoas longevas. Em entrevista ao The Silver Economy, Monika falou sobre suas motivações para criar o projeto: “O projeto de alfabetização surgiu como alternativa de atingir um público que demanda do serviço, mas que na maioria das vezes não pode arcar com esse custo. […] Alfabetizar essa população é munir essas pessoas de autonomia para continuarem a aprender ao longo da vida.” Atualmente, a profissional foi convidada a participar da autoria de um material de alfabetização para a Educação de Jovens e Adultos, que debate a alfabetização para pessoas maduras como recurso preventivo para demências. Monika também pontuou como os meios digitais têm um papel importante na alfabetização e treino da leitura e escrita de longevos: “A alfabetização, hoje, está intimamente ligada à autonomia da pessoa, caracterizando inclusive sua participação social e o exercício pleno de sua cidadania. Alfabetizar, além de proporcionar desenvolvimento cognitivo e abertura de possibilidades, é um direito de cidadania.” Índices de analfabetismo em pessoas longevas A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) sobre educação de 2023, divulgada em março deste ano, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o Brasil ainda tem 9,3 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o equivalente a uma taxa de analfabetismo de 5,4%. Ainda que os índices de analfabetismo venham caindo ano após ano, pessoas mais velhas continuam apresentando os maiores resultados, o que cria uma relação proporcional: quanto maior a idade, maior o índice de analfabetismo: “Nota-se que, no Brasil, o analfabetismo está diretamente associado à idade. Quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção de analfabetos. Em 2023, eram 5,2 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o que equivale a uma taxa de analfabetismo de 15,4% para esse grupo etário”, trecho da Pnad Educação 2023. Na análise por cor ou raça do grupo etário 60+, a taxa de analfabetismo das pessoas de cor branca alcançou 8,6% e, entre as pessoas pretas ou pardas, chegou a 22,7%. Comparando as Grandes Regiões do país, em 2023, a taxa de pessoas analfabetas desse grupo etário na Região Nordeste alcançou 31,4%, no Norte, 22,0%, Sudeste e Sul ficaram abaixo de 9% e Centro-Oeste, 13,6%. Investimentos em políticas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade da Educação Básica destinada a jovens e adultos acima de 15 anos que não tiveram acesso ou não concluíram o Ensino Fundamental (1º ao 9º Ano). De acordo com dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) reunidos no dossiê do Movimento Educação pela Base, o investimento na EJA em 2012, incluindo ações de alfabetização, foi de R$ 1,4 bilhão. Em 2021, esse valor caiu para R$ 5,4 milhões. O investimento de recursos federais voltou a subir em 2022, atingindo R$ 38,9 milhões. Mesmo com esse aumento, o dossiê “Em busca de saídas para a crise das políticas públicas para a EJA” destaca que esse valor corresponde a 3% do que foi investido na modalidade há dez anos. Legenda e Crédito: Movimento pela Base – Dossiê “Em busca de saídas para a crise das políticas públicas para a EJA” Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos Atualmente, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) está com uma política pública nacional que visa superar o analfabetismo e qualificar a educação de adultos e jovens. O Pacto Nacional reúne ações de articulação intersetorial implementadas com a participação de ministérios, da sociedade civil organizada, de organismos internacionais e do setor produtivo. As finalidades do Pacto são: superar o analfabetismo; elevar a escolaridade; ampliar a oferta de matrículas do EJA nos sistemas públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e aumentar a oferta da EJA integrada à educação profissional. Lançado em 5 de junho de 2024, o Pacto tem como parceiros: Ministério da Educação (MEC), União, estados, Distrito Federal e municípios. Confira as metas que pretendem ser alcançadas em quatro anos, em todas as unidades da Federação e em seus 5.570 municípios: – 900 mil estudantes do Programa Brasil Alfabetizado (PBA); – 100 mil jovens de 18 a 29 anos do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem); – 540 mil estudantes beneficiários do Pé-de-Meia EJA; – 190 mil estudantes do sistema prisional; – 10 mil alunos da Universidade Aberta do Brasil formados; – 60 mil educadores populares; – 3 mil escolas com recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE-EJA). SERVIÇO: Curso: Alfabetização para pessoas maduras. Duração: 3 meses. Início das aulas: Outubro/2024 e Fevereiro/2025. Frequência das aulas: Duas vezes por semana. Local: R. das Bicuíbas, 12 – Parque Jabaquara, São Paulo – SP, 04321-150. Valor mensal: R$ 35. Inscrições: Via Whatsapp – (11) 99824-2909 – Falar
Debate sobre reforma da previdência é fomentado graças ao envelhecimento populacional
10 de Setembro de 2024 | Larissa Gabriel Alvares Crédito: Gutemberg Amorim Ainda que profissionais alertem sobre o rombo fiscal que a falta da reforma pode causar, governo diz que o plano está fora do radar Com a divulgação das pesquisas das Projeções da População 2023, feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), observamos o aumento da expectativa de vida do brasileiro, bem como o crescimento da população 60+ no país, que estimam representar 37,8% dos habitantes brasileiros em 2070. Mais informações sobre esses dados já foram publicadas no The Silver Economy. O envelhecimento populacional já é uma realidade e pretende continuar crescendo com o passar do tempo. Por isso, o mercado, a economia e a sociedade passam a olhar com mais atenção para o público maduro. Questões políticas e econômicas que envolvem essa parcela da população, como a reforma da previdência, entram em debate novamente. Na matéria de hoje, a equipe do The Silver Economy vai explicar um pouco mais sobre a reforma da previdência e seus impactos na sociedade, que vão além das pessoas longevas. Modelo vigente em 2024: Nova Previdência Existem muitos modelos de previdência que podem ser aplicados. No Brasil, usamos o sistema de repartição simples, onde a administração da renda pressupõe um equilíbrio coletivo: as contribuições previdenciárias pagas pelos trabalhadores ativos destinam-se a cobrir os gastos com os benefícios dos inativos (aposentados). O governo também contribui para inteirar esse valor. No entanto, com o aumento da população longeva, o número de trabalhadores inativos tende a ser superior ao número dos trabalhadores ativos, afetando o equilíbrio do sistema e aumentando os gastos públicos. Em 2019, durante o primeiro ano do governo do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, a Nova Previdência, vigente até os dias de hoje, entrou em vigor com a publicação da Emenda Constitucional nº 103, no Diário Oficial da União. Na Nova Previdência: “Passou-se a exigir que mulheres se aposentem com idade mínima de 62 anos e pelo menos 15 anos de contribuição. Para homens, a idade mínima é de 65 anos e 20 anos de contribuição. No entanto, quem já contribuía para o INSS antes da aprovação da reforma, em novembro de 2019, foi criado um regime de transição, que prevê alterações nas regras todos os anos, até 2031. Assim, a idade mínima para pedir a aposentadoria subiu seis meses em relação ao regime anterior. As mulheres nesse novo modelo, precisam ter no mínimo 58 anos e 6 meses. Para os homens, passou a ser 63 anos e 6 meses. O tempo mínimo de contribuição passou a ser de 30 anos para as mulheres e 35 para os homens.” – Matéria feita por Anna França, para InfoMoney. Ainda existem mudanças na aposentadoria por invalidez, atualizações de sistema de pontuação e diferenças nas regras para os cargos de servidores e militares. Principais pautas do debate Em entrevista ao Poder360, em 25 de junho de 2024, o economista José Ronaldo de Souza avaliou a necessidade das mudanças no modelo vigente, justificado pelo descompasso dos gastos públicos e as projeções previdenciárias: “É quase inevitável que a gente realmente tenha novas reformas. Particularmente, aumentando em termos reais o salário mínimo e o piso da Previdência estando –como está hoje– indexado ao salário mínimo, essa necessidade vai acontecer de forma mais rápida. Por quê? Porque esse aumento de gasto está acelerando de forma mais rápida”, disse José ao Poder360. Wagner Balera, ex-procurador do INSS, também validou a possibilidade da reforma, em entrevista ao Portal Uol: “Nós estamos em um verdadeiro beco sem saída, porque não vai haver dinheiro para sustentar o sistema”, disse Wagner Balera ao Uol. O aumento da idade mínima e do tempo de contribuição são dois pontos principais do debate, que divide a opinião dos profissionais. A desigualdade dos benefícios concedidos a diferentes cargos também são tópicos levantados. Pedro Nery, consultor legislativo do Senado, disse em entrevista ao Uol: “Ainda há privilégios nos regimes dos servidores e militares. É difícil aceitar mudança focada em quem ganha um salário mínimo quando militares seguem se aposentando antes dos 50 anos com o maior salário da carreira”, diz Pedro Nery ao Uol. Ainda, é avaliada uma transição para substituir o regime de repartição pelo regime de capitalização. No regime de capitalização, cada trabalhador é responsável por contribuir para sua própria previdência, de certo modo, como uma poupança. Tal poupança seria gerida por entidades públicas e privadas, de acordo com a escolha do trabalhador. Posicionamento do governo Neste mês de setembro, o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou durante entrevista ao programa Em Ponto, da GloboNews, que discutir uma eventual reforma da Previdência está fora do radar do governo federal. “Não está em discussão a reforma da Previdência neste momento, do regime geral [INSS]. O que tem no Congresso Nacional é uma PEC que estende a reforma dos regimes especiais para estados e municípios”, diz Haddad ao programa Em Ponto.
Fundadores de franquias de residenciais sênior pretendem faturar R$ 150 milhões ainda este ano
6 de Setembro de 2024 | Larissa Gabriel Alvares Joyce Duarte Caseiro e Pedro Moraes, sócios e fundadores da Terça da Serra – Crédito: Divulgação Terça da Serra é a primeira e maior rede de Residenciais Sênior do país, com 160 unidades espalhadas pelo território nacional Tudo começou em 2014, quando a médica Joyce Duarte Caseiro estava à procura de uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) para o seu avô Alberto. Ao se deparar com esse mercado, Joyce notou a carência de um local que prestasse um serviço de qualidade com amplas opções de lazer e principalmente, com a atenção e suporte individual humanizado para os longevos. Foi aí que a médica decidiu iniciar seu próprio projeto no ramo. Com dez anos de atividade, Terça da Serra se tornou a primeira e maior rede de Residenciais Sênior do país. “Eu queria que ele tivesse qualidade de vida, assistência de qualidade e se sentisse em casa. Queria muito mais do que um lugar onde o idosos dorme, come e toma banho“, diz Joyce em entrevista à revista Exame. Crescimento dos negócios O que começou como projeto pessoal em Jaguariúna, num espaço com 12 quartos, cinema, espaço para fisioterapia, horta e sala de jogos, hoje fatura cerca de 115 milhões de reais, com vistas de chegar em 150 milhões de reais ainda neste ano. A doutora Joyce Duarte e o economista Pedro Moraes são o casal fundador da Terça da Serra, empresa com 160 unidades espalhadas pelo país, mais de 120 franqueados e 2.500 leitos no Brasil, com cerca de 80% de ocupação. Durante o início do negócio, Joyce foi fazendo parcerias para abertura de novas unidades com outros médicos conhecidos, e observou o potencial de empreendedores e investidores na área da saúde que buscavam boas oportunidades com retorno e satisfação pessoal. Em 2017, depois de uma consultoria, resolveram estabelecer um modelo de expansão por franquia. Em 2020, o Grupo SMZTO, referência no investimento em franquias, tornou-se sócio da rede, fazendo parte do conselho da marca e com a missão de impulsionar ainda mais o crescimento da franquia. No ano de 2023, Joyce e Pedro decidem investir R$ 15 milhões na criação de hospital de transição. O hospital Revitare é um hotel de quatro andares adaptado para acomodar 100 leitos. Diferente da Terça da Serra, que é voltada para maduros, a unidade atende adultos de todas as idades que precisam de reabilitação. As propostas do hospital de transição são aliadas à constante inovação, visando conforto e praticidade no atendimento dos maduros. “Idosos, por vezes, têm problemas de saúde e vão para os hospitais. Depois, retornam para as residências“, diz Pedro Moraes, em entrevista à Exame. “Vamos otimizar toda essa dinâmica e reduzir os riscos para os idosos, como as possibilidades de infecção hospitalar, por exemplo“. Diferenciais da rede Para a criação de um residencial sênior diferente dos padrões atuais, Joyce pesquisou modelos de casas de repouso na Europa e nos Estados Unidos, adaptando as ideias para a realidade brasileira. “É uma questão que vem de fora. Outros países estão sendo protagonistas nestas mudanças para estruturas de recuperação e atendimento aos idosos”, diz Joyce em entrevista à Exame. As unidades oferecem serviços como: – Fisioterapia;– Nutricionista;– Enfermagem 24 horas;– Médicos;– Terapia ocupacional individual e em grupo;– Atividade física adaptada;– Musicoterapia;– Estimulação cognitiva;– Inserção social;– Cinema;– Piscina. As formas de hospedagem também são variadas, permitindo que o indivíduo more, passe uma temporada, ou apenas passe o dia nas residências. Alguns estados que possuem as unidades de Terça da Serra são: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Pará e outros mais.
Melodias na longevidade: Músicos 60+ que ainda fazem história nos palcos
6 de Setembro de 2024 | Larissa Gabriel Alvares Crédito: Pexels – Brett Sayles Marcando gerações, artistas icônicos continuam produzindo músicas e se apresentando na maturidade Traço cultural, a música é uma forma de arte e manifestação que abrange uma diversidade de gêneros e estilos, os quais possuem nomes memoráveis de artistas que inovaram e revolucionaram os padrões até então conhecidos e consolidados. Segundo um relatório divulgado em 2023 pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), os brasileiros ouvem, em média, 24,9 horas de música por semana. O tempo de consumo é maior do que o índice mundial, de 20,7 horas semanais. Maior pesquisa global sobre consumo de música, o estudo foi feito com base nas respostas de mais de 43 mil pessoas em 26 países. O relatório mostra que o Brasil está à frente de países como os Estados Unidos (19,8 horas semanais), Reino Unido (19,6), França (18,1), Itália (20,9), Espanha (21,6) e Argentina (24,7). Sabendo da incidência da música no cotidiano brasileiro, reunimos abaixo artistas 60+ que continuam a fazer história nos palcos: Cantores nacionais 1 – Maria Bethânia Crédito: Instagram – @mariabethaniaoficial Um dos nomes mais marcantes da MPB, Maria Bethânia é cantora, compositora, produtora, atriz e poetisa brasileira, e leva títulos como “Abelha Rainha” e “Rainha da MPB”. Bethânia foi a primeira mulher a vender mais de 1 milhão de discos no Brasil. O último álbum lançado pela artista aconteceu em 2021, sendo o 35º disco de sua discografia, intitulado “Noturno”. Maria Bethânia está atualmente em turnê pelo país com seu irmão, Caetano Veloso. A turnê “Caetano & Bethânia” iniciou em agosto de 2024 e tem previsão para encerrar em dezembro do mesmo ano. Novas datas foram abertas devido a alta demanda do público. 2 – Nando Reis Crédito: Instagram – @nandoreis Nando Reis é cantor, compositor e produtor musical brasileiro. Foi membro da clássica banda de rock dos anos 80, Titãs, entre 1982 e 2002. Nando ficou conhecido como um dos maiores compositores da sua geração, tendo muitas músicas regravadas por outros grandes artistas, como “O Segundo Sol” e “Relicário”, gravados por Cássia Eller; e “Resposta” e “É Uma Partida de Futebol”, gravados pelo Skank. O artista anunciou neste ano o lançamento de “Uma Estrela Misteriosa”, um álbum triplo que será vendido separadamente: “Uma”, “Estrela” e “Misteriosa”. Os shows de estreia se iniciam no dia 20 de setembro de 2024. Nando confirmou participações de músicos de Pearl Jam, Nirvana, R.E.M. e Guns N’Roses nas músicas. 3 – Carlinhos Brown Crédito: Instagram – @carlinhosbrown Carlinhos Brown é cantor, compositor, produtor musical, arranjador, percussionista, multi-instrumentista e artista visual brasileiro. Foi o primeiro brasileiro a fazer parte da Academia do Óscar e a receber os títulos de Embaixador Ibero-Americano para a Cultura e Embaixador da Justiça Restaurativa da Bahia. Carlinhos participou do grupo Tribalistas, com Marisa Monte e Arnaldo Antunes. Ao longo de sua trajetória, Carlinhos promoveu diversas revitalizações rítmicas, desenvolvendo conexões com suas raízes ancestrais e sendo engajado em questões sociais. Seu último álbum foi lançado em 2023, intitulado “Pop Xirê”. O artista participa ativamente de festivais e grandes shows. De 13 a 15 de setembro, Carlinhos estará em Paris com franceses, brasileiros e pessoas de diferentes nacionalidades na “Lavagem de Madeleine“. A Lavagem é um evento europeu que retrata um Brasil afrodescendente. 4 – Dinho Ouro Preto Crédito: Instagram – @capitalinicial Vocalista da banda Capital Inicial, Dinho Ouro Preto é cantor e compositor brasileiro. Na década de 80, participou de uma das bandas punks mais influentes de Brasília, Aborto Elétrico. O rompimento da banda deu origem a dois grupos marcantes: Legião Urbana e Capital Inicial – a qual Dinho participa até os dias de hoje. O quarto álbum solo de Dinho foi lançado em 2020, intitulado “Roque em Rôu“, e conta com 12 regravações de bandas e artistas do rock brasileiro. A banda Capital Inicial está encerrando a turnê 4.0, com datas marcadas até o final deste ano. 5 – Alcione Crédito: Instagram – @alcioneamarrom Cantora, compositora e multi-instrumentista brasileira, Alcione é uma das mais notórias sambistas do país. A cantora recebeu a alcunha de “Marrom“, “Dama do Samba” e “A Voz do Samba”. Com trinta álbuns de estúdio e nove ao vivo, vendeu 8 milhões de cópias de discos em todo o mundo. Alguns de seus hits são “Você me vira a cabeça”, “Meu ébano”, “A loba”, e “Não deixe o samba morrer”. O último álbum da artista foi lançado em 2020, com o título “Tijolo por Tijolo”. Em comemoração aos seus 50 anos de carreira, Alcione está atualmente em turnê internacional, e já passou por cidades da Europa e da África, como Londres, Lisboa, Porto e Angola. BÔNUS: Nossa equipe se inspirou tanto neste tema, que pesquisou cantores internacionais para entregar um conteúdo ainda mais rico. Confira: 1 – Paul McCartney Crédito: Instagram – @paulmccartney Baixista e compositor da banda de rock mais influente da história, Paul McCartney trilhou seu caminho na indústria musical ao lado de seus companheiros, The Beatles. Paul é cantor, compositor, multi-instrumentista, empresário e produtor musical. Após seus lançamentos na carreira solo, o artista anunciou sua turnê mundial intitulada “Got Back Tour”. Paul voltará para o Brasil em outubro deste ano. O artista já esteve em cinco cidades brasileiras em 2023 e vendeu mais de 2 milhões de ingressos. 2 – Billy Idol Crédito: Instagram – @billyidol O cantor britânico Billy Idol é um dos grandes nomes que constroem a história do movimento punk. Billy iniciou sua carreira musical como integrante do Bromley Contingent, um grupo de seguidores do Sex Pistols. Após isso, o artista participou de outras bandas que seguiam a mesma visão da contracultura. A partir de 1980, com o fim dos grupos, Billy Idol resolve investir em uma carreira solo. Mudou-se em definitivo para os Estados Unidos e lançou grandes hits como “Dancing With Myself”, “Rebel Yell” e “Eyes Without a Face”. Atualmente, o artista está em turnê pelo Canadá com seu álbum “Rebel Yell”. 3 – Joan Jett Crédito: Instagram – @joanjett Joan Jett é
5 obras literárias nacionais de escritores maduros que você precisa conhecer
5 de Setembro de 2024 | Larissa Gabriel Alvares Crédito: Pexels – Cottonbro Studio Segundo a Câmara Brasileira do Livro, cerca de 16% da população brasileira acima de 18 anos afirma ter comprado ao menos um livro nos últimos 12 meses A literatura brasileira é repleta de obras marcantes que fomentam a construção da identidade nacional. De ficção a livros de autoajuda, de relatos de superação a estudos culturais, a escrita é multigeracional e transforma a vida de muitas pessoas, sendo a base para educação, alfabetização e instigação ao pensamento crítico. Em 2023, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) apresentou uma pesquisa mostrando o retrato do consumo de livros no país. Entre os dados coletados, cerca de 16% da população brasileira acima de 18 anos afirma ter comprado ao menos um livro nos últimos 12 meses. Em outras palavras, o mercado editorial teve ao redor de 25 milhões de consumidores de livros, entre os quais 74% têm a intenção de comprar novamente nos próximos três meses. O perfil do comprador está mais concentrado em mulheres, de classes C e B, predominantemente no Sudeste e Nordeste. 91% desses consumidores possuem níveis educacionais acima do Ensino Médio. Entre as atividades de lazer, além da leitura, observa-se um uso de redes sociais e acesso a streamings acima da média da população. As razões mais citadas para comprar um livro foram “crescimento pessoal” seguido de “lazer”. A democratização do acesso aos livros se faz necessária de diversas formas. Por isso, compilamos obras de diferentes gêneros escritas por autores 50+ para você já colocar na sua lista: A natureza da mordida Data da primeira publicação: 2018 / Editora: QuixoteAutor: Carla MadeiraIdade: 59 anos Crédito: Editora Quixote “Somos felizes, Olívia, até o dia em que deixamos de ser. Aí notamos que a felicidade não é uma coisa abstrata, nem poética, nem complexa. Ela apenas está lá disponível e é sobretudo a ausência do irreversível”. Biá é uma psicanalista já reformada e apaixonada por livros. Olívia é uma jovem jornalista que está devastada por uma perda recente. Uma pergunta agitadora dá início a interação entre as duas: O que você não tem mais que te entristece tanto? Aos poucos, descobrimos as histórias e dores de cada uma nessa amizade nascente.O livro se destaca pela forma como aborda a dualidade do amor e do sofrimento. Somos apresentados ao amor como uma força poderosa, capaz de curar e destruir, explorando como as relações podem ser simultaneamente fonte de conforto e dor. Sobre a autora: Carla Madeira é escritora, jornalista e publicitária mineira. Foi a escritora de ficção mais vendida do Brasil em 2023. Seu sucesso com o romance “Tudo é rio” fez com que vendesse mais de 40 mil exemplares em 2021. O arqueiro Data da primeira publicação: 2023 / Editora: ParalelaAutor: Paulo CoelhoIdade: 77 anos Crédito: Editora Paralela “O arco é a vida: dele vem toda a energia. A flecha irá partir um dia. O alvo está longe. Mas o arco permanecerá sempre com você, e é preciso saber cuidar dele”. Um homem estrangeiro chega a uma aldeia procurando por um indivíduo chamado Tetsuya, alegando que esse seria um dos maiores arqueiros do país. Um jovem garoto da aldeia o guia até Tetsuya. Após o encontro, e a partida do estrangeiro, o jovem se instiga pela conversa e passa a questionar Tetsuya. O livro é cheio de ensinamentos e metáforas, mas uma coisa é certa: o arco é a vida, a flecha é o intento e o alvo é o objetivo a ser alcançado. Sobre o autor: Paulo Coelho é um escritor, letrista, jornalista e compositor brasileiro. Ocupa a 21° cadeira da Academia Brasileira de Letras. Um de seus destaques é o livro “O Alquimista”, considerado como um importante fenômeno literário do século XX, já tendo vendido mais de 150 milhões de cópias, superando livros como “O Pequeno Príncipe”. Canção para ninar menino grande Data da primeira publicação: 2018 / Editora: PallasAutor: Conceição EvaristoIdade: 77 anos Crédito: Editora Pallas “Independente da afirmativa de que a paixão ou o amor podem ser construídos e mantidos durante os longos tempos de vivência com a outra pessoa, Juventina parece ter construído esses sentimentos sozinha. Amou e se apaixonou sozinha.” Fio Jasmim trabalha como maquinista e vive de relacionamentos temporários pelas cidades que passa. De destino, em destino, Fio constrói um amor, mas vai embora e deixa uma marca em cada mulher que fica para trás. A obra discute com maestria as contradições e complexidades em torno da masculinidade de homens negros e os efeitos nas relações com as mulheres negras. O livro inova na literatura brasileira com personagens negras que são descritas a partir de sua subjetividade. Sobre a autora: Conceição Evaristo é uma linguista e escritora afro-brasileira. É uma das mais influentes literatas do movimento pós-modernista no Brasil, escrevendo nos gêneros da poesia, romance, conto e ensaio. Tinha um tsunami no caminho Data da primeira publicação: 2024 / Editora: DBA EditoraAutor: Deborah Telesio e Marie Felice Weinberg Crédito: Editora DBA “Nas muitas vezes que voltamos a falar sobre o tsunami, concluímos que ele provocou efeitos opostos, mas complementares, em cada uma de nós. No meu caso, me fez mais forte, mais corajosa e muito mais cuidadosa com as outras pessoas. Para ela, a prova a fez reconhecer e aceitar sua própria fragilidade.” Deborah e Marie, amigas há quinze anos, enfrentaram uma catástrofe natural no dia 26 de dezembro de 2004. O tsunami de magnitude 9,1 na escala Richter deixou mais de 200 mil pessoas mortas na Ásia, e as autoras foram sobreviventes em meio a uma viagem de férias, na Tailândia. A narrativa alterna as experiências de ambas, desde o impacto das ondas até a luta pela sobrevivência. Sobre as autoras: Deborah Telesio é CEO e general management conduzindo negócios no setor de saúde na América Latina há 10 anos, e também tem duas décadas de experiência em Marketing de empresas multinacionais.Executiva na área de Marketing, Marie Felice Weinberg é formada em constelação sistêmica e contação de histórias. Com
Empreendedores sêniores no mercado: conheça 4 nomes que estão despontando a economia prateada
4 de Setembro de 2024 | Larissa Gabriel Alvares Crédito: Pexels – Gustavo Fring Segundo levantamento de Karen Etkin, fundadora do The Age Tech academy, 30% das empresas que triunfaram foram criadas por pessoas acima dos 50 Você já se perguntou qual a melhor idade ou setor para começar a empreender? Ao olhar para o mercado, encontramos autônomos de diversas as faixas etárias, em diferentes serviços, que traçaram os mais variados caminhos. A verdade é que não existe uma idade certa para começar a empreender! A economia prateada vem marcando presença e assumindo cases de sucesso na maturidade. Dados do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) indicam que cerca de 3,1% das pessoas que empreendem no país têm mais de 60 anos. Em 2017, o Sebrae realizou uma pesquisa que traçou o perfil do potencial empreendedor aposentado. Dentre aqueles que já são aposentados, cerca de 8% já abriram seu próprio negócio. Aproximadamente 25% dos entrevistados afirmaram que pretendem abrir uma empresa no futuro. Destes, 10,8% planejam abrir uma empresa em até dois anos. Na sétima edição do State of age tech 2024, o mais recente balanço do mercado da tecnologia voltada para um envelhecimento de qualidade, Keren Etkin, fundadora do The Gerontechnologist e The Age Tech Academy, apresentou números impressionantes sobre os indices de sucesso do publico longevo. Confira o recorte do portal Bem-Estar: “O interessante é que empreendedores maduros são os que têm mais chances de êxito: a idade média dos fundadores das startups de maior crescimento é 45 anos. No entanto, um empreendedor de 50 anos tem 1.8 mais chance de chegar ao sucesso do que seu par de 30. Se tiver 60 anos, as chances triplicam. No levantamento, 30% das empresas que triunfaram foram criadas por pessoas acima dos 50.” O crescimento e diversificação do mercado empreendedor está cada vez mais evidente. Na matéria de hoje, reunimos 4 cases de sucesso ligados a longevidade e empreendedorismo da economia prateada brasileira: Cléa Klouri Crédito: Pexels – Reprodução Linkedin Cléa Klouri tem mais de trinta anos atuando na área de planejamento de grandes agências de publicidade. Ela se formou em comunicação com especialização em marketing de serviços e hoje em dia é especialista no mercado da longevidade. Fundadora do Silver Makers, hub de marketing de influência 50+, Cléa atualmente é responsável pelos novos negócios e lidera os projetos de pesquisa adhoc do Data8. O interesse em trabalhar no ramo da longevidade começou em 2016, quando Cléa se deparou com dados do envelhecimento acelerado da população: “Isso acendeu uma luz vermelha na minha cabeça. Mergulhei mais no assunto. O que foi muito inspirador para mim, que sempre tive uma atração pelo tema longevidade”. Em entrevista exclusiva ao The Silver Economy, Cléa listou as principais características de um empreendedor: “Perseverança, comprometimento, estar sempre atualizado, ter um bom relacionamento no mercado, entre outros. Mas o que é importante aqui é ressaltar que as pessoas 50+ já carregam uma experiência valiosa, com muitos aprendizados, o que possibilita uma margem de erro menor”. Ainda, acrescentou como os relacionamentos intergeracionais, ou seja, entre diferentes gerações, são enriquecedores: “É importante ressaltar também a importância do relacionamento intergeracional, gerando uma valiosa troca de experiência e aprendizado entre gerações”. Fran Winandy Crédito: Arquivo pessoal Fran Winandy é psicóloga e iniciou sua trajetória na área de recursos humanos. Posteriormente em seu mestrado, descobriu a amplitude do tema diversidade e se encantou com o pilar etário. Fran realiza palestras, rodas de conversas, mentorias, podcasts e empreende com trabalhos de consultoria para implementação de Programas de Diversidade Etária e Integração Geracional dentro de organizações. “O mercado 50+ é um oceano prateado de oportunidades. São 54 milhões de consumidores que, só no Brasil, movimentam cerca de 2 trilhões de reais, mas se sentem ignorados e invisibilizados. Faltam produtos e serviços para este público. Falta trabalho, e, sobretudo, faltam empregos”, afirmou a profissional. Quando questionada sobre a introdução da economia prateada na sociedade, Fran refletiu: “Ainda temos muito pioneirismo neste mercado, o que significa ter que abrir muitos caminhos em ‘mata fechada’, onde nem sempre o ‘ganha-ganha’ é praticado ou compreendido. Aliás, temos muitas vezes que começar do ‘Beabá’ pois muitas pessoas não conhecem nem compreendem o potencial da Economia da Longevidade”. Autora do blog etarismo, onde escreve artigos e compartilha conteúdos sobre o tema, Fran tem o compromisso de difundir a discussão no Brasil. Marcos Ferreira Crédito: Mauro Stanichesk Investidor e referência no mercado securitário, Marcos Ferreira é co-fundador da Silver Hub, aceleradora de startups focada no mercado da longevidade, e co-fundador do Homens de Prata, projeto que nasceu com o propósito de conectar homens da geração prateada. Marcos sempre teve um olhar atento aos impactos da longevidade e, em 2021, estudou os desafios e oportunidades da economia prateada, participando da primeira turma do curso de Formação Executiva em Mercado de Longevidade da FGV, de São Paulo. Em conversa com a equipe do The Silver Economy, o executivo revelou o porquê resolveu trabalhar neste mercado: “Eu, particularmente, tive vivências enquanto executivo de vida privada, e percebi que ter só a vida financeira estruturada não é suficiente para uma longevidade. Várias situações me mostraram que há aspectos da vida humana, como saúde, qualidade de vida, estilo de vida, que são pilares. Atuando ativamente na longevidade posso contribuir neste mercado”. Ainda, Marcos dá dicas para maduros que querem entrar no mercado: “Para ser empreendedor é necessário que a pessoa seja inquieta, que goste de conhecer o novo, assumir riscos…. Agora, sendo maduro, há uma capacidade intelectual pela curva de aprendizado anterior e experiências vividas, já está muito mais preparado para não correr riscos desnecessários”. Arine Rodrigues Crédito: Reprodução – Divulgação “Eu (Arine) sou filha de pais maduros. Cresci rodeada pelas insatisfações e desejos não atendidos deles relacionados às plataformas disponíveis de compras/vendas. Quando eles faleceram, em 2018, trabalhar com os maduros virou uma missão e um propósito de vida”. O marketplace Vida60mais é uma plataforma que concentra uma variedade de produtos e serviços relacionados à saúde/bem-estar dos idosos. As fundadoras formadas