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    Mitos e verdades sobre o veganismo e o vegetarianismo depois dos 50 anos

    Cultura & Lifestyle

    21 de Outubro de 2024 | Larissa Gabriel Alvares Frutas e vegetais sobre a mesa | Créditos: Arina Krasnikova – Pexels Pesquisas da Sociedade Vegetariana Brasileira revelaram que aproximadamente dez milhões de habitantes no país são veganos Segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), o veganismo é definido como um movimento em que seus adeptos excluem, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e crueldade contra os animais – seja na alimentação, vestuário ou outras esferas do consumo. Já o vegetarianismo é uma escolha alimentar na qual se tira os produtos de origem animal do cardápio. No Brasil, o número de pessoas veganas e vegetarianas tende a crescer. Em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) a SVB realizou uma pesquisa que apontou que quase 30 milhões de pessoas se declararam vegetarianas em 2018, o que representa cerca de 14% da população nacional. As expectativas de crescimento para 2023 foram de mais 40 milhões de vegetarianos, o que aumenta a representação para 20% da população nacional. Em relação aos veganos, foi estimado que existem dez milhões de habitantes no país aderem o estilo de vida e alimentação. Diferente de uma pessoa que já nasceu com uma dieta vegetariana ou vegana, quem pretende mudar a alimentação para uma base 100% vegetal deve tomar alguns cuidados nesta transição, principalmente se tiver a idade superior ou igual a 50 anos. Na matéria de hoje, a equipe do The Silver Economy realizou uma entrevista com a nutricionista Rita Novais (CRN – 6609) sobre mitos e verdades sobre o veganismo e o vegetarianismo na maturidade. “Existem diferenças entre a saúde de pessoas veganas ou vegetarianas com mais de 50 anos e a saúde de longevos onívoros?” Segundo Rita, uma das principais diferenças entre uma pessoa com uma dieta vegana/vegetariana e uma pessoa com uma dieta onívora é uma menor concentração de colesterol. A Pfizer, empresa farmacêutica, define o colesterol como um composto gorduroso utilizado para a produção das membranas celulares e de alguns hormônios. Existem diferentes tipos de colesterol, o HDL (também conhecido como “colesterol bom”), LDL (também conhecido como “colesterol ruim”) e VLDL. “O colesterol LDL de quem consome carnes e proteínas de origem animal tende a ter uma concentração maior”, aponta a nutricionista. “Existem prejuízos para pessoas maduras na dieta vegetariana ou vegana?” Rita ressalta que, com um bom acompanhamento médico, a dieta vegetariana ou vegana após os 50 anos não apresenta prejuízos: “pelo contrário, a dieta tem vários fatores que são benéficos à saúde, principalmente em relação ao colesterol e a redução da possibilidade do câncer intestinal. Hoje, com o consumo de proteína de origem animal, nós temos um grande número de pacientes com câncer de intestino, então, não vejo nenhum problema se o paciente estiver bem acompanhado”, observa Rita. “Quais são os cuidados necessários para uma transição de dieta após os 50?” O primeiro exame necessário para uma transição de dieta é o exame de sangue. Com a análise dos resultados, Rita conta que é necessário identificar os índices de vitamina B12, de cálcio e de ferro, com atenção especial à vitamina B12, já que ela vem de alimentos de origem animal. A rotina do indivíduo, como a incidência de atividades físicas, esforços da atividade profissional, e alimentos que costuma comer também impactam diretamente nesta análise. “Eu observo com atenção a suplementação na dieta desse paciente vegetariano ou vegano, para ver se ele tá suprindo a necessidade dos aminoácidos”. “Quais alimentos vegetais são os mais indicados para pessoas longevas?” Na indicação de vegetais, a nutricionista ressalta a importância de ampliar o paladar e não concentrar toda alimentação na proteína de soja, uma vez que somente ela não é capaz de trazer o aporte de vitaminas, minerais ou aminoácidos necessários. “É muito importante consumir vegetais verdes escuros, como por exemplo, ora-pro-nóbis, vagem, couve, escarola, catalônia, para que você tenha um aporte de ferro”, explica Rita. Beterraba, cenoura e espinafre são outros aliados na alimentação que são ricos em vitamina A: “Devemos ficar de olho porque nossa célula precisa muito dessa vitamina para cuidar da visão, mas também é necessária para a pele, para o cabelo e para demais funções do corpo. A suplementação do paciente vegano ou vegetariano não é só focada na B12, é necessário olhar para a alimentação e verificar como o corpo dele se porta na absorção desses nutrientes”.

    21 de outubro de 2024 / 0 Comentários
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    Mulheres continuarão vivendo mais que os homens até 2070, segundo IBGE

    Saúde

    16 de Outubro de 2024 | Larissa Gabriel Alvares Mulher madura | Créditos: funda izgi – Pexels Em 2023, as pesquisas mostram que mulheres e homens possuem 6,6 anos de diferença na expectativa de vida As Projeções da População divulgadas neste ano, que compilam pesquisas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2023, nos dão espaço para repensar o perfil do brasileiro com o passar do tempo. Entre recortes da longevidade como o aumento da população com sessenta anos ou mais no país, encontramos outro dado que está frequentemente presente nas análises: a diferença da expectativa de vida entre homens e mulheres. Nos anos 2000, a expectativa de vida das mulheres era de 75,1 anos, enquanto a dos homens era de 67,7 anos, uma diferença de 7,8 anos. Em 2023, as pesquisas mostram 79,7 anos para as mulheres e 73,1 anos para os homens, resultando em 6,6 anos de diferença. As projeções para 2070 reduzem essa diferença para 4,4 anos, sendo mulheres com 86,1 anos e homens com 81,7 anos. Mesmo em parâmetro mundial, a longevidade da mulher em relação ao homem ainda é superior. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a média das expectativas de vida ao nascer da população mundial era de 75, 8 anos para mulheres e de 70,5 anos para homens em 2023. O que explica essa diferença? Existem alguns fatores que explicam a diferença entre a expectativa de homens e mulheres. Para a OMS, o fato de os homens se cuidarem menos, por se consultarem com médicos com menor frequência, e consumirem em média cinco vezes mais tabaco e álcool que as mulheres, contribui de forma efetiva para a redução da longevidade. Segundo o Ministério da Saúde, três em cada dez homens não têm o hábito de ir ao médico. Ainda, de acordo com pesquisa do Centro de Referência em Saúde do Homem, mais da metade dos pacientes do sexo masculino só procura atendimento médico em casos de problemas de saúde avançados. Outros dados sobre esse tema são revelados com a pesquisa da Cleveland Clinic (centro médico acadêmico norte-americano sem fins lucrativos): 20% dos homens admitem não ser sinceros com os próprios médicos. Apenas metade deles costuma fazer exames de rotina. 65% dos entrevistados admitiram que evitam ir ao médico pelo maior período possível. A Clínica Kowalski, especialista no tratamento cirúrgico do câncer e das doenças da região da Cabeça e Pescoço, fez uma análise desse comportamento em seu site: “Esse medo pode decorrer da ideia de ‘fraqueza’ que os homens, supostamente, não podem demonstrar, além do temor causado pela falta de informação sobre as doenças, especialmente o câncer, desde a possibilidade de tratamento e das implicações que pode ter.” Outros fatores determinantes para a discrepância são biológicos, como a resistência ou suscetibilidade a determinadas doenças, e comportamentais, vide maior consumo de bebidas alcoólicas e tabaco. No Brasil, as altas taxas de homicídios e o maior envolvimento em acidentes de trânsito também têm impacto significativo. Percebendo essa discrepância, que dificilmente irá se igualar a zero, a OMS concluiu que, para diminuir essa diferença, é preciso que os governantes comecem a levar em conta as diferenças de gênero no desenvolvimento de políticas públicas de saúde. Campanhas conscientizadoras como o Novembro Azul (mês mundial de combate ao câncer de próstata), também possuem um papel importante na desmistificação do cuidado com a saúde como símbolo de fraqueza masculina.

    16 de outubro de 2024 / 0 Comentários
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    Desafios do sistema de saúde brasileiro frente ao crescimento da longevidade

    Artigos

    15 de Outubro de 2024 | Amanda Albela Silvia Rezende é pedagoga e psicóloga – Crédito: Divulgação Por Silvia Rezende O sistema de saúde brasileiro enfrenta o desafio da longevidade. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população com mais de 60 anos no Brasil aumentou 39,8% em uma década, atingindo 31,2 milhões em 2021. Isso indica uma vida mais longa e ativa para os brasileiros. A longevidade da população brasileira é impulsionada por fatores como o aumento da expectativa de vida, os avanços da tecnologia e da ciência, e a melhoria dos hábitos de vida. No entanto, isso contrasta com a diminuição das taxas de natalidade. O IBGE prevê que, em 2030, a população com mais de 60 anos no Brasil superará o número de crianças e adolescentes de zero a quatorze anos, uma realidade já presente em cidades como Porto Alegre e Rio de Janeiro. Mas o Brasil está preparado para atender às necessidades socioeconômicas dessa população idosa? A população sênior não deve ser vista apenas sob a perspectiva da saúde, associando a velhice à fragilidade e à doença. Este grupo é consumidor de lazer, turismo, gastronomia, arte e cultura, e muitos têm renda suficiente para viver de forma ativa e saudável. No entanto, não se pode ignorar a necessidade de cuidado e acolhimento dessa população no sistema de saúde brasileiro. O Sistema Único de Saúde (SUS), juntamente com as operadoras de saúde suplementar, tem o desafio de atender aos usuários com dignidade e eficácia, conforme expresso no Estatuto do Idoso. Apesar da cobertura universal do SUS, cerca de 25% da população brasileira possui seguros de saúde privados. Dentre esse grupo, as pessoas com mais de 60 anos representam 7 milhões de usuários, segundo o Panorama dos Idosos Beneficiários de Planos de Saúde no Brasil, desenvolvido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O estudo também mostrou que os vínculos dessa faixa etária com as operadoras de saúde suplementar mais que dobraram, com um aumento de 107,6%. O número de usuários de planos de saúde apresentou aumento de 1,9% no comparativo de fevereiro de 2023 com o mesmo mês de 2024, que registrou quase 51 milhões de usuários de assistência médica e 32,2 milhões de clientes de planos exclusivamente odontológicos. Os dados são da nova edição do Panorama da Saúde Suplementar publicado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No entanto, a busca por benefícios em planos de saúde está crescendo proporcionalmente ao aumento da população, mas a cobertura assistencial não está acompanhando essa evolução. Isso é comprovado pelo estudo ‘Idosos e planos de saúde no Brasil’, que avaliou as reclamações de beneficiários da Região Sudeste do Brasil com dados da ANS. As reclamações dos beneficiários idosos, em comparação com adultos e crianças, foram significativamente maiores (60,8 versus 25,5 reclamações/10.000 beneficiários), sendo a cobertura assistencial o tema mais frequente das reclamações (68,1%). Isso indica que o serviço precisa ser reestruturado para atender à demanda da população com mais de 60 anos. A cobertura assistencial precisa ser revisada, incluindo tratamentos e atendimentos específicos para a vida longeva. “Na maior parte do mundo desenvolvido, o envelhecimento da população foi um processo gradual acompanhado de crescimento socioeconômico constante durante muitas décadas e gerações, enquanto no Brasil vem ocorrendo de forma acelerada”, afirma o estudo publicado no site da Ciência e Saúde Coletiva. Por fim, é importante questionar a ideia de que a população idosa sobrecarrega o sistema de saúde suplementar. Essa premissa é enganosa, pois o crescimento progressivo dos gastos com saúde está relacionado à incorporação de novas tecnologias, ao aumento da remuneração do setor e à distribuição assimétrica do mercado. A sustentabilidade dos sistemas de saúde, tanto público quanto suplementar, diante da transição demográfica e do maior uso dos serviços de saúde por idosos, é um ponto de atenção que precisa ser considerado pela sociedade e pelas instituições públicas brasileiras. A demanda e seus respectivos gastos não devem apenas causar preocupação. Precisamos criar regras e políticas públicas para acolher os idosos. O envelhecimento precisa ocorrer com saúde e qualidade de vida.

    15 de outubro de 2024 / 0 Comentários
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    Estudo aponta que Boomers 60+ são geração mais rica da história

    Negócios

    11 de Outubro de 2024 | Larissa Gabriel Alvares Casal de maduros | Créditos: Helen Alp – Pexels Fatores econômicos e sociais colaboraram para que Baby Boomers, ou seja, pessoas que nasceram entre 1946 e 1964, fossem considerados a geração mais rica na história Elaborado pelo time de pesquisa do grupo Allianz, o Relatório Global de Riqueza 2024 revelou que os Baby Boomers, ou seja, pessoas que nasceram entre 1946 e 1964 são frequentemente considerados como a geração mais rica na história. Alguns fatores que contribuíram para esse acúmulo de capital foram o forte crescimento econômico, habitações acessíveis e expansão mercados de ações. Em contrapartida, os Millennials, nascidos entre 1981 e 1996, são descritos como os maiores perdedores no quesito riqueza, devido ao fato de terem enfrentado um período de instabilidade econômica nomeado como “crise após crise”. Perspectiva de economias Para concretizar a comparação, a Allianz criou um modelo no relatório com um grupo de indivíduos hipotéticos de diferentes gerações e acompanhou os retornos de suas economias ao longo de seus respectivos ciclos econômicos. O exemplo com um Boomer americano nascido em 1960 com uma taxa de poupança anual de 10% ao longo de 40 anos, aponta que ele terá gerado economias vitalícias de mais de 850% de sua renda disponível. Já na comparação com um Millennial fictício nascido em 1984, que economiza a mesma taxa de poupança, o exemplo mostra que seu total de economias vitalícias atingiram pouco mais de 430% de sua renda disponível. Tal diferença é inferior até mesmo a Geração Z, que são pessoas nascidas entre 1997 e 2012, onde, no mesmo exemplo e economizando nos mesmos níveis, acumularão uma fortuna equivalente a 606% de sua renda disponível. Ainda que os Millennials e a Geração Z ainda tenham tempo de acumular e economizar mais capital no futuro, a pesquisa constata a superioridade dos Boomers: “mesmo com o mesmo comportamento de poupança, nenhuma geração pode igualar a acumulação de riqueza desfrutada pelos baby boomers”, escreveu a empresa de seguros e gestão de ativos, Allianz. Transferência de riqueza Outras projeções surgem para identificar o potencial de atingir grandes riquezas das gerações posteriores e, eventualmente, superar os Baby Boomers. A “Grande Transferência de Riqueza” é definida como o dia em que os Boomers legaram sua riqueza a seus filhos e netos. Corretoras acreditam que aqueles entre 28 e 43 anos atualmente serão, após esse evento, a “geração mais rica da história”. A Allianz comenta que essa teoria tem potencial, mas afirma que a riqueza transferida pode ser menor do que o esperado. “As projecções indicam que, só nos Estados Unidos, mais de 84 biliões de dólares serão transferidos para gerações mais novas até 2045, sendo mais de 53 biliões de dólares dessa riqueza provenientes de famílias dos Baby Boomers”, afirma trecho da pesquisa da Allianz. Geração Z em evidência Outros fatores externos podem influenciar a superação da Geração Z no quesito acúmulo de capital a longo prazo, como os próprios empreendimentos e melhores condições econômicas, que dão ao grupo chances de superar a riqueza dos Millennials mesmo após a Grande Transferência de Riqueza.

    11 de outubro de 2024 / 0 Comentários
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    Dever cidadão: confira onde se informar sobre os feitos dos políticos durante o período de mandato

    Educação

    09 de Outubro de 2024 | Larissa Gabriel Alvares Urna eletrônica | Créditos: Reprodução – TRE-RN Portais estaduais e municipais, como Assembleias, Prefeituras e Câmaras são atualizados diariamente sobre os eventos políticos ocorridos As eleições municipais deste ano aconteceram neste último domingo (06/10), e algumas cidades, como a grande São Paulo, terão o segundo turno para eleger seus prefeitos ainda este mês (27/10). Os votos são responsáveis por eleger os prefeitos e os vereadores que participarão do poder legislativo e executivo durante os próximos quatro anos. Na época de eleições, é necessário se manter antenado e bem informado sobre as propostas dos partidos e dos candidatos que estão concorrendo, para então decidir seu voto com ciência. No entanto, mais importante do que somente analisar propostas, é essencial acompanhar a execução destes projetos e o posicionamento dos políticos durante o período de mandato. Na matéria de hoje, a equipe do The Silver Economy vai te dar algumas dicas de mídias para acompanhar o movimento do parlamento e fomentar a cidadania. Portais das Assembleias Legislativas Estaduais: Segundo o glossário do congresso nacional, as Assembleias Legislativas são definidas como órgão do Poder Legislativo de cada estado da Federação cujos membros são eleitos pelo povo e ao qual cabe elaborar, discutir e aprovar as normas jurídicas de sua competência. As reuniões como sessões ordinárias, atos solenes e votações no parlamento são transmitidas para o público por meio das plataformas oficiais da Assembleia nas redes, assim como são noticiadas em seu próprio portal. Dessa forma, é possível acompanhar o posicionamento dos políticos em diversos assuntos atuais e os eventos promovidos pelo partido, bem como conferir a tramitação de projetos de Lei no Site da Assembleia. Portais das Prefeituras Municipais: As Prefeituras municipais são responsáveis pelo poder executivo das cidades, determinando a cobrança de impostos e taxas que, por sua vez, devem custear obras, serviços e políticas essenciais para os habitantes. Alguns exemplos de serviços mantidos pelas prefeituras brasileiras são: a limpeza e a iluminação públicas; o sistema de transporte urbano; as ambulâncias e serviços de saúde municipais; a educação infantil (creches, pré-escolas) e o ensino fundamental; e a formação da guarda municipal. Em seus sites oficiais, é possível checar a transparência desses investimentos. Portais das Câmaras Municipais: Compondo o poder legislativo das cidades, as Câmaras são ocupadas por vereadores que discutem e aprovam leis do município, além de fiscalizar o trabalho do poder executivo (Prefeitura). Dentro das câmaras, acontecem sessões diárias de discussão sobre esses projetos que são transmitidas e noticiadas para o público através de seus portais oficiais. Veículos que cobrem política: O jornalismo vem como pilar da democracia, divulgando informações que constroem a opinião pública. Muitos veículos tradicionais têm editorias dedicadas à política, e, com a expansão do digital, as notícias podem ser acessadas em diversas plataformas virtuais, de maneira mais dinâmica. Mas atenção! É importante manter um olhar crítico do que é postado. Dados verdadeiros podem ser transmitidos de diferentes formas, e resultar em diferentes interpretações. Por isso é necessário comparar as informações com mais de uma fonte, perceber se existem especialistas falando sobre o caso e, se possível, acessar o material de referência na íntegra. Também, lembre-se de verificar a credibilidade do veículo, como seu tempo de atividade e seu histórico de coberturas. Redes sociais de candidatos: Para acompanhar mais de perto o cotidiano dos candidatos, é possível seguir seus perfis nas mídias sociais, como Instagram, Facebook, Twitter/X, TikTok, Youtube e outros mais. Na era digital, encontramos candidatos ativos nessas plataformas, atualizando sobre seus projetos (profissionais e pessoais) e ações públicas, sendo uma maneira mais dinâmica e, de certa forma, intimista, de acompanhar o cotidiano dessas pessoas. Assim como nos veículos informativos, essa é uma mídia que não pode ser consultada de maneira exclusiva. A imagem dos candidatos que é transmitida para o público através de seus perfis é pensada e trabalhada rigorosamente por um equipe de profissionais da comunicação, fazendo com que algumas informações sejam estrategicamente selecionadas ou omitidas.

    9 de outubro de 2024 / 0 Comentários
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    12 estereótipos construídos acerca do consumidor maduro

    Negócios

    07 de Outubro de 2024 | Larissa Gabriel Alvares Dois longevos jogam videogame | Créditos: Tima Miroshnichenko – Pexels Pesquisas indicam que 77% dos maduros não se sentem representados nas plataformas atuais e não se identificam nas campanhas publicitárias disponíveis Apesar de já existirem grupos, empresas e campanhas conscientizadoras sobre o impacto negativo do etarismo na construção de relações com o público maduro, o preconceito ainda continua presente, principalmente na comunicação e marketing das companhias atuais. Segundo pesquisas do marketplace Vida60mais, 77% dos maduros não se sentem representados nas plataformas atuais e não se identificam nas campanhas publicitárias disponíveis. Para entender e diminuir esse movimento, Jeff Weiss, fundador da consultoria de marketing Age of Majority, usa seu espaço na mídia para categorizar esses preconceitos enraizados e contribuir ativamente com a inclusão dos longevos. O originalmente intitulado The Dirty Dozen Myths of Aging Consumers é uma das divulgações de Weiss que trabalha a imagem do consumidor maduro a partir da desmistificação de estereótipos comuns acerca desse grupo na sociedade. Abaixo, confira e entenda os 12 estereótipos construídos acerca do consumidor maduro: 1. “Com o pé na cova”: encara o envelhecimento como algo deprimente e sem expectativas futuras. Na realidade, pesquisas britânicas indicam que pessoas entre 65 a 79 anos se consideram mais felizes do que outros grupos de idade. 2. “O que é bluetooth?”: pressupõe que os maduros não se entendem com a tecnologia, quando, na verdade, os acima dos 55 são engajados em adotar ferramentas digitais no seu dia-a-dia. 3. “Não se ensina truque novo a cachorro velho”: o ditado inglês do século XVI dá a entender que maduros que cresceram usando um determinado produto de uma marca específica não estão dispostos a mudar ou experimentar coisas novas. Segundo Weiss: “Todo mundo tem lealdade à marca, mas a maioria das pessoas de qualquer idade está disposta a mudar”. 4. “Não esqueça do meu desconto de idoso”: o mito sugere que pessoas maduras não possuem dinheiro o suficiente para pagar suas próprias coisas. Para Weiss, “a geração mais velha é aquela que acumulou riqueza”. Sem contar a movimentação trilionária da economia prateada atualmente somente no Brasil. 5. “Cai e não consegue se levantar”: o estereótipo indica que pessoas maduras não são fisicamente ativas e que são totalmente dependentes da ajuda de terceiros. 6. “Você está ótimo/a para a sua idade”: nas palavras de Weiss: é um termo discriminatório por idade que não reflete a realidade de como a maioria das pessoas mais velhas se sente bem consigo mesmas. 7. “Fora do circuito”: a suposição errônea que longevos vivem somente em instituições/lares comunitários e não possuem vida própria. Na realidade, a maioria desse grupo vive com independência e busca marcas, produtos e serviços que atendam às suas necessidades de bem-estar. 8. “Quando eu era da sua idade”: o engano de imaginar que maduros estejam desconectados da comunidade e só querem saber do tempo que passou. O grupo também é engajado em pautas sociais. 9. Manter distância: acreditar que estratégias de marketing que miram nos consumidores mais velhos afastaria os jovens das marcas, por isso, excluem e mantém distância desse grupo. Weiss afirma que campanhas bem construídas aproximam gerações. 10. “Já teve dias melhores”: Weiss analisa esse tipo de pensamento como não benéfico ou útil no marketing de serviços ou produtos, apesar da relação entre idade e desempenho ainda contaminar o ambiente corporativo. 11. Testado e aprovado: fomenta a falácia de que pessoas com mais idade se guiam apenas pelas mídias tradicionais na hora de decidir uma compra. Na realidade, pesquisas mostram que longevos são indivíduos que incorporaram o mundo digital para consumir. 12. “Ah, se eu pudesse ser jovem de novo”: alimenta uma teoria da inveja geracional que, na realidade, não existe. A aceitação de maduros consigo mesmos é maior do que pensamos.

    7 de outubro de 2024 / 0 Comentários
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    Primeiro Empreender Maduro acontecerá no dia 19/10, em São Paulo

    Eventos

    07 de Outubro de 2024 | Larissa Gabriel Alvares Banner de divulgação do evento organizado pela Faculdade São Judas | Créditos: Reprodução A programação contará com oficinas práticas, painéis sobre empregabilidade, dinâmicas de networking e muito mais No dia 19 de outubro, das 10h às 16h, acontecerá o primeiro Empreender Maduro em São Paulo, no anfiteatro da Unidade Mooca da Universidade São Judas Tadeu. O encontro faz parte do evento Intergeracional organizado pelo programa de mestrado e doutorado da Faculdade São Judas, e tem como temática deste ano a educação intergeracional como promotora do bem viver. Os ingressos são gratuitos e podem ser adquiridos pelo site do Sympla. A programação contará com oficinas práticas, painéis sobre empregabilidade, inovação e empreendedorismo maduro, dinâmicas de networking e lançamento de um movimento ligado a lideranças femininas para o mercado, além de reunir grandes nomes do empreendedorismo. A liderança do evento é composta por sete iniciativas conectadas pela longevidade: Vida60mais, Maturi, Talento Senior, UinStock, Mais Vívida, Data8, VôContigo e Nandarê. O evento é indicado para empreendedores maduros, interessados em aprender mais sobre o setor, ou quem queira começar a empreender no mercado da longevidade. Confira a programação completa do Intergeracional: – 10h: Início e lançamento do movimento As Silver Founders.– 10h30 – 11h15: Painel 1 – Maturi e Talento Sênior: “Empregabilidade e Empreendedorismo Maduro”.– 11h15 – 12h: Oficina prática 1 – Mais Vívida: “Uso do Instagram para Empreendedores Maduros”.– 12h – 13h: Almoço.– 13h15 – 14h: Painel 2 – vida60mais, VôContigo e UinStock: Inovação e Empreendedorismo: Transformando a Mobilidade, o Cuidado e a Representatividade 50+.– 14h – 14h45: Oficina prática 2 – Nandarê: Memória Ativa: É Tempo de Cuidar!– 14h45 – 15h15: Cléa Klouri: O Poder do Empreendedorismo Maduro – Cases de Sucesso | Data8 e o Silver Makers.– 15h15 – 15h45 Dinâmica de networking.– 15h45- 16h: Encerramento. Serviço: Evento: I Empreender Maduro.Quando: 19 de outubro, das 10h às 16h.Onde: Universidade São Judas Tadeu – Unidade Mooca – Rua Taquari, 546 Mooca. São Paulo – SP.Valor de inscrição: GratuitoInscrições pelo site: https://www.sympla.com.br/evento/i-empreender-maduro/2652957?referrer=www.google.com

    7 de outubro de 2024 / 0 Comentários
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    Entre telas e palcos: Veja 8 atores 50+ do cinema internacional

    Cultura & Lifestyle

    04 de Outubro de 2024 | Larissa Gabriel Alvares Sofia Vergara no Emmy Awards 2024 | Créditos: Michael TRAN / AFP Completando mais de 120 anos de existência, as produções cinematográficas continuam tendo grande impacto sociocultural no mundo inteiro Desde o século XX, com a publicação do “Manifesto das Sete Artes”, escrito pelo intelectual italiano, Ricciotto Canudo, o cinema passou a ser considerado como a sétima arte. Sua criação é datada em 1895, com a invenção do cinematógrafo, uma máquina a manivela que permitia captar as imagens, revelar o filme e, depois, projetá-lo em uma tela. Ela também era portátil e não usava eletricidade. Apesar de alguns pesquisadores questionarem os créditos do patenteamento do objeto, os irmãos franceses Auguste e Louis Lumière são frequentemente referidos como os pais do cinema por realizarem a primeira exibição pública e paga de uma série de dez filmes, com duração de 40 a 50 segundos cada. Sabendo ou não da história de origem do cinema, a indústria cinematográfica continua tendo grande impacto sociocultural e econômico no mundo inteiro, sendo responsável por alavancar a carreira de diferentes atores que encontram na sétima arte um novo jeito de ver e interpretar o mundo. Há algumas semanas, a equipe do The Silver Economy compilou oito atores com mais de 50 anos do cinema brasileiro. Na matéria de hoje, vamos te mostrar oito atores longevos de diferentes partes do mundo que fazem sucesso na indústria internacional: Sofía Vergara (1972) | Idade atual: 52 anos Sofía Vergara | Créditos: Reprodução Instagram @sofiavergara A colombiana Sofía Vergara começou sua carreira como apresentadora em programas latino-americanos. Logo, também começou a apresentar programas norte-americanos, e em 2005 iniciou sua carreira na televisão. Um de seus papéis mais marcantes é no seriado Modern Family (2009-2020), onde interpretou Gloria Delgado-Pritchett. Em 2014, Sofia foi classificada como a 32ª mulher mais poderosa do mundo pela Forbes e a atriz mais bem paga do mundo. Em 2016, pelo quinto ano consecutivo foi eleita a atriz mais bem paga na TV mundial. Uma de suas produções recentes é o drama Griselda (2024). Choi Min-soo (1962) | Idade atual: 62 anos Choi Min-soo | Créditos: 최광모 em Wikimedia Commons Choi Min-soo é um ator sul-coreano conhecido como um dos mais aclamados de seu país. Alguns consideram seu trabalho tão característico que criaram um conceito chamado “estilo Choi Min-soo”, decorrente da maneira única de falar e atuação carismática do artista. As produções Yulyeong (1999), Terrorist (1995) e Mister Mama (1992) são alguns de seus trabalhos fortemente reconhecidos. Uma de suas marcas registradas no cinema é a interpretação de personagens tough guy, ou seja, caras “durões”, valentões, rígidos ou corajosos. Toni Collette (1972) | Idade atual: 51 anos Toni Collette | Créditos: Reprodução Instagram @toni_collette_official Natural de Sydney, cidade australiana, a atriz Antonia Collett é vencedora do Emmy Awards e do Golden Globe Award para Melhor Atriz em televisão (de série cômica ou musical) pelo seu desempenho na série United States of Tara (2009-2011). Também, Toni já foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo filme de drama e suspense O Sexto Sentido (1999). De seus papéis destacáveis no gênero thriller, podemos citar a série de suspense em Ninguém Pode Saber (2022) e o aclamado filme de terror e mistério Hereditário (2018). Samantha Banton (1973) | Idade atual: 51 anos Samantha Banton | Créditos: Reprodução The Hollywood Reporter Samantha Banton, também conhecida como Samantha Kaine, nasceu na Jamaica e começou sua carreira nos tablados do teatro. Algumas de suas produções relevantes são: O Padeiro (2022), Confissões de uma Mente Perigosa (2002) e Stargate SG-1 (1997). Uma de suas produções mais recentes aconteceu no ano de 2023, no drama intitulado Some Other Woman (2023). Jackie Chan (1954) | Idade atual: 70 anos Jackie Chan | Créditos: Eva Rinaldi em Wikimedia Commons Um dos atores orientais que faz maior sucesso no Ocidente, o chinês Chan Kong-sang, mais conhecido como Jackie Chan, ficou famoso pela sua performance bem elaborada e carismática em filmes que envolvem artes marciais, sendo referência na construção cinematográfica de cenas de luta. Por ser especialista em artes marciais e dominar algumas lutas como hapkido e vários estilos de Kung Fu, o ator dispensa o uso de dublês, já tendo muitas vezes, se acidentado durante as filmagens. Algumas de suas produções são: A Hora do Rush (1998), Karate Kid (2010), O Mestre Invencível (1978) e Bons Companheiros (2023). Salma Hayek (1966) | Idade atual: 58 anos Salma Hayek | Créditos: Harald Krichel em Wikimedia Commons Com pais libaneses e descendência mexicana, Salma Hayek é uma atriz que foi reconhecida por grandes premiações no início dos anos 2000 graças ao seu trabalho em Frida (2002), que a concedeu indicações ao Oscar, Screen Actors Guild Awards e Bafta em 2003. No entanto, seu reconhecimento internacional já vinha de antes, quando participou do filme de terror e ação, Um Drink no Inferno (1996). Em um levantamento de suas produções recentes, encontramos o filme de guerra e thriller lançado neste ano, Without Blood (2024). Já no ano passado, Salma estrelou a comédia romântica Magic Mike – A Última Dança (2023). Marlee Matlin (1965) | Idade atual: 59 anos Marlee Matlin | Créditos: Reprodução Instagram @themarleematlin A norte-americana Marlee Matlin é a única atriz surda a ganhar o Oscar para melhor atriz num papel principal, tendo conquistado o prêmio por sua atuação em Children of a Lesser God (1986). Ainda, ganhou um Globo de Ouro e teve quatro nomeações ao Emmy pela sua performance no cinema e na televisão. Surda desde os 18 meses de idade, Marlee faz parte da Associação Nacional dos Surdos (National Association of the Deaf) nos Estados Unidos. Em suas produções, podemos indicar CODA – No Ritmo do Coração (2021), Multiverso – Realidade Paralela (2019) e Quebra de Contrato (2013). Jean Dujardin (1972)| Idade atual: 52 anos Jean Dujardin | Créditos: Georges Biard em Wikimedia Commons Conhecido pelo seu papel feito no início dos anos 2000 no icônico seriado de comédia romântica Un gars, une fille (1999), o ator

    4 de outubro de 2024 / 0 Comentários
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    Salvador: Projeto 60+ Tech oferece aulas de tecnologia para maduros e está com inscrições abertas para professores e monitores

    Tecnologia e Inovação

    03 de Outubro de 2024 | Larissa Gabriel Alvares Homem maduro navega em dispositivo digital | Créditos: Kampus Production – Pexels Com foco em pessoas com mais de 60 anos, projeto soteropolitano visa instigar autonomia e inclusão sociodigital de maduros Iniciativa do Parque Social, em parceria com a Prefeitura de Salvador (BA), por meio da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), o Projeto 60+ Tech visa lecionar maduros a serem independentes digitais por meio do uso do celular, com foco em pessoas com mais de 60 anos. Monitores na área de Tecnologia da Informação (TI) e Educadores Sociais darão aulas aos longevos entre o período de outubro deste ano até agosto de 2025. Metas do projeto O objetivo do projeto é que, a partir do domínio das ferramentas digitais oferecidas pelo celular, os maduros possam ganhar autonomia e reduzir o seu isolamento social, uma vez que conseguirão se comunicar e acessar informações com mais facilidade. A inclusão digital desse grupo também ampliará suas oportunidades de comunicação, empreendedorismo e exercício da cidadania digital. Ao longo destes 11 meses, a iniciativa beneficiará 240 idosos em 12 turmas diferentes. Serão organizadas quatro turmas por trimestre, cada uma com 20 alunos. As aulas serão presenciais às segundas e quartas-feiras, nos turnos matutino e vespertino, e irão contar com palestras e atividades práticas em vários espaços das comunidades soteropolitanas. Essencialmente, as aulas acontecem no Centro Vida Nova 60+, localizado no bairro do Garcia. O material recebido pelos alunos inclui uma cartilha impressa com orientações gerais das ferramentas digitais, para que os maduros consultem e tirem dúvidas quando necessário. Ela também será útil para consulta mesmo após a conclusão do curso. Perfis dos profissionais As vagas disponíveis são para Educadores Sociais e Monitores na área de Tecnologia da Informação. Em ambas as vagas, é necessário que os profissionais tenham habilidade de comunicação com pessoas idosas. No caso de Educadores Sociais, o profissional precisa ter o ensino superior completo em TI ou áreas similares, experiência com docência, conhecimento em estruturação de planos de ensino e material didático. Já para monitores, é necessário ter apenas ensino médio completo e curso técnico em áreas afins, não sendo exigido o ensino superior. É requerida também experiência com monitoria na área da educação. Serão priorizados candidatos que estejam cursando a graduação em TI ou similares. As inscrições devem ser feitas pelo link do formulário: https://docs.google.com/forms/d/1trKKDPlW0JvDog1miD9AqsRar3hkw75fhAQstUJOjhc/viewform?ts=66bdf26a&edit_requested=true  Serviço: Vagas: Educadores Sociais; Monitores na área de Tecnologia da Informação. Local: Salvador, Bahia. Prazo de atuação: Outubro de 2024 à Agosto de 2025. Link de inscrição: Clique aqui.

    3 de outubro de 2024 / 0 Comentários
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    Entendendo as blue zones: os polos de longevidade humana que geram debates entre cientistas

    Saúde

    02 de Outubro de 2024 | Larissa Gabriel Alvares Maduro e jovem pescam juntos em um rio | Créditos: Ron Lach – Pexels Termo cunhado nos anos 2000 é utilizado até hoje como base para muitos estudos em fomento e desmistificação da longevidade As zonas azuis, conhecidas internacionalmente como blue zones, são regiões onde os habitantes costumam atingir uma alta expectativa de vida, com muitos deles chegando até mesmo aos 100 anos. Essa é a definição feita pelo Instituto da Longevidade. Atualmente, existem somente cinco destas regiões no mundo inteiro, e muitos cientistas estudam como os hábitos desses indivíduos podem fomentar a longevidade (e também questionam até que ponto essas zonas são, ou não, viáveis). Na matéria de hoje, a equipe do The Silver Economy reuniu tópicos que te ajudam a entender tudo o que você precisa saber sobre as zonas azuis! Origem e zonas azuis pelo mundo Segundo o site oficial do projeto Blue Zones Project, o termo “zonas azuis” foi cunhado pelo explorador, pesquisador e jornalista, Dan Buettner, durante um uma de suas explorações em 2004. Depois de uma expedição a Okinawa, no Japão, nos anos 2000, ele começou a explorar outras regiões do mundo com taxas de longevidade supostamente altas. Com o apoio de sua equipe de cientistas e demógrafos, Dan viajou pelo mundo em busca de comunidades onde as pessoas não só vivessem mais, mas também desfrutassem de uma qualidade de vida elevada na maturidade. Depois de analisar os dados demográficos e entrevistar pessoas idosas com mais de 100 anos, a equipe identificou, então, cinco regiões que se destacaram pela sua extraordinária longevidade e vitalidade: – Okinawa, Japão; – Barbagia da Sardenha, Itália; – Península de Nicoya, Costa Rica; – Ikaria, Grécia; – Loma Linda, na Califórnia, Estados Unidos. Hábitos e costumes Mesmo que os locais sejam distantes, o pesquisador Dan conseguiu identificar alguns hábitos e costumes semelhantes nessas cinco regiões, que percorrem desde atividades saudáveis para o cuidado físico do corpo humano até atividades que incentivam a vida social e espiritual. São eles: 01) Caminhadas regulares: pessoas que vivem nas zonas azuis costumam ser muito ativas. Porém, não é uma atividade intensa. São praticados exercícios regulares de baixa intensidade para o tônus muscular, mobilidade e alívio de estresse. 02) Restrição calórica consciente: habitantes das zonas azuis costumam comer suas refeições até estarem 80% saciados, em um ritmo lento. Essa estratégia ajuda a evitar o exagero e muda a percepção do corpo sobre a quantidade de alimentos ingeridos. 03) Alimentação baseada em produtos frescos e vegetais: foco em consumo de verduras, frutas, legumes e castanhas, preferencialmente frescos e preparados em casa. 04) Consumo de vinho com moderação: em pequenas quantidades, o álcool pode reduzir o estresse e melhorar a saúde do coração. Também, o vinho (para os okinawanos, o saquê) é parte de uma cultura e de rituais sociais. 05) Propósito para a vida: motivação para começar o dia. Os habitantes das zonas azuis compreendem claramente o propósito, que pode ser o trabalho, a família ou até mesmo um encontro com amigos. 06) Práticas que nutrem a alma: desacelerar e buscar coisas que façam bem naturalmente, sejam afazeres religiosos ou lazer com amigos e família, o importante é ser algo que “alimente a alma” e traga felicidade. 07) Comunidade espiritual: um ponto em comum entre a maioria dos longevos é a presença da fé. Na análise de Dan, aqueles que se envolvem em práticas religiosas têm uma menor probabilidade de adotar comportamentos prejudiciais, tendendo a serem mais ativos, menos estressados e a terem um nível mais profundo de autoconhecimento. 08) Priorização da família: criação de laços intergeracionais. 09) Pessoas certas ao redor: vínculos sociais profundos com conexões alinhadas com hábitos saudáveis, pois aumentam as chances do outro indivíduo adotá-los. Iniciativas brasileiras Um estudo parecido aconteceu em solo brasileiro a cerca de três décadas atrás, quando os pesquisadores e geriatras Dr. Emilio Hideyuki Moriguchi e a Dra. Elizabete Michelon, resolveram investigar as causas da grande quantidade de longevos no município de Veranópolis/RS. A investigação se deu pois a expectativa de vida ao nascer na cidade em 1994 era de 77,4 anos, enquanto no Brasil era de 68,3. Martin Henkel, Co fundador do Terra da Longevidade Negócios, empresa que posteriormente criaria a chamada “Trilha da Longevidade Brasileira” com base no estudo, contou como era realizado o trabalho de campo com os habitantes do município: “Os doutores viviam o dia a dia dos longevos, comendo a mesma comida, bebendo a mesma água e degustando moderadamente do mesmo vinho. Tudo era catalogado, medido, com análises bromatológicas das características e componentes das dietas diárias de cada participante”, explica Martin. Após isso, as empresas Terra da Longevidade Negócios e o Instituto Moriguchi começaram a transformar os 28 anos da pesquisa em uma trilha de estilo de vida, alimentação, atitude, propósito e alegria com base em tal estudo sobre longevidade no Brasil e América Latina. A dieta e a alimentação são partes importantes do processo, sendo apelidadas de Longevidiet: Ilustração da trilha da longevidade brasileira | Créditos: Reprodução – Nucleo 60 mais Uma realidade para todos? Referenciando o propósito do Blue Zones Project, o objetivo do estudo das zonas azuis serve para criação e construção de mais comunidades saudáveis em outras áreas do mundo, como nos Estados Unidos. No entanto, alguns cientistas e pesquisadores questionam até que ponto o conceito de zonas azuis pode ser considerado pseudociência ou uma realidade não alcançável para grande parcela da população. O jornalista Carlos Orsi, ao escrever uma matéria recente para a Revista Questão de Ciência, pontuou: “Soa como puro senso-comum, mas falha ao não adotar controles adequados: não é porque dois ou três multibilionários têm o hábito de acordar às quatro da manhã que acordar de madrugada faz alguém ficar rico – pergunte aos motoristas de ônibus e aos catadores de lixo. ‘Receitas de sucesso’ (ou ‘de longevidade’) só fazem jus ao nome se soubermos que existe uma proporção significativa de bem-sucedidos que não seguem nenhuma das tais recomendações.”, diz Carlos. Na matéria, Calos fez

    2 de outubro de 2024 / 0 Comentários
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